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Ciência e Tecnologia

Apple confirma que iPhone 12 vai atrasar

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Apple iPhone 12
Unsplash/Medhat Dawoud

Apple confirma atraso na próxima linha de smartphones


Com a pandemia de Covid-19 , o iPhone 12 vai atrasar para chegar ao mercado. A informação foi confirmada pelo chefe de finanças da Apple, Luca Maestri. De acordo com o executivo, o atraso deve ser de “algumas semanas” em relação ao padrão da empresa – geralmente, novos iPhones são lançados no final de setembro. 


A informação foi passada durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2020. Mesmo com a pandemia, a Apple conseguiu continuar crescendo. A receita da empresa cresceu cerca de 1% em relação ao mesmo período do ano passado.

E o iPhone SE , conhecido por ser mais barato que os demais , foi um dos motivos. Além dele, outros dispositivos também trouxeram bons frutos à marca: a venda de iPads cresceu 33%, e a de Mac  subiu 21%.

O atraso da nova linha de iPhones não é novidade. O site The Verge lembra que, em 2017, também houve demora na chegada do iPhone X . O modelo revolucionou o visual dos smartphones da Apple , e o novo design é mantido até hoje.

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Ciência e Tecnologia

Mesmo banido da China, Facebook ainda tem negócios no país, revela site

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Olhar Digital

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Unsplash/NeONBRAND

Facebook mantém relações com a China


Apesar de banido na China, o Facebook ainda mantém uma rentável relação com o país. Segundo o Gizmodo, a empresa utiliza um complexo sistema de intermediários para permitir que companhias chinesas exibam anúncios e interajam com consumidores nos EUA e em outros países, potencialmente coletando valiosas informações sobre seus hábitos no processo.


O mercado de publicidade online na China é o segundo maior do mundo, avaliado em US$ 39 bilhões (cerca de R$ 200 bilhões) ao ano. O Gizmodo diz ter encontrado provas de que o Facebook passou os últimos dois anos criando “backdoors” em sua plataforma de anúncios para dar às empresas chinesas a mesma capacidade de rastreamento e direcionamento de anúncios disponível para aquelas nos EUA.

Em vez de negociar diretamente com o Facebook, empresas chinesas como a Tencent , maior empresa de videogames do mundo, recorrem a agências autorizadas pelo Facebook para alcançar consumidores no resto do mundo.

Uma destas agências é a Cheetah Mobile, que desde 2018 foi implicada em vários casos relacionados a propaganda abusiva e fraude em publicidade online, e que por isso teve seus apps removidos da Google Play Store em fevereiro deste ano. O Facebook encerrou relações com a Cheetah em 2018, mas ela conseguiu manter relações com a empresa através de uma subsidiária, a HongKong Zoom Interactive (HK Zoom), que foi adquirida em 2014.

O Facebook lista outros 22 agentes autorizados em uma página dedicada ao mercado chinês. Como o modelo de negócios da empresa é baseado em “levar dados dos telefones dos consumidores para as mãos dos anunciantes”, como diz o Gizmodo, isso significa que empresas chinesas estão supostamente recebendo dados de consumidores nos EUA ou onde quer que os 2,6 bilhões de usuários do Facebook deixem um rastro digital.

Ou seja, este relacionamento pode implicar o Facebook nas mesmas questões transnacionais que estão colocando o TikTok , de propriedade da empresa chinesa ByteDance, na mira de autoridades federais nos EUA , mesmo que o Facebook não mantenha seus dados em servidores dentro da China. E apesar do Facebook ter ajustado suas práticas de compartilhamento de dados após o escândalo da Cambridge Analytica , alguns desenvolvedores não se importam em violar as regras estabelecidas pela empresa.

De acordo com o Gizmodo, o temor é que empresas chinesas usem a capacidade de direcionamento de publicidade oferecida pelo Facebook para propagar narrativas que sejam benéficas ao governo chinês e moldem a opinião pública no exterior a seu favor. Um exemplo citado são esforços para controlar a narrativa sobre a pandemia de Covid-19, reportados em um artigo no site Quartz.

Enquanto isso, em depoimento ao congresso dos EUA, Mark Zuckerberg exalta os valores norte-americanos: “a China está construindo sua própria versão da Internet baseada em ideias bastante diferentes, e estão exportando sua visão para outros países. À medida que o Congresso e outros interessados consideram como as leis antitruste suportam a concorrência nos EUA, eu acredito que é importante manter os valores-chave de abertura e justiça que tornaram a economia digital norte-americana uma força para o empoderamento e oportunidade aqui e no resto do mundo”.

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