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820 pessoas estão fora de casa após chuvas no ES, segundo Defesa Civil

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Cheia do Rio Itapemirim, em Cachoeiro - Reprodução

Matéria atualizada 07h00 – 23/02

As chuvas fortes que atingem o Espírito Santo desde a última semana já deixam 820 pessoas fora de casa. Destas, 761 estão desalojadas e 59 estão desabrigadas. Os dados são do boletim da Defesa Civil Estadual desta segunda-feira (22), atualizado às 17 horas.

Na região Sul do estado, as chuvas provocaram alagamentos e queda de árvores em várias cidades desde a última quinta-feira (18). O Espírito Santo continua em alerta para tempestades.

A cidade com o maior número de pessoas afetadas é Bom Jesus do Norte, no Sul do estado. Lá, 650 pessoas estão desalojadas e 28 estão desabrigadas. Os moradores estão sendo acolhidos na Creche Tia Fatinha e na Escola Municipal São Sebastião.

Também há desabrigados nas cidades de Alegre (10), Apiacá (14) e Mimoso do Sul (7), todas na região Sul. Nessas cidades, os abrigos estão sendo, respectivamente, na Comunidade Nossa Senhora da Penha de Rive, no Colégio Municipal Maria de Lourdes e na quadra de esporte do distrito de Ponte de Itabapoana.

Entre as cidades que têm desalojados, mas não desabrigados, estão: Iúna, Cachoeiro de Itapemirim, Divino de São Lourenço e Barra de São Francisco. Somente esta última não está localizada na região Sul.

De acordo com o boletim, o município em que mais choveu no estado foi Venda Nova do Imigrante, na região Serrana, com 50,6 milímetros. Em seguida, Vargem Alta (48 mm) e Alfredo Chaves (47,8 mm), no Sul do estado.

O nível do Rio Doce, segundo o boletim, está na cota de atenção em Colatina (alerta amarelo) e na cota de inundação (vermelho) em Linhares. No entanto, a cidade ainda não registrou alagamento nos pontos críticos.

Rodovias

Na BR-101 Norte, há esquema de pare/siga na altura dos km 153 e 154 em Linhares; e interdição da pista sentido sul em Pedro Canário, entre os km 13 e 15.

Sobre as rodovias estaduais, a ES-181 na altura da localidade de Caçador, em Muniz Freire, no Sul, está parcialmente interditada. Já a ES-287, na altura de Ponte de Itabapoana, em Mimoso do Sul, está totalmente interditada devido ao transbordamento do rio.

Inundações e derrubada de árvores

Em Domingos Martins, na comunidade de Alto Galo, moradores registraram fortes chuvas que chegaram a derrubar plantações nesta segunda-feira.

Em um vídeo que circula pelas redes sociais, um produtor rural diz que uma chuva volumosa com fortes rajadas de vento caiu durante cerca de uma hora. Na propriedade dele, os telhados de zinco das garagens foram arrancados e a lona da estufa foi destruída.

De acordo com o produtor, cerca de 70% do bananal foi derrubado. Até mesmo algumas árvores de eucalipto ficaram no chão após o temporal.

No centro de Alfredo Chaves, várias ruas ficaram alagadas. Os moradores dizem que bastou uma hora de chuva forte para que as ruas ficassem intransitáveis. De acordo com eles, a rua mais afetada foi a Rua Dona Macrina.

Fonte: G1

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Espírito Santo fecha mês de fevereiro com menor número de homicídios dos últimos 25 anos

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O Espírito Santo fechou o mês de fevereiro de 2021 com o menor número de homicídios desde 1996, início da contagem histórica no Estado. O resultado representa uma redução de 24% em relação ao mesmo período de 2020 e decréscimo de 12 mortes violentas, no comparativo com 2019, que era o menor já registrado anteriormente.

Ao todo, foram 82 assassinatos cometidos nos 28 dias do mês, sendo 32 na Região Metropolitana, 22 no norte, cinco no sul, 17 no noroeste e seis na região serrana. De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ramalho, apesar do registro, não há o que se comemorar quando o assunto são mortes, mas cabe destacar o trabalho das forças de segurança no combate ao crime.

“Em janeiro tivemos muitos crimes ligados ao confronto do tráfico de drogas, cerca de 74%, e dentro da dinâmica do programa Estado Presente em Defesa da Vida, intensificamos o monitoramento nesses locais. Nossas polícias e Corpo de Bombeiros, com apoio das guardas municipais, realizaram diversas operações com objetivo de prender lideranças de organizações criminosas em diversas partes do Espírito Santo. Acreditamos que isso tenha grande influência nesse resultado e só posso agradecer ao intenso trabalho realizado pelos profissionais da Segurança Pública”, destacou Ramalho.

Com o fechamento do mês de fevereiro, o ano de 2021 apresenta, até o momento, 190 homicídios dolosos, contra 204 assassinatos em 2020, no mesmo período, também representando o melhor índice para o bimestre dos últimos 25 anos.

O secretário Alexandre Ramalho ainda disse ainda que, apesar do bom resultado na Região Metropolitana, ainda existe um grande trabalho pela frente no restante do Espírito Santo.

“A Grande Vitória demonstra estabilidade e buscamos, diariamente, sufocar a criminalidade para evitar os conflitos e, consequentemente, as mortes. No interior ainda temos um grande desafio, visto que há uma pulverização desses homicídios e por variados motivos. Desde o início do ano, a equipe de Governo envolvida no Estado Presente tem percorrido todas as regiões e ouvido as dificuldades e anseios dos gestores locais, com objetivo de elaborarmos um planejamento melhor e dar uma resposta à nossa sociedade”, enfatizou Ramalho.

O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, que atua como coordenador executivo do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, ressaltou que a violência letal é, há algum tempo, uma das principais preocupações da população brasileira. “Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, 20% acreditam que é o maior problema do país, atrás apenas da Saúde (23%).”

Duboc explicou que, conectado com essa percepção social e com o propósito de salvar vidas, o governador do Estado, Renato Casagrande, implantou em 2011 o Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

“Alcançamos resultados importantes e o Espírito Santo deixou a vexatória posição de segundo estado mais violento do País para ficar na média nacional. Em 2020 registramos 11.103 homicídios, contra 2.034 em 2009. Portanto, o resultado de fevereiro de 2021, com redução de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior, aponta que seguimos no caminho certo. Mas, o que precisa ficar claro é que a violência urbana é um fenômeno multicausal e que é preciso ter uma visão sistêmica do problema”, argumentou o secretário.

Segundo ele, a ampliação ao acesso descontrolado a armas e munições em curso no País é um obstáculo para que o Brasil siga reduzindo os indicadores de violência letal.

“A sociedade precisa despertar para discutir mecanismos de controle e rastreamento de armas e munições para reduzirmos os impactos da flexibilização. Prender homicidas, reduzir a impunidade e controlar os instrumentos do crime são medidas imprescindíveis para seguirmos no propósito de salvar vidas”, afirmou Duboc.

O diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves e membro do Fórum de Segurança Pública, Daniel Cerqueira, reforçou esse raciocínio e aponta a importância do uso de informações qualificadas para as tomadas de decisão.

“O Governo do Estado não tem poupado esforços para garantir a paz para os capixabas. São ações baseadas no conhecimento e em evidências científicas, além de medidas para aprimorar a capacidade de governança, bem como qualificar e integrar as informações. O resultado são operações policiais mais qualificadas e ações sociais para garantir melhores alternativas para a nossa juventude”, pontuou Cerqueira.

Mortes de mulheres

Em relação aos homicídios de mulheres os registros no bimestre também apresentam redução. No total, foram 15 casos, sendo que desses, quatro são feminicídios. Em 2020, haviam sido 18 vítimas de assassinato do sexo feminino, com cinco desses casos classificados como feminicídios.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesp
Victor Muniz
(27) 3636-1572 / 99284-3303
[email protected] 

Assessoria de Comunicação da SEP
Claudia Feliz
(27) 3636-4258 / 99507-4071
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Assessoria de Comunicação do IJSN
Eduardo Rabello
(27) 3636-8066 / 99892-5291
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Fonte: Governo ES

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