Indústria 4.0: investimento em startups são aposta para modernização industrial capixaba

O conceito de Indústria 4.0 está ligado diretamente à nova revolução industrial, que facilita a visão e a execução de "fábricas inteligentes"

Com os mercados cada vez mais competitivos, em que a modernização e a inovação na produção são fatores diferenciais importantes, o investimento em startups para a Indústria 4.0 tem se tornado solução para o segmento. No Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), empresários interessados em investir no desenvolvimento destas tecnologias encontram, além do crédito tradicional, acesso a recursos de Fundo de Investimento e Participações (FIPs).

O conceito de Indústria 4.0 está ligado diretamente à nova revolução industrial, que facilita a visão e a execução de “fábricas inteligentes”, ou seja, indústrias mais modernas, produtivas, inovadoras e que adotam tecnologia em seus processos, gestão e produção. As linhas de crédito voltadas à Indústria 4.0 atendem a uma demanda do parque industrial capixaba e apresentam condições para investimentos atrativas para o empresariado.

As startups com foco na Indústria 4.0 apresentam soluções conectadas ao setor, com objetivos relacionados ao aumento de produtividade, segurança e eficiência, usando tecnologias como, por exemplo, Internet das Coisas (IoT), AI (Inteligência Artificial) e análises computacionais. 

O gerente de Participações e Investimentos do Bandes, Wagner Rubim Rangel, destaca que as startups estão invadindo positivamente a indústria tradicional e o banco tem buscado mecanismos para criar uma integração entre as entidades representativas do ambiente de inovação, pesquisadores e fontes de recursos. 

A aproximação das pequenas empresas de base tecnológica com as grandes empresas industriais produz ganhos significativos para todos. “Enquanto as startups adicionam conhecimento de mercado, mentoring, receitas e, por consequência, maior independência de capital externo, as indústrias avançam em relação à cultura empreendedora mais ágil, a inovação aberta e disruptiva, além de permanecerem no topo da evolução de seus mercados, disse Rangel. 

É nessa união que o Bandes pretende trabalhar. “Vamos criar mecanismos para facilitar tal aproximação, pois sabemos que além de recursos financeiros, o desenvolvimento do Espírito Santo passa pela ampliação e melhoria do ambiente de negócios”, destacou o gerente.

Para o setor industrial, investimentos que causem mudanças de maior impacto e agilidade na inovação disruptiva, correspondem em fator competitivo e de sobrevivência para as empresas no mercado dinâmico da atualidade.

Seed4science

Pré-requisito: negócios que obtiveram R$ 4,8 milhões como limite de Receita Operacional Líquida (ROL) no ano imediatamente anterior ao investimento do Fundo (sem que tenha apresentado receita líquida superior a R$ 16 milhões nos últimos três exercícios sociais;
Limite de investimento: até R$ 3,5 milhões ou 10% do capital comprometido do Fundo (o maior entre os dois).

Voltado para o primeiro investimento institucional do tipo Seed Money em empresas de bases tecnológicas nascidas a partir do conhecimento produzido em Universidades e Centros de Pesquisa, apoia empresas que atuam em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PD&I) e aplicação de produtos, processos e serviços de alta tecnologia e/ou significativo teor de inovação na solução de problemas relevantes em grandes mercados.

Instrumento de fomento à cultura empreendedora em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), de catalisação do crescimento de empresas de base tecnológica, de aplicação das melhores práticas de governança corporativa e gestão de negócios e de atração de recursos para o desenvolvimento de soluções inovadoras para o mercado;

Áreas de foco: Biotecnologia; Nanotecnologia; Internet das coisas e materiais avançados; Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), em especial aquelas relacionadas à big data e machine learning, com verticais de aplicação em Agronegócio, Indústria, Saúde e Bem-Estar e Varejo.