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Opinião

A lição cinematográfica do jogo de culpas

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Procurar culpados é da natureza humana. Ninguém, diante de um problema, primeiro busca soluções para depois então partir para investigação. Parece que a culpabilidade elimina parte do que precisa ser resolvido, ou então, melhor dizendo tira um peso de nossa consciência.

Esta constatação não se refere só ao mundo político e administrativo, mas também ao universo pessoal. Só que no nosso pequeno espaço não traz tantas consequências graves como no mundo político. Porque nada espera investigação; tudo requer ação! Podemos pegar os principais fatos da realidade brasileira e identificar que aquilo que ficou no jogo de culpas não teve um final feliz, ou se isso aconteceu foi depois de muito mais tempo do que o normal.

Fatos. Queimadas na Amazônia e todos procurando de quem é a culpa. Ora, isso é o que menos importa agora! Enquanto este ou aquele brigam com a Noruega ou a Alemanha; até mesmo a França disfarçada de Macron,  a mata arde, a vegetação morre, o mundo se sufoca.

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Veio a ação. No momento um pouco mais próximo ao que podemos dizer exato na conquista de soluções para estancar o fogo impiedoso. A investigação também veio, mas paralela. Ação é o que todos queriam. Nunca aqueles dedos-duros e rochosos que apontam os culpados laconicamente e ficam a se limitar a bradar a mundo que são estes os verdadeiros responsáveis por tanta confusão.

Esta foi a primeira lição que o Brasil tomou no caso das queimadas da floresta na Amazônia. Esperamos que sirva de exemplo para outros tantos parecidos que acontecerão. A lição? Primeiro, haja, atue, resolva. Depois, investigue. Dar continuidade à dúvida é como querer que todos fiquem contra você.

O cinema nos diz claramente como é a vida. Luz. Câmera. Ação. Parafraseando para o Brasil, seria assim: luz, Câmara dos Deputados, CPIS, Câmara de novo, votação, Senado, votação, Câmara e só então a ação. Parece que  o Brasil e o seu líder compreenderam a lição da sétima arte. Agora o Brasil vai. Chega de estacionar na curva das dúvidas e nas entranhas de Pôncio Pilatos e procurar bacias para lavar as mãos. O mundo quer ação. A vida assim exige. Close na Amazônia. Vamos ver se funciona. Porque a toda ação, surge uma reação… Viva a sétima arte!

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Opinião

“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente”

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“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente”, já cantava Renato Russo. E um episódio ocorrido nesta semana só mostra que o poeta do Legião estava coberto de razão. O caso  mostrou a doença da falta de empatia, de respeito e de sensibilidade. É um retrato dos nossos jovens? Espero sinceramente que não.

Bom, o tal do MC Gui – eu nem sabia quem era, até o caso vir à tona – humilha e filma uma criança que usava peruca. O desrespeito aconteceu em um trem, na Disney. A menina, notando as risadas dos amigos e do cantor, além da câmera do celular voltada para ela, tenta colocar o cabelo artificial no lugar e faz uma cara triste.

“Mano, olha isso.”

E dá risada. E os amigos dão risadas altas. Até que um deles, usou um pingo de sensibilidade e disse um :

“Para, Guilherme”.

Eu fiquei imaginando aquela garotinha, que aparentemente luta contra uma doença séria, dolorosa, triste, se arrumando para passear. Colocando a roupinha nova, a peruca que os pais compraram, se sentindo bem por poder sair e ver um mundo mágico. Imagino que ela estava feliz.

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Aí aparece o tal do MC Gui. Ele a entristece, tira dela um momento de alegria em meio à dor.

“Ah! Ele é jovem, apenas errou”, alguém pode dizer.

Não. Ele é um rapaz que cometeu um abuso contra uma criança. Ele tirou dela momentos preciosos de alegria, de felicidade. E nada, nada do que ele disser vai mudar isso.

Mas, como dizem, a emenda pode ficar pior do que o soneto. Claro que o rapaz se desculpou. Levou pedrada atrás de pedrada, tinha mais é que fazer isso mesmo. Negando que cometeu o tal do bullying, apenas estava comparando a garotinha à Boo, personagem do filme Monstros S.A., o tal MC solta essa:

“A internet tá muito chata. Não posso postar nada. Estou na Disney, estou de férias, não preciso ficar me explicando por algo que eu não fiz, mas, infelizmente, essa é a internet que a gente tá usando hoje e é assim que funciona”.

A internet não está chata, rapaz. Você é que perdeu a noção do certo e do errado!

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