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Política Nacional

Bolsonaro diz não ser ‘autoritário’ por não tomar decisões sozinho

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Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro apontou “conselheiros” que costuma ouvir

O presidente Jair Bolsonaro se defendeu nesta terça-feira da acusação de ser “autoritário” dizendo que toma decisões ouvindo diversos “conselheiros”. Durante um evento de celebração do combate à corrupção, Bolsonaro fez referência às autoridades presentes, dizendo consultá-las com frequências.

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Entre os citados, estava o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli ; o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

“Ouso dizer que os meus conselheiros , além da população a qual eu devo lealdade, são essas pessoa e aquelas que estão aos seus lados. Por mais que me acusem de autoritário, as decisões que tomou eu ouço grande parte desses atores que acabei de citar. Porque chance de errar é mínima e a chance de vitória passa a ser a maior possível”, afirmou Bolsonaro.

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Também presente ao evento, Toffoli afirmou que o Brasil “tem avançado a passos largos” nas ações de combate à corrupção. Isolado na corte no julgamento do compartilhamento de dados financeiros entre os órgãos de investigação, para o qual Dias Toffoli propunha criar barreiras e critérios mais rígidos, o presidente do STF não citou o assunto e, pelo contrário, defendeu uma “ação coordenada” entre as diferentes instituições no combate à corrupção.

“Nesse cenário, compete ao Poder Judiciário atuar com firmeza em todos os desvios apurados pelos órgãos de controle, exercendo o papel pedagógico de desincentivo às práticas delituosas, mas também verificamos hoje o novo papel que tem sido colocado ao Supremo Tribunal Federal e ao Judiciário em geral, é uma interinstitucionalização, uma ação coordenada”, afirmou Toffoli.

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O presidente do Supremo também defendeu que seja aperfeiçoada a legislação envolvendo os acordos de leniência, para criar mais segurança jurídica às empresas que aderem aos acordos e evitam prejuízos à economia.

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Política Nacional

PSL denuncia seis deputados do próprio partido ao Conselho de Ética da Câmara

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A deputada Carla Zambelli está no grupo de deputados que foram denunciados

O PSL denunciou, nesta sexta-feira (6), seis deputados do próprio partido ao Conselho de Ética da Câmara por conta de seus posicionamentos após o racha entre o presidente da República Jair Bolsonaro e o presidente da legenda Luciano Bivar (PE). As representações citam gravações feitas pelo deputados de conversas na liderança do PSL, acusações públicas contra Bivar e manifestações dos parlamentares em redes sociais.

Os seis deputados — Alê Silva (MG), Bibo Nunes (RS), Carla Zambelli (SP), Carlos Jordy (RJ), Daniel Silveira (RJ) e Filipe Barros (PR) — foram denunciados pelo PSL por quebra de decoro parlamentar, que pode levar à perda do mandato. O grupo fez parte da ala do partido que apoiou a substituição de Delegado Waldir (GO), aliado de Bivar, por Eduardo Bolsonaro (SP) na liderança do partido na Câmara. Os parlamentares também já manifestaram intenção de trocar a sigla pelo partido Aliança pelo Brasil, fundado pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Todas as representações são assinadas por Bivar, presidente do PSL. A denúncia contra Daniel Silveira, por exemplo, se baseia no episódio em que o parlamentar gravou um diálogo na liderança do PSL em que o então líder Delegado Waldir chamava o presidente Jair Bolsonaro de “vagabundo”. Para o PSL, a divulgação da conversa transformou o partido em “chacota nacional”.

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“De modo ardil e premeditadamente, como informou aos jornalistas, o representado gravou a reunião de seu grupo parlamentar, sem permissão e com intenção de prejudicar seu partido, registrou partes das conversas e manipulou manifestações. Assim, agiu de modo desleal, imoral, abusando da confiança, tornou uma reunião séria em chacota nacional”, diz a representação do PSL contra Silveira.

Nesta semana, o PSL já havia confirmado punições contra 18 parlamentares por infringir regras de disciplina e fidelidade partidária previstas no Estatuto e no Código de Ética da sigla. Os seis deputados denunciados nesta sexta ao Conselho de Ética da Câmara fazem parte deste grupo punido internamente no partido, com suspensões que vão de três meses a um ano.

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