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Esporte

Abel Braga deixa o Cruzeiro após derrota para o CSA

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Em anúncio feito na manhã destas sexta-feira (29) pelo gestor de futebol do clube mineiro, Zezé Perrela, após o time ser derrotado por 1 a 0 para o CSA, dentro do Mineirão, na noite de quinta. Adilson Batista, de 51 anos, foi anunciado como o substituto. Adilson será o quarto técnico nesta temporada. Antes, além de Abel Braga, Rogério Ceni e Mano Menezes comandaram a equipe em 2019.

– Ontem completaram dois meses. E de forma muito rápida estou saindo. Estou me despedindo com consciência doendo, porque vim com o intuito único exclusivamente de ajudar esse clube – afirmou Abel Braga.

“Torcendo mais do que nunca pelo Cruzeiro. Amizade, respeito e carinho. Foram 14 jogos. Conseguimos ficar 10 ou 11 sem perder e não conseguimos sair da zona”

Frustração

Contratado para ocupar a vaga de Rogério Ceni, que ficou apenas oito jogos no comando do time, Abel Braga também teve curta passagem pelo Cruzeiro. Completou dois meses na função na quarta-feira. Foi o 14º jogo à frente do time, com três vitórias, oito empates e três derrotas.

“Esse peso e essa frustração é de não ter conseguido. Se tu bota uma equipe e o adversário deu um chute e fez um gol, nós finalizamos 23 vezes e não conseguimos fazer gol. Isso se repetiu contra o Avaí, contra o Fortaleza. Tem que se tentar uma coisa de impacto. Então, eu deixei a direção muito à vontade e com muita clareza. Sei a situação que eu peguei o clube e esse homem que tá aqui (Zezé Perrella), que fez isso tudo, sabe a situação que pegou – declarou Abel.

“Outro dia ele falou para mim assim: ‘Nós somos o que, eu não consegui entender a pergunta, nós somos malucos ou o quê para pegar o clube assim’. Mas está ai trabalhando, como todos estão”.

– Levo esse lamento de ter sido pensado dois meses, de não te conseguido. Algo que eu era convicto. (Cruzeiro) tem um ambiente de jogadores excepcional. Culpa todos têm, mas eu me sinto mais responsável . Obrigada a todos, foi muito curto, gostaria que fosse mais longo, mas lamentavelmente esse é o mundo do futebol e é assim que tem que ser. Peço a Deus que o novo treinador consiga dar o choque eu não consegui – concluiu o ex-técnico da Raposa.

Saída sem multa

O gestor de futebol do Cruzeiro afirmou que a rescisão com o técnico, Abel Braga, não tem multa para o Cruzeiro. Disse que, agora, o momento é de dar um “choque” para tirar o Cruzeiro dessa situação.

– Eu quero primeiro abrir aqui que eu tive a oportunidade um dos melhores caráter que eu conheci no futebol, que é o Abel Braga. Ainda quando presidente do Cruzeiro eu sempre quis trabalhar com Abel e, por um motivo ou outro, as coisas não deram certo. É o primeiro contrato de treinador que não consta multa, porque ele assim quis. Isso em todos os clubes onde passou.

“(Abel disse): ‘Não coloco multa porque a hora que quiserem me tirar, me tirem, e a hora que eu quiser embora eu vou’. Isso é raríssimo no futebol. Para mim, é um momento de muita dificuldade, porque a gente tá tratando com ser humano, com sentimento e tudo mais.”

O resultado no Mineirão deixou ainda mais dramática a situação da Raposa na briga para escapar da zona do rebaixamento. Restando três rodadas, o time ocupa a 17ª colocação, a primeira no Z-4, com 36 pontos. O Ceará, primeiro clube fora do grupo da degola, tem 37 pontos.

O Cruzeiro, agora, tem três partidas para tentar evitar o inédito rebaixamento no Brasileirão. Os dois próximos jogos são fora de casa, contra Vasco, segunda-feira, e Grêmio, quinta. Na rodada final, dia 8 de dezembro, a Raposa encara o Palmeiras, no Mineirão.

– O Abel nos deixou muito à vontade para que fizemos essa tentativa. Infelizmente, as coisas, às vezes, não dão certo, ou não deram até então por uma série de motivos. Não é pela capacidade ou incapacidade do treinador que até porque ele não tem que provar nada para ninguém. É um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol brasileiro. Mas nesse momento, temos que tentar alguma coisa, um choque qualquer. Ele nos deixou a vontade para isso e por isso tomamos essa decisão, doída – afirmou Zezé Perrella.

Com informações do Globo Esporte

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Torcida apedreja ônibus do Benfica e dois jogadores ficam feridos

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Os protestos da torcida do Benfica, após o empate de 0 a 0 com o Tondela, não ficaram apenas em reclamações no Twitter. Logo após a partida, alguns torcedores apedrejaram o ônibus da delegação benfiquista, que deixava o Estádio da Luz. Os jogadores Julian Weigl e Andrija Zivkovic foram atingidos por estilhaços de vidro das janelas do veículo e precisaram ser atendidos no Hospital da Luz.

De acordo com o jornal A Bola, além do ataque ao ônibus, torcedores também picharam com insultos as portas das casas dos atletas Pizzi e Rafa Silva, além da do técnico Bruno Lage. No caso de Pizzi, ainda há  ameaça com a frase “tas avisado”.

Nesta sexta-feira (05), Julian Weigl e Andrija Zivkovic publicaram mensagens em suas contas pessoais no Instagram condenando as ações.

Zivkovic publicou mensagem na conta dele, no Instagram, dizendo estar bem Zivkovic publicou mensagem na conta dele, no Instagram, dizendo estar bem

Zivkovic publicou mensagem na conta dele, no Instagram, dizendo estar bem – Instagram / Zivkovic

Weigl escreveu: “Quero que todos saibam que estou bem. Tivemos sorte! Todos cometemos erros, mas houve uma linha que foi ultrapassada. Atirar pedras em um ônibus sem ligar se alguém vai se machucar? Eu sei que não é assim que verdadeiros torcedores do Benfica são! Especialmente estas últimas semanas e dias deveriam ter nos mostrado que a melhor solução sempre é ficarmos juntos, em vez de literalmente jogar pedras uns nos outros! Agradeço pelas amáveis mensagens e a preocupação de todos”.

Weigl publicou na conta dele no Instagram mensagem em que lamenta as agressões Weigl publicou na conta dele no Instagram mensagem em que lamenta as agressões

Weigl publicou na conta dele no Instagram mensagem em que lamenta as agressões – Instagram / Weigl

O alemão recebeu apoio de torcedores em sua página pessoal no Instagram, a maioria ressaltando que os verdadeiros benfiquistas não compactuam com os ataques. Não é a primeira vez que Weigl sofre com ações violentas após uma partida. Em 2017, ele estava no ônibus do Borussia Dortmund que sofreu atentado com três bombas artesanais, quando a equipe seguia para enfrentar o Mônaco, pela Champions League. O clube alemão também se manifestou nas redes sociais para prestar solidariedade a seu ex-jogador.

Borussia Dortmund publicou mensagem de apoio ao jogador Weigl Borussia Dortmund publicou mensagem de apoio ao jogador Weigl

Borussia Dortmund publicou mensagem de apoio ao jogador Weigl – Twitter / Borussia Dortmund

Ouça a reportagem de Mauricio Costa na Rádio Nacional:

O Benfica utilizou sua página oficial para repudiar os ataques sofridos. Em nota, o clube afirmou que o resultado da partida foi injusto, uma vez que os donos da casa dominaram o jogo. Contudo, reconhece que o time precisa voltar a vencer. O comunicado também classifica o apedrejamento como um ato covarde e criminoso, e exige o máximo rigor das autoridades para identificar e punir os responsáveis, chamados de “verdadeiros delinquentes que devem ser erradicados do futebol e que mancham a imagem de todos os clubes sem exceção”.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, também em comunicado oficial, prestou solidariedade ao Benfica e condenou os atos de violência, exigindo ação implacável do Estado para que o futebol possa se regenerar e cumprir de forma plena as suas vitais funções desportivas, sociais e econômicas.

O Benfica tinha a oportunidade de reassumir a liderança do Campeonato Português se derrotasse o Tondela na noite desta quinta-feira (04). Apesar do domínio, os donos da casa não conseguiram abrir o placar. Com o resultado, os Encarnados seguem na segunda posição, com a mesma pontuação do líder Porto, mas perdendo no critério de desempate, que é o confronto direto. O próximo compromisso dos Águias será na quarta-feira (10), contra o Portimonense, no Estádio Municipal de Portimão.

A nota oficial do Benfica é a seguinte:

“Falhada a oportunidade de passarmos para a liderança isolada do Campeonato, exige-se agora uma resposta imediata da equipa, com a ambicionada vitória na difícil deslocação a Portimão na próxima quarta-feira, 10 de junho.

Neste carrossel de emoções que tem caracterizado a luta pelo título desta época, todo o foco tem de estar nas nove finais que faltam disputar e que terão de ser enfrentadas com o máximo de rigor e exigência competitiva de acordo com a ambição a que estamos habituados.

O resultado, ontem, foi injusto. A nossa equipa dominou o jogo, instalou-se no meio campo adversário na esmagadora maioria do tempo e criou oportunidades de golo mais do que suficientes para vencer a partida (só Odysseas não rematou à baliza adversária), mas a ineficácia ofensiva penalizou-a.

O regresso aos triunfos é fundamental para alcançarmos o bicampeonato, numa retoma caracterizada pela necessidade de nos adaptarmos a toda esta nova realidade de não se sentir o apoio dos adeptos no Estádio.

Mas infelizmente a noite também ficou marcada pelo cobarde e criminoso ato de apedrejamento de que foi alvo o autocarro que transportava os nossos jogadores à saída da A2, quando se deslocava para o Benfica Campus no Seixal.

São situações que se têm repetido com maiores ou menores consequências, sendo a mais grave, recorde-se, a que vitimou o nosso adepto Bruno Simões quando o autocarro de adeptos do Benfica foi apedrejado no regresso a Barcelos, após um Benfica-Braga na Luz, para além das diversas situações que têm sido recorrentes no futebol português.

Em todos estes casos, sem exceção, importa e exige-se que as autoridades atuem com o máximo rigor, e identifiquem e punam os responsáveis destes atos criminosos, verdadeiros delinquentes que devem ser erradicados do futebol e que mancham a imagem de todos os clubes sem exceção.

Estão a mais no futebol e devem ser punidos de uma forma exemplar.” 

A nota oficial da Federação Portuguesa diz:

“Foi com enorme tristeza e indignação que tomei conhecimento do inaceitável ato de violência que atingiu o SL Benfica e os seus atletas.

A FPF confia que as autoridades policiais encontrarão, no mais curto espaço de tempo possível, os responsáveis pelo ato bárbaro e cobarde de ontem – o apedrejamento do autocarro do SL Benfica em andamento – e exige que os autores deste crime não passem impunes.

Atacar, pela calada da noite, com a mão escondida, atletas, equipa técnica, staff e dirigentes de um clube exige uma resposta à altura de todos os que amam o futebol e que se sentem revoltados por este tipo de comportamentos.

O futebol, ao longo de semanas, uniu-se e sacrificou-se para conseguir garantir a retoma de uma parte essencial da sua atividade. Exemplares na forma como seguiram todas as indicações das autoridades sanitárias e governamentais, os clubes nacionais voltaram a proporcionar uma enorme alegria aos seus adeptos que ansiavam, porque o futebol também é importante nas suas vidas, o regresso a uma competição que é, em si mesma, crucial para a recuperação desportiva, financeira e económica e social de todos os agentes do futebol.

Os atos ocorridos ontem, sejamos claros, mancham, de novo a imagem do futebol. Mas, no essencial, responsabilizam aqueles que arremessaram as pedras, motivados pelo ódio. Essas pessoas não são do futebol, não gostam do futebol e têm de ser expulsas do futebol.

Como já afirmei em outros momentos infelizes, o futebol precisa da ação implacável do Estado nestas ocasiões. O futebol precisa da vossa ajuda para se poder regenerar e cumprir de forma plena as suas vitais funções desportivas, sociais e económicas.

Dirijo uma última palavra de solidariedade aos técnicos e particularmente aos atletas duramente atingidos pelos incidentes de ontem. Envio-vos, em nome da FPF e de todo o futebol português, os meus votos de que rapidamente possam recuperar das agressões que foram alvo para que voltem a fazer aquilo que mais gostam de fazer e que tanto significa para nós – jogar futebol.

Fernando Gomes.”

Edição: Sergio du Bocage

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