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Após reclamações, Xiaomi atualiza novamente a privacidade do seu navegador

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Olhar Digital

Xiaomi
Divulgação/Xiaomi

Xiaomi Mi 10


A Xiaomi está atualizando seus navegadores para smartphones Android (Mi Browser e Mint Browser) para evitar confusão quanto a um ajuste relacionado à coleta de dados enquanto o modo de navegação anônima (chamado Incognito) está ativado.

Tudo começou no início do mês, quando o pesquisador de segurança Gabi Cirlig descobriu que os navegadores estavam coletando informações, como lista de sites visitados e mecanismos e termos de busca usados, mesmo quando o usuário ativava a navegação anônima.

Os dados estavam sendo enviados a domínios registrados na China e hospedados em servidores em Singapura e na Rússia. Segundo a Xiaomi , os dados são criptografados e transmitidos de forma a não identificar o usuário de onde se originaram, e usados para “melhorar a experiência de navegação”.

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Com a repercussão negativa da descoberta, há alguns dias a Xiaomi lançou uma atualização para seus navegadores que permite ao usuário escolher se quer ou não permitir a coleta de dados durante a navegação anônima.

Mas a emenda foi pior que o soneto, e a terminologia usada pela empresa ao descrever o “Modo Incognito Aprimorado” causou confusão entre os usuários, já que a chave para ativar o modo funcionava de forma oposta ao descrito na tela.

Quando desativada, ela diz (em inglês): “Modo Incognito Aprimorado / Estatísticas agregadas de dados não serão enviadas quando o modo Incognito estiver ativado”. Dando a entender que ativar o modo aprimorado fará com que dados não sejam enviados. Mas o que acontece é o contrário.

Após reclamações, a Xiaomi decidiu mudar o nome e descrição da opção, para que seu funcionamento fique mais claro. Agora o texto diz: “Nos ajude a melhorar o Mi Browser / Ative para compartilhar conosco estatísticas de uso quando o modo Incognito estiver ativado”.

A mudança já foi implementada nas versões 12.2.4 do Mi Browser e 3.4.6 do Mint Browser . Segundo a Xiaomi, as atualizações dos navegadores já foram enviadas para aprovação no Google Play , e devem estar disponíveis aos usuários em breve.

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O que é o Anonymous e como eles conseguem vazar dados? Entenda

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O grupo de hackers Anonymous voltou, após um período de hiato, à internet. Entre domingo (31) para segunda (1), depois do início dos protestos pela morte de George Floyd , nos EUA, os hackers tornaram público uma suposta ação judicial contra Donald Trump .

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Na suposta ação, o presidente dos EUA estaria sendo acusado de estupro, abuso sexual, violência física além de outros crimes.

Anonymous voltaram à internet após período de hiato
Tarik Haiga/Unsplash

Anonymous voltaram à internet após período de hiato


Na noite da última segunda, o grupo expôs dados pessoais do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) além do ministro da educação, Abraham Weintraub , e da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves .

Os hackers divulgaram os CPFs do presidente e de seus filhos, além de telefones, endereços e dados sobre imóveis da família do presidente.

Quem são os Anonymous?

O grupo de hackers é um coletivo descentralizado e sem líder formado em 2003. Por isso eles se chamam de “legião” e defendem que são “uma ideia”. Qualquer pessoa que se identifique com isso e seja um hacker pode ajudar a vazar informações. O lema dos Anonymous é: “Somos uma Legião. Não perdoamos. Não esquecemos. Somos os Anonymous”.

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Gregg Housh , ativista na internet e filiado ao Anonymous na ocasião, afirmou no documentário We Are Legion : “O que as pessoas parecem não entender é que nossa habilidade de ser qualquer um é o nosso poder”.

“Fui chamado de simpatizador de terroristas. Fomos chamados de crianças, valentões, arruaceiros. Às vezes, essas palavras não são totalmente injustas, mas esse é um movimento político sério” afirmou Peter Fein, hackativista e filiado ao Anonymous na ocasião, no mesmo documentário que conta sobre o grupo.

Como agem

O grupo age como qualquer outro ataque cibernético de roubo de dados. Mas ao invés de ter uma ação maliciosa com esses dados, eles os divulgam.

Além disso, eles derrubam sites (geralmente de governos) através de uma tática antiga que consiste em colocar muitas máquinas para acessar determinado site ao mesmo tempo, fazendo com que ele fique sobrecarregado e saia do ar.

Anonymous no Brasil

No País, os Anonymous não se manifestavam desde 2013 em meio aos protestos que ocorriam contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Naquela época, a presidente, e seu vice, Michel Temer (MDB), tiveram suas redes sociais invadidas. O site do Exército brasileiro foi invadido e ficou fora do ar por cerca de 15 horas. No ano, as Forças Armadas haviam informado que nenhum dado havia sido roubado.

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