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Saúde

98,3% de todos os municípios brasileiros já têm casos confirmados de Covid-19

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Agência Brasil

pessoas de máscara na rua

Movimento nas ruas de Guarulhos, São Paulo. Ricardo Filho/iG Guarulhos

Apenas 95 dos 5.568 municípios brasileiros ainda não registraram casos confirmados de Covid-19 até o momento. Isso equivale a 1,7%, segundo dados do Ministério da Saúde computados até ontem (24).

As cidades livres de covid-19 estão distribuídas em dez estados: São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Goiás e Bahia. Minas é o estado com mais municípios nesta situação, mas é também o com mais cidades em todo o país (853).

UF Municípios
Bahia Brotas de Macaúbas, Érico Cardoso, Matina, Novo Horizonte, Tanque Novo
Goiás Água Limpa, Aporé, Novo Planalto, São Miguel do Passa Quatro
Maranhão Lagoa do Mato
Minas Gerais Água Boa, Alagoa, Angelândia, Antônio Prado de Minas, Aracitaba, Araponga, Areado, Berizal, Bertópolis, Botumirim, Camacho, Campo Azul, Canaã, Cantagalo, Carvalhos, Casa Grande, Cedro do Abaeté, Claro dos Poções, Coluna, Conceição do Pará, Consolação, Coronel Murta, Cristália, Dom Viçoso, Dores do Turvo, Fama, Franciscópolis, Gameleiras, Gonçalves, Grupiara, Ibertioga, Ibitiúra de Minas, Itacambira, Itambé do Mato Dentro, Jacuí, Leme do Prado, Liberdade, Marilac, Marmelópolis, Miravânia, Olhos-d’Água, Oliveira Fortes, Patis, Paulistas, Pedras de Maria da Cruz, Pedro Teixeira, Pequeri, Piau, Ponto Chique, Queluzito, Rio Doce, Santana do Garambéu, Santana do Riacho, Santana dos Montes, Santo Antônio do Itambé, São João do Pacuí, São Sebastião do Rio Verde, São Tomé das Letras, Sapucaí-Mirim, Seritinga, Setubinha, Soledade de Minas, Tapiraí, Umburatiba, Vargem Bonita, Vargem Grande do Rio Pardo, Verdelândia, Veredinha
Mato Grosso do Sul Figueirão e Japorã
Paraíba Ouro Velho e São Domingos
Paraná Bom Sucesso do Sul
Rio Grande do Sul Aceguá, Carlos Gomes, Dois Irmãos das Missões, Novo Xingu
Santa Catarina Barra Bonita, Capão Alto, Major Vieira, Matos Costa, Painel, Urupema
São Paulo Monte Castelo e Santa Mercedes

Na última semana epidemiológica (29ª), 4.523 municípios informaram casos novos, sendo 490 apenas 1, 3.598 entre 2 e 100, 397 entre 101 e 1000 e 38 relataram mais de 1.000 novas pessoas infectadas na semana.

Já mortes em função da Covid-19 foram notificadas em 59% das cidades brasileiras, 3.281. Na última semana epidemiológica, 225 novos municípios entraram para este grupo. Nesta semana epidemiológica, 1.469 localidades tiveram novos óbitos, sendo 749 com 1 óbito, 612 com 2 a 10 mortes, 85 com 11 a 50 e 19 localidades com mais de 50 vítimas fatais nos sete dias.

A interiorização da pandemia já vem sendo mostrada pelos dados consolidados pelo Ministério da Saúde nas últimas semanas. Há três meses, na semana epidemiológica 17, 17% dos casos estavam no interior e 83% nas regiões metropolitanas.

Há um mês houve o emparelhamento das duas áreas. Desde então vêm ocorrendo um crescimento de novas pessoas contaminadas, com a distribuição na última semana ficando em 57% no interior e 43% nas regiões metropolitanas.

As mortes, contudo, ainda são maioria nos grandes centros. Conforme o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado nesta semana, 55% dos óbitos desde o início da pandemia ocorreram em cidades de regiões metropolitanas enquanto 45% foram oriundos de outras localidades.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Você está tendo sonhos estranhos? Coronavírus pode ser o culpado

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Além dos sonhos estranhos, os problemas de saúde mental estão aumentando durante a pandemia de Covid-19. Divulgação

 

 

Você tem tido sonhos estranhos durante o período de quarentena? Se sim, não está sozinho. Na internet, principalmente no Twitter, pessoas têm relatado uma rotina noturna muito diferente da que estão habituadas. “Sonhei que tinha um homem tossindo em todo mundo na rua, fugi muito dele”, escreveu uma usuária da rede. “Sonhei que tinha esquecido a máscara em casa, foi pânico”, disse outra.

Além dos sonhos estranhos, os problemas de saúde mental estão aumentando durante a pandemia de Covid-19. Segundo um levantamento inicial publicado pela UERJ (Universidade do Rio de Janeiro), casos de ansiedade e estresse mais que dobraram durante o isolamento social . Já os de depressão tiveram aumento de 90%.

Para o neurocientista e comentarista da CNN Brasil Dr. Fernando Gomes, os sonhos estranhos fazem parte da fase em que as pessoas estão passando, levando em relação que elas estão mais ansiosas e/ou estressadas devido ao novo coronavírus (Sars-coV-2).

“Os sonhos traduzem as experiências emocionais mais relevantes vivenciadas em uma época, período ou dia. [Durante este período de pandemia], acaba sendo um termômetro da ansiedade quando as preocupações estão vigentes”, analisa ele.

Questionado se o regime de quarentena pode afetar as experiências das pessoas enquanto elas dormem, o especialista diz que sim. “Estamos todos envolvidos no mesmo contexto e a mídia reforça essa informação o tempo todo [devido] a relevância desse tema tão em voga”, explica o porquê.

Isso é tão real que a pesquisa por “sonhos estranhos” no Google teve um salto nos últimos 90 dias em comparação ao mesmo período de 2019. O pico de buscas aconteceu em maio – quando o termo registrou a pontuação máxima em uma escala de 0 a 100. Os números não são consolidados, pois os acessos não param. Por isso, a plataforma une períodos e os exatifica de forma simples.

Para Nathan Vieira, desempregado de 22 anos, os sonhos nunca foram um campo comum e, apesar não ter sonhado com o vírus, durante o isolamento ele notou uma mudança brusca no padrão. “De uns tempos para cá, o nível de aleatoriedade aumentou bastante. Várias pessoas do meu convívio também passaram a ter sonhos difíceis de explicar. Eu também notei mais dificuldade em dormir.”

Já para Juliana Kaori, designer de 25 anos, os sonhos com o novo coronavírus foram materializados e a ansiedade mostrou-se presente. “Sonhei que saía na rua e que tinha a consciência do coronavírus e das medidas de proteção. Mesmo assim, percebia que eu não estava de máscara e que as pessoas ao meu redor também não, e eu me lembro de pensar: ‘meu, que doido, porque ninguém está se protegendo?’. Após isso, no sonho, tentei me proteger e não consegui entender o porquê de eu ter saído sem proteção”, conta.

“Fora isso, no começo da quarentena toda noite eu sonhava com alguma doença que surgia e infectava todo mundo. No sonho, eu tentava fugir com a minha família, pois a doença estava avançando”, completa a designer.

O sonho x sono

Além do estresse constante causado pela imersão na crise sanitária, o sono ruim – relatado por muitos – também é um fator de importância neste fenômeno. De acordo com o Dr. Fernando Gomes, de uma forma indireta a qualidade do sono influencia nos sonhos.

“Geralmente os sonhos acontecem na fase REM do sono, que corresponde de 15 a 20% de cada ciclo do sono, sendo este um tempo médio de 90 minutos. No final da noite, essa proporção do sono REM aumenta e traz para consciência os sonhos mais recentes do período do despertar.  Então, de uma forma indireta a qualidade do sono influencia na lembrança dos mesmos”, comentou ele.

Todavia, pode haver casos sem relação com o vírus, pois, segundo o especialista, remédios para dormir – ou que tenham efeito dormitivo – também podem provocar alterações nos sonhos. “Os medicamentos influenciam nos neurotransmissores, provocando assim alterações na arquitetura do sono e na característica das informações processadas.”

Mesmo parecendo inofensivo, se não tratada pela pessoa, o contínuo experienciamento de pesadelos relacionados à Covid pode gerar danos futuros. No caso, a pessoa em si pode continuar tendo sonhos estranhos mesmo quando a doença não for mais uma ameaça. “Isso pode configurar a síndrome do estresse pós-traumático. Existe psicoterapia, tratamentos e medicamentos específicos para essa situação”, explica o médico.

Formulando um plano de resgate, ou melhor, o caminho das pedras para que as pessoas voltem a ter sonhos mais leves, o médico dá algumas recomendações. “Ter um estilo de vida saudável e se alimentar de informações diferentes da pandemia, ler livros, praticar atividade agradáveis e desviar o foco de atenção apenas para este tema.”

Um olhar para o futuro

Com olhar no horizonte, pesquisadores de quatro universidades — as federais de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte e da Universidade de São Paulo — iniciaram o projeto Sonhos em Tempo de Pandemia.

A iniciativa tem como principal objetivo analisar, sob a ótica da psicanálise, as consequências psíquicas nas pessoas diante do cenário excepcional. Ao Portal iG , uma das coordenadoras do projeto, Rose Gurski, explicou o surgimento do estudo.

“Nosso interesse pelos sonhos iniciou em 2019 frente ao clima de polarização crescente na sociedade; com a chegada da pandemia, nossas interrogações iniciais tiveram uma torção: ‘Será que narrar os sonhos construídos em meio aos medos e pânicos gerados pela pandemia pode ajudar na economia psíquica dos sujeitos? Que estratégias os sujeito acometidos pela angústia atual tem utilizado nos sonhos?’”, delibera ela.

Apesar de pessoas distintas estarem tendo sonhos esquisitos, os pesquisadores optaram por colher relatos apenas de profissionais da saúde e da educação.  “Entendemos que são atividades em que as pessoas estão mais fragilizadas do ponto de vista da saúde mental.”

Questionada sobre os avanços da pesquisa e o que pode-se afirmar sobre o efeito da Covid nos sonhos, a pesquisadora divide a resposta em dois tempos: um primeiro de angústia e incerteza e outro de familiarização e desordem.

“Estamos em um segundo momento da pandemia, onde as pessoas parecem já mais familiarizadas com as condições do confinamento, talvez um pouco menos apavoradas, mas ainda respondendo com seus sonhos ao ambiente caótico.”

“No primeiro tempo, víamos muitos sonhos com o tema das perdas, sonhos que revelavam muito a angústia da incerteza. Tivemos, por exemplo, [a história] de uma médica que sonhou mandar uma paciente para casa porque ela ia morrer e não tinha o que fazer. [Também tivemos] sonhos onde [médicos] não conseguiam colocar os EPIs e tiveram a angústia de poderem infectar os pacientes”, dissertou a estudiosa.

A publicação da pesquisa deve acontecer até final de outubro de 2020. Para entrar em contato com os voluntários, a equipe criou o perfil no Instagram: @SonhosConfinados. Além disso, interessados podem acessar o formulário e deixar seus relatos .

Fonte: IG SAÚDE

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