PF indicia ministro do Turismo por candidaturas-laranja no PSL

A Polícia Federal indiciou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), e mais 10 pessoas no inquérito sobre o uso de candidaturas-laranja no PSL em Minas Gerais. Ele foi indiciado pelo crime eleitoral de omissão na prestação de contas de campanha e pelo crime de associação criminosa.

O G1 entrou em contato com o assessor do ministro às 9h40 e aguarda retorno. A reportagem também tenta contato com o PSL em Belo Horizonte.

Indiciados
Marcelo Álvaro Antônio – ministro
Irineu Inacio da Silva – deputado estadual em Minas pelo PSL – conhecido como Professor Irineu
Lilian Bernardino – suspeita de ser candidata-laranja
Debora Gomes – suspeita de ser candidata-laranja
Camila Fernandes – suspeita de ser candidata-laranja
Naftali Tamar – suspeita de ser candidata-laranja
Marcelo Raid Soares
Reginaldo Donizeti Soares – irmão de Roberto Silva Soares, sócio de duas empresas que prestaram serviço eleitorais às candidatas investigadas
Roberto Silva Soares – Assessor do ministro, preso em em junho deste ano
Haissander de Paula – ex-assessor do ministro quando ele era deputado federal, preso em junho deste ano
Mateus Von Rondon – assessor especial do ministro, preso em junho deste ano


O indiciamento significa que a Polícia Federal concluiu haver indícios suficientes dos crimes imputados aos investigados. O documento é, então, enviado ao Ministério Público, que decide se apresenta ou não denúncia à Justiça.

Marcelo é citado em depoimentos na investigação sobre o uso de candidaturas de mulheres na eleição de 2018 para desvio da verba eleitoral no estado. Ele era o presidente estadual do PSL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro.

A suspeita é que o partido inscreveu essas candidatas sem a intenção de que elas fossem, de fato, eleitas. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que pelo menos 30% dos recursos do fundo eleitoral devem ser destinados a candidaturas femininas.

A sede do partido em Belo Horizonte foi alvo de operação para apurar irregularidades. O ministro Marcelo Álvaro Antônio sempre negou irregularidades nas candidaturas.

Fonte: G1