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Agência Brasil explica: como agir após ter dados pessoais vazados

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Os recentes vazamentos em massa de dados de consumidores em todo o país acenderam o alerta. De posse do nome completo, do endereço e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), criminosos podem fazer estragos na vida do cidadão comum. Com linhas de crédito e dívidas contraídas indevidamente, pessoas físicas terminam com o nome negativado sem terem feito nada.

Para a vítima, resta o constrangimento e o trabalho de limpar o nome. Isso sem contar as dezenas de ligações diárias de cobradores em outras cidades. A tarefa envolve paciência e, algumas vezes, pode acabar nos tribunais.

Na maioria dos casos, a pessoa lesada pode resolver o problema nas próprias empresas. Primeiramente, o contribuinte deve pedir um extrato detalhado ao órgão de proteção em que está negativado, para comprovar a origem da dívida. Depois disso, é preciso entrar em contato com a empresa responsável pela negativação, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), ou escrever uma carta de próprio punho afirmando desconhecer o débito.

Em todos os contatos, é importante que o cliente peça o número do protocolo na empresa responsável e tire cópia da contestação escrita a mão. O cidadão também deve pedir que a empresa emita algum documento que comprove o recebimento da carta, com data, assinatura e carimbo.

Quando o cliente descobre a negativação ao fazer uma compra no comércio local, deve falar com o gerente do estabelecimento, explicando a situação. É recomendado pedir uma declaração formal do gerente que possa ser usada como prova.

Justiça

O problema aprofunda-se quando a empresa se recusa a limpar o nome do consumidor. Nesse caso, a saída costuma ser a Justiça. O consumidor deve juntar a documentação obtida – número de protocolo, carta de próprio punho e declaração do gerente – e entrar com pedido de retirada do nome do cadastro de devedores. A vítima também pode pedir indenização por danos morais.

A retirada do nome dos órgãos de proteção ao crédito pode ser feita por meio de liminar, que tem tramitação rápida e dispensa a espera para o processo acabar. Munido de toda a documentação, o cliente pode marcar atendimento nos próprios órgãos de proteção e contestar o lançamento no cadastro de devedores sem pedido de liminar, mas a análise do caso é individual.

Prevenção

A melhor saída para evitar transtornos ainda é a prevenção, com o cliente desconfiando de qualquer mensagem, ligação e forma de contato recebida. Em relação a e-mails, o consumidor deve identificar a procedência do endereço da mensagem e evitar clicar em links e instalar qualquer programa. No caso de ligações telefônicas que peçam dados sensíveis, o cliente deve pedir a identificação do atendente e o número do protocolo. O ideal é desligar a chamada e ligar de volta, tentando retomar o atendimento com base no número do protocolo.

Uma das principais fontes de golpes, o whatsapp deve ter a identificação em duas etapas ativada. Por meio desse recurso, o usuário criará uma senha de seis algarismos que deverá ser digitada periodicamente ao ler as mensagens. O código inibe clonagens e aumenta a segurança do aplicativo. Em relação a cartões de crédito, é recomendado usar cartões virtuais em compras online. Além de poderem ser facilmente excluídos, os cartões virtuais não estão em outros vazamentos de dados.

No caso de sites do governo, como o Portal de Serviços Públicos do Governo Federal (gov.br) o Meu INSS e o auxílio emergencial, é recomendado trocar as senhas após o vazamento em massa.

Fonte: Agência Brasil

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Continuidade no home office acende alerta para má alimentação

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Reprodução - Home office

Para muitos profissionais, o home office tem trazido desafios que vão além do trabalho. A dificuldade em fazer um horário fixo como se estivesse no escritório leva a uma série de erros ao fazer as refeições. O resultado disso é, para muitos, o aumento de peso e uma corrida aos consultórios em busca de emagrecimento. “Há uma tendência em querer fazer a refeição rapidamente para voltar logo ao trabalho que acaba levando as pessoas a usarem aplicativos para pedir comida. A primeira dica é começar a organizar as refeições com antecedência”, pontua a nutricionista do Viver Bem Unimed, Dalyla Formagine.

A nutricionista sugere que quem estiver trabalhando em casa pode tirar um dia para preparar pratos para a semana. “Escolha um dia para fazer uma organização do menu da semana. Se você não se organiza entra numa confusão alimentar de querer tudo pronto na hora que a fome aparece. Tire um dia para ir às compras e priorize alimentos como frutas, verduras, ovos, carnes, frango e peixe. Pode usar ainda a sardinha enlatada, que ajuda na concentração e é rápida para fazer”.

Dalyla aponta que antes da pandemia e da ida massiva de profissionais para o home office, as pessoas se queixavam que se alimentavam mal porque estavam fora de casa. Agora que trabalham no aconchego do lar, reclamam que estão se alimentando mal pela dificuldade de estar muito tempo dentro de casa. “Temos que focar na organização para ter mais liberdade durante a semana”.

A dica é deixar frutas, uma variedade de folhas, legumes e verduras já lavados dentro da geladeira. Além disso, na hora de fazer as compras, escolha alimentos de fácil preparo como ovos e carne moída, por exemplo. Quando o caso for para apelar mesmo para os aplicativos de entrega de refeições, é aconselhável tentar opções mais saudáveis. “Tenho recebido no consultório casos de pessoas que pedem lanche várias vezes por semana. Não que as pessoas não possam comer também pizza, cachorro-quente, lanches. Mas não pode ser só isso”, alerta. Aumento de peso

Desde o início da pandemia, a nutricionista tem notado um aumento no número de pacientes que tiveram aumento de peso. “Acredito que um dos motivos para esses casos de aumento de peso é a busca pela comodidade. Muita gente no home office não estipula um período fixo para o expediente e acaba trabalhando durante muitas horas sem parar. Assim não param para fazer as refeições e acabam comendo qualquer outra coisa”.

Não é necessário ter horários para comer, mas faça ao menos as três principais refeições do dia. Desta forma, fica mais fácil burlar a rotina da preguiça, que acaba levando ao hábito de substituir um prato de comida por biscoitos ou outros produtos do gênero.

Um estudo do Datafolha, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), mostrou que brasileiros de 45 a 55 anos passaram a consumir mais produtos ultraprocessados na pandemia. O consumo passou de 9% em 2019 para 16% em 2020. O ganho de peso está muito associado ao consumo de ultraprocessados.

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