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Saúde

Cantora Simony revela câncer no intestino e acende alerta para prevenção

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Quando detectado precocemente, o câncer de intestino tem um excelente prognóstico, chegando a 90% de chances de cura

A cantora Simony revelou, na tarde de quarta-feira (03), que está com câncer no intestino. Ela descobriu o tumor epidermoide na parte final do intestino ao fazer uma colonoscopia para investigar uma íngua na região da virilha.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente entre homens e mulheres brasileiros. Felizmente, a taxa de mortalidade caiu significativamente ao longo das últimas décadas, devido tanto ao rastreamento e diagnóstico precoce quanto pela disponibilidade de tratamentos cada vez mais efetivos.

O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus, como o caso da cantora. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.

A oncologista da Rede Meridional, Jéssica Ribeiro, alerta para a importância de estar atento e fazer exames preventivos. “É recomendada a realização de colonoscopia a partir de 45-50 anos. Também pode ser feito o exame de sangue oculto nas fezes para pessoas acima de 50 anos. Trata-se de exame laboratorial relativamente simples e que pode ser solicitado pelo médico clínico.”, afirma a médica.

A especialista afirma que quando a doença está no início não é comum a ocorrência de sintomas, por isso, é importante a realização de exames preventivos para a detecção precoce. Quando detectado precocemente, o câncer de intestino tem um excelente prognóstico, chegando a 90% de chances de cura.

Jéssica também ressalta que essa é uma doença que quase sempre se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões benignas que crescem na parede do intestino. Quando o pólipo é retirado evita-se que ele se transforme em câncer.

Que fatores podem contribuir para o desenvolvimento deste câncer?

  • alimentação rica em gorduras e pobre em fibras;
  • fumo;
  • consumo frequente de bebida alcoólica;
  • idade acima de 50 anos;
  • história de pólipos colorretais e de doenças inflamatórias do intestino.

Quais são os principais sintomas?

  • mudanças no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
  • sangue nas fezes;
  • vontade frequente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta;
  • dor ou desconforto abdominal, como gases ou cólicas;
  • perda de peso sem razão aparente;
  • cansaço, fraqueza e anemia.

Como diminuir o risco de câncer de intestino?

  • fazer atividade física na maioria dos dias da semana;
  • ter uma alimentação rica em fibras (frutas, vegetais e grãos) e pobre em gorduras animais;
  • não fumar;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • realizar exames anuais, após os 50 anos, para detecção precoce e tratamento de pólipos.

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Rotina equilibrada de sono deve ser praticada para manter o corpo saudável

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O sono é responsável por uma série de funções no corpo humano e é fundamental para manter o organismo funcionando corretamente. Com isso, a atividade mantém o equilíbrio emocional, restabelecendo a disposição para realizar as atividades do dia a dia. O humor também é afetado drasticamente, já que um sono de má qualidade pode gerar estresse e irritabilidade.

Segundo dados de um estudo recente, envolvendo membros da Associação Brasileira do Sono e analisando a rotina de 2.635 adultos de várias regiões do país, 65,5% deles foram classificados como “maus dormidores”, ou seja, pessoas que não têm uma boa qualidade de sono. No repouso noturno o organismo desempenha funções como o reparo dos tecidos e o crescimento muscular. É nesse momento que ocorre a reposição de energias e a regulação do metabolismo, fatores determinantes para manter corpo e mente saudáveis.

A otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono da Unimed Vitória Zuleika Paim explica que uma noite de sono equilibrada auxilia na consolidação da memória, principalmente na fase REM, que é o estágio final do ciclo do sono e quando os sonhos acontecem, com duração entre 10 e 20 minutos. Os principais benefícios são o fortalecimento do sistema imunológico e a liberação de alguns hormônios, como o responsável pelo crescimento. “Na fase REM do sono, durante os sonhos, os acontecimentos são repassados e os traumas são reprocessados. Com isso, o sono é essencial também para saúde mental”.

É possível saber, com sinais no dia a dia, quando se está dormindo mal. Os indícios são: sonolência excessiva durante o dia; facilidade para dormir a qualquer hora e lugar; dificuldade de concentração e foco durante o dia; memória ruim e alterações no humor. Por exemplo, dormir mais nos fins de semana pode ser a consequência de poucas horas de sono durante os dias da semana. Praticar uma rotina com redução de horas de sono é nocivo à saúde, porque enfraquece o sistema imunológico, aumenta os riscos cardiovasculares e de distúrbios metabólicos, como o maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, além de aumentar os riscos associados a alguns tipos de câncer.

Zuleika alerta que as necessidades de um repouso noturno variam conforme cada época da vida e vai diminuindo com a idade. Os recém-nascidos devem dormir por mais de 14 horas por dia, adolescentes de 8 a 10 horas, adultos de 7 a 9 horas e idosos entre 7 e 8 horas. “Dormir cronicamente menos de 6 horas por dia é considerado uma forma grave de insônia. Uma pequena parcela da população pode ter uma necessidade de sono menor que seis horas, determinada geneticamente e sem prejuízo para saúde, mas isso é raro. Se a pessoa tem o sono noturno reparador, em quantidade adequada, não deveria sentir sonolência durante o dia”.

Insônia

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), a insônia atinge 73 milhões de brasileiros. A insônia não é apenas um incômodo. É um distúrbio relacionado ao aumento do risco de doença cardiovascular, morte, depressão, obesidade e presença de índices elevados de gordura no sangue, além de ansiedade, fadiga e hipertensão. Em quadros crônicos, tem relação com os acidentes de trânsito, domésticos e no trabalho.

O diagnóstico é realizado por meio do histórico clínico do paciente. Deve ser procurado um médico para que o profissional investigue os aspectos emocionais da pessoa, se há sinais de depressão ou ansiedade, e os hábitos que podem causar mudanças no sono, como consumo excessivo de café e a prática de exercícios físicos perto da hora de dormir.

Dicas para uma melhor rotina de sono:

– Não dormir durante o dia

– Fazer refeições leves à noite

– Evitar cafeína (café, mate, chocolates, refrigerantes) após as 16 horas

– Manter um horário regular para dormir e acordar todos os dias, inclusive aos finais de semana

– Se expor à claridade durante o dia, principalmente pela manhã. A luz é o principal sincronizador do relógio biológico

– Reduzir os estímulos luminosos durante a noite, incluindo as telas, sobretudo nas duas horas que antecedem o sono

– Praticar atividades físicas regularmente. Se possível evitar o período da noite

– Escrever os afazeres do dia seguinte em um papel, cerca de duas horas antes de dormir, para ajuda a acalmar a mente

– Atenção para o quarto de dormir: deve estar escuro e silencioso. Temperaturas mais frias favorecem o sono

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