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Política Nacional

Bolsonaristas provocam MBL após prisão de empresário: “Projeto tosco de poder”

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Carlos Augusto de Moraes Alfonso, empresário ligado ao MBL
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Carlos Augusto de Moraes Alfonso, empresário ligado ao MBL

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pessoas ligadas a ele no governo federal fizeram uma provocação ao Movimento Brasil Livre (MBL) nas redes sociais lançando neste sábado (11) a hashtag #DerreteMBL. As publicação ocorre um dia depois da  prisão de um empresário ligado ao grupo.

Entre os que aderiram às provocações está ministro Marcelo Álvaro Antônio , que chefia a pasta do Turismo no Planalto. Ele usou o Twitter para acusar o grupo de ser “quadrilha”, citando o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), que é um dos nomes ligados ao MBL mais conhecidos.

“Essa turminha é muito boa em criticar, mas, na verdade, não passam de uma quadrilha com um projeto tosco de poder, capitaneada pelo ‘Dep. faKIM News'”, escreveu Álvaro Antônio.

Um dos ataques também veio do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, que disse que o MBL e outros deputados fazem parte de uma “milícia digital”.

O motivo das provovações foi o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão nesta sexta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público contra nomes ligados ao MBL.

A operação, batizada de “Júnior Moneta”, investiga fraudes e desvios de até R$ 400 milhões. Apesar da ligação entre os presos e o MBL, o MP afirmou que os desvios até o momento não são da alçada política, e sim em empresas ligadas aos presos.

Um dos alvos foi Carlos Augusto de Moraes Alfonso, que usava o pseudônimo de Luciano Ayan nas redes sociais, e já foi considerado uma espécie de “guru” do MBL.

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Política Nacional

Novo conselheiro pode estar por trás de nova fase de Bolsonaro

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almirante fala ao microfone
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O almirante Flávio Rocha é apontado como braço direito do presidente

A nova conduta do presidente Jair Bolsonaro, mais comedida e menos polêmica, pode estar relacionada ao almirante Flávio Rocha, que há seis meses ingressou no governo como um dos principais conselheiros do gabinete presidencial.

Apelidado de “Rochinha”, Flávio é Secretário de Assuntos Especiais da Presidência da República e conhecido pelo seu caráter “apaziguador e discreto”. De acordo com reportagem publicada pela Folha de São Paulo, o secretário é o “novo braço direito” do presidente.

O almirante é criticado por ainda ser um militar na ativa, o que pode gerar uma mistura da sua atuação nas Forças Armadas com o cargo no governo. Ainda segundo fontes da Folha, Rochinha participa de mais de 90% das reuniões de Bolsonaro no gabinete presidencial.

A confiança de Bolsonaro no secretário também é perceptível nas decisões das quais o almirante participa, como a escolha do novo ministro da Educação.

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