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Athletico-PR vence de virada na Libertadores

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No retorno da Libertadores da América, o Athletico-PR venceu o Jorge Wilstermann (Bolívia) por 3 a 2 na noite desta terça-feira (15). O jogo aconteceu no Estádio Félix Caprilles, na cidade boliviana de Cochabamba, que fica a 2.560 metros acima do nível do mar.

As duas equipes estão no equilibrado Grupo C do torneio continental, ao lado do Penãrol (Uruguai) e do Colo-Colo (Chile). Os donos da casa não jogavam há seis meses por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), e só retornaram há um mês aos treinos. Com este resultado, o Furacão quebrou o tabu de não conseguir vitórias na altitude.

Os anfitriões partiram para o ataque, assim que o juiz apitou. Logo aos 9 minutos, Gilbert Alvarez abriu o marcador. O atacante recebeu lançamento dentro da área e chutou para superar o goleiro Santos. Aos 37, escanteio a favor dos brasileiros. Na cobrança, Fabinho é puxado e o juiz marca pênalti. O experiente argentino Lucho González, de 39 anos, não desperdiça e empata para o Furacão.

Na segunda etapa, em jogada coletiva, Fabinho coloca novamente os bolivianos na frente. O Rubro-negro paranaense não desiste e iguala o placar. Aos 27, Christian passa por dois e desloca o arqueiro Gimenez. Quase no fim do jogo, Serginho é expulso e deixa o Jorge Wilstermann com menos um.

Aos 45, Walter recebe cruzamento da direita, ajeita a bola e chuta para a virada do time paranaense. O atacante não conteve a emoção, pois voltou a jogar após cumprir suspensão por doping, em razão do uso de uma substância para emagrecer. A punição foi de dois anos, e só acabou em julho deste ano. Com 30 anos, a contratação de Walter foi aprovada pela maior parte da torcida, que mostrou ter razão ao dar mais uma chance ao jogador.

Veja a classificação atualizada da Copa Libertadores.

Edição: Fábio Lisboa

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Coluna – O que esperar dessa nova Libertadores?

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E a Copa Libertadores da América está de volta. A Conmebol marcou para esta terça-feira (15) quatro jogos que ocorrerão no Brasil (Santos x Olimpia) , Peru, Bolívia (Jorge Wiltermann x Athletico-PR) e Chile. E qual a notícia de mais impacto para esse dia? O fato de o Boca Juniors, da Argentina, ter sido liberado para viajar para o Paraguai, onde joga na quinta-feira (17), mesmo com cerca de 15 de seus jogadores infectados pelo novo coronavírus (covid-19). 

Como concordar com uma atitude dessas? Não é possível priorizar a questão esportiva em detrimento da sanitária. Por mais protocolos de segurança que tenham sido impostos pelas autoridades locais e pela Conmebol, como explicar para o povo paraguaio que ele pode ficar tranquilo, que nada vai acontecer de errado?

Dados publicados no site da Organização Mundial da Saúde (OMS), com números atualizados até segunda-feira (14), mostram que, na América do Sul o Paraguai ocupa a nona posição na lista de dez países com casos confirmados de covid-19: são ao todo 27.817 infectados e   525 mortes registradas. Em último lugar está o Uruguai, com 1.808 casos confirmados da doença  e 45 mortes. O Uruguai se destaca entre os países que melhor soube combater a disseminação da covid-19, com sacrifício da economia e, claro, da população. E agora o futebol permite a entrada no país de pessoas com resultado positivo para o vírus? Dizem as autoridades médicas que esses jogadores não transmitem mais a doença, mas dá para confiar, com tanta desinformação circulando sobre a covid-19?

Isso é um fato apenas. Porque, certamente, teremos muitos outros. São dez países, com situações bem diversas. Peru e Colômbia tiveram mais de 700 mil casos e registro superior a 22 mil mortes cada um. E,  é óbvio que não podemos esquecer de nós, que também vamos receber essas equipes do continente.

Como se não bastasse tudo isso, há o aspecto esportivo. Foram seis meses de paralisação, e pouquíssimos clubes escaparam sem prejuízo desse período. Aqui no Brasil, por exemplo, o Grêmio e o Athletico-PR passam por momentos difíceis no Brasileirão. O Flamengo não mostra nem de longe o futebol que o levou ao título ano passado. Palmeiras, Santos, Internacional e Atlético Mineiro estão irregulares e não dá para a gente dizer que são favoritos em seus jogos.

Mas, e os rivais? Os mais tradicionais, como argentinos, uruguaios e chilenos, também não estão no ápice de suas condições e os tropeços são esperados. E, assim, prever algo nessa Libertadores é um palpite no escuro.

É bom lembrar que algumas regras mudaram, como o número de substituições, a inscrição de jogadores e, pasmem, a possibilidade de um árbitro local ser escalado em alguma partida. Para quem duvida do árbitro de vídeo (VAR), imagine como será uma marcação duvidosa de um árbitro “da casa”, numa Libertadores onde o passado de arbitragens suspeitas a condena?

E, antes que eu esqueça, você sabe de que forma assistirá aos jogos da Copa Libertadores? Porque isso também mudou e, de repente, você terá de pagar um pouco mais para ver o seu time jogar. Minha dúvida é se vai valer a pena.

* Por Sergio du Bocage, apresentador do programa “No Mundo da Bola”, da TV Brasil

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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