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Coronavírus no RJ: 15,2 mil mortes e 210,4 mil casos confirmados

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informa que registra, até este sábado (22/08), 210.464 casos confirmados e 15.267 óbitos por coronavírus (Covid-19) no estado. Há ainda 950 óbitos em investigação e 339 foram descartados. Entre os casos confirmados, 188.731 pacientes se recuperaram da doença.

As 15.267 vítimas de Covid-19 no estado foram registradas nos seguintes municípios:

Rio de Janeiro – 9.206

Duque de Caxias – 632

Niterói – 347

Campos Dos Goytacazes -280

Petrópolis – 162

Macaé – 128

Cabo Frio- 104

Nova Friburgo – 90

Rio das Ostras – 69

Itaperuna – 34

São Fidélis – 22

São Fco. de Itabapoana – 22

Itaocara – 19

Bom Jesus do Itabapoana – 18

Quissamã – 15

Armação dos Búzios – 11

Porciúncula – 11

Santo Antônio de Pádua – 10

São João da Barra – 9

Aperibé – 6

Italva – 6

Cambuci – 4

Carapebus – 4

Miracema – 3

Natividade – 3

Cardoso Moreira – 1

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira:

Rio de Janeiro – 86.419

Niterói – 10.429

Duque de Caxias – 7.697

Macaé – 6.769

Campos dos Goytacazes – 4.101

Itaperuna – 2.368

Nova Friburgo – 2.125

Cabo Frio – 1.892

Petrópolis – 1.688

Rio das Ostras – 1.596

Santo Antônio de Pádua – 947

São João da Barra – 721

Bom Jesus do Itabapoana – 664

Porciúncula – 496

S. Francisco de Itabapoana – 495

Natividade – 450

Quissamã – 398

Miracema – 356

Armação dos Búzios – 349

Itaocara – 311

Italva – 306

Varre-Sai – 276

Cardoso Moreira – 274

Carapebus -256

São Fidelis – 230

Laje do Muriaé – 221

Aperibé – 167

Cambuci – 163

São Jose de Ubá – 134

Para mais informações, acesse o painel de monitoramento de casos no Estado do Rio de Janeiro em painel.saude.rj.gov.br.

Fonte: Núcleo de Imprensa Governo do Rio de Janeiro

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Milícias incorporam práticas do tráfico e dominam favelas do RJ

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Estudo da FGV é baseado em dados coletados pelo Disque-Denúncia
Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudo da FGV é baseado em dados coletados pelo Disque-Denúncia

Criada por policiais no início dos anos 2000 com o argumento de impedir a entrada do tráfico nas favelas onde moravam, a milícia incorporou a venda de drogas aos seus negócios em cerca de um terço de seus domínios na cidade do Rio. Já os traficantes importaram práticas de extorsão típicas de grupos paramilitares na maioria das favelas que controlam.

É o que revela um estudo inédito feito por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV), da Universidade de Chicago e da Escola de Administração, Finanças e Instituto Tecnológico da Colômbia. Com base em dados coletados pelo Disque-Denúncia, o trabalho detalha como os diferentes grupos criminosos que agem no Rio atuam de forma cada vez mais semelhante.

Um questionário sobre práticas criminosas, atividades econômicas e exploração de taxas pelas quadrilhas foi submetido a 337 moradores de 188 favelas da cidade do Rio — dominadas por três facções diferentes do tráfico e pela milícia — que ligaram para a central de atendimento do Disque-Denúncia entre setembro de 2020 e março de 2021.

As respostas revelaram porcentagens semelhantes de exploração de vários serviços em comunidades com atuação de traficantes e de paramilitares. Por exemplo: em 79% das áreas sob controle do tráfico há relatos de participação da facção na venda de pacotes de internet; enquanto o mesmo serviço é explorado em 80% dos locais dominados pela milícia. A situação se repete nos questionamentos sobre monopólio da venda de gás de cozinha, atividade explorada em 76% das favelas com ação de grupos paramilitares e em 62% daquelas controladas por traficantes, e do serviço clandestino de TV a cabo, presente em 82% dos locais com ação da milícia e em 78% daqueles sob domínio do tráfico.

Sem disparidades

Já a cobrança de taxas de segurança a moradores e comerciantes, registrada em 92% das localidades com a presença de paramilitares, foi relatada em 26% das áreas com atuação do tráfico. Por outro lado, 30% das favelas controladas por milicianos têm relatos de venda de drogas — presente em quase 100% das favelas dominadas por traficantes.

“O que percebemos é que, onde antes havia disparidades, hoje há semelhanças. Havia uma separação clara: o tráfico de drogas não explorava o morador, só vendia droga; já a milícia proibia a venda de drogas e vivia de formas de extorsão. Hoje, cada um dos grupos importou atividades do outro. Nas áreas dominadas por milícia, há relatos de tráficos de drogas. Nas áreas dominadas pelo tráfico, há cobranças por produtos lícitos e até de taxa de segurança”, explica Benjamin Lessing, diretor do Centro de Estudos sobre América Latina da Universidade de Chicago e um dos autores do estudo.

Fonte: IG Nacional

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