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Covid-19 é mais frequente em pessoas que frequentam bares e restaurantes

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Estudo analisou o comportamento de 314 adultos americanos para determinar o resultado - Restaurante Pixabay

 

 

Comer fora pode ser mais arriscado que viajar de transporte público ou ir à barbearia, segundo um estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Os pesquisadores analisaram 314 adultos que testaram positivo e negativo para Covid-19 para identificar as potenciais diferenças de comportamento.

De acordo com o CDC, pacientes que testaram positivo para Covid-19 reportaram quatro vezes mais que estiveram em mais bares, restaurantes e cafeterias que as pessoas que se recolheram e optaram por delivery ou drive-thru. O estudo foi publicado na revista científica Live Science, que repercute que os dados não distinguem se os participantes comeram na área interna ou externa do restaurante.

Segundo a Associação Médica do Texas, nos Estados Unidos, comer na área externa de um restaurante é considerada uma prática de baixo risco para contrair o novo coronavírus. Os pesquisadores apontam que comer em local arejado é tão arriscado quanto ir ao supermercado, caminhar, correr ou andar de bicicleta.

Comer na área interna do restaurante, entretanto, tem risco considerado moderado alto pela Associação Médica do Texas. Na mesma categoria de risco, encontram-se jogar basquete, viajar de avião ou ir a casamento ou funeral.

Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19 ‘do futuro’ deverá ser sazonal como outros vírus respiratórios

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BBC News Brasil

ilustração: guarda-chuva protegendo contra vírus

Getty Images
Frio e clima seco favorecem a infecção por vários vírus — e com o Sars-CoV-2, talvez não seja diferente

Já conhecemos diversos vírus que causam mais problemas em determinadas estações do ano, como o da influenza e o vírus sincicial respiratório (RSV) no inverno ou o da parainfluenza em setembro para o Hemisfério Sul.

Segundo um artigo publicado nesta terça-feira (15/9) no periódico Frontiers in Public Health, tudo indica que, no futuro, o novo coronavírus também se tornará uma doença respiratória sazonal, possivelmente trazendo mais problemas no inverno — mas isto apenas depois que a imunidade coletiva para a nova doença seja atingida por vias naturais ou por meio de uma vacina. O trabalho foi fruto de uma revisão de estudos anteriores sobre diversos tipos de vírus e sua sazonalidade.

“A covid-19 veio para ficar e ela continuará a causar surtos ao longo do tempo até que a imunidade coletiva seja atingida. Assim, o público precisará aprender a viver com a doença e a continuar praticando as melhores medidas de prevenção, incluindo usar máscaras, evitar aglomerações, distanciamento físico e higiene das mãos”, explicou em comunicado à imprensa Hassan Zaraket, líder do estudo e pesquisador da Universidade Americana em Beirute, no Líbano.

“Continua se tratando de um vírus novo e, apesar do rápido e crescente volume de evidências científicas sobre ele, ainda há muitas coisas desconhecidas. Se nossas previsões serão confirmadas ou não no futuro, ainda não sabemos. Mas acreditamos que é muito provável que a covid-19 se torne sazonal, como outros coronavírus.”

Vários pedestres caminham na rua

EPA/Sebastiao Moreira
‘A covid-19 veio para ficar e ela continuará a causar surtos ao longo do tempo até que a imunidade coletiva seja atingida. Assim, o público precisará (…) continuar praticando as melhores medidas de prevenção, incluindo usar máscaras’, diz o pesquisador Hassan Zaraket

A sazonalidade de vírus respiratórios é mais evidente em regiões de clima temperado, enquanto em regiões tropicais, como no Brasil, vírus como o influenza (causador da gripe) podem afetar de forma mais diluída ao longo do ano.

Para o Sars-CoV-2, porém, a etapa da sazonalidade ainda não chegou pois as populações que ele encontrou pela frente eram desprotegidas imunologicamente — uma evidência disso é sua taxa de reprodução maior do que outros vírus, como da gripe.

Um exemplo de que, por enquanto, condições climáticas ainda não afetam tanto a propagação do coronavírus é que a maior taxa de infecção per capita no mundo foi registrada no Golfo Pérsico em pleno verão, dizem os autores.

Ainda assim, segundo o artigo, ainda que regiões tropicais estejam sofrendo fortemente com a covid-19, há evidências de que a transmissão foi mais agressiva no inverno de regiões temperadas — o que indica que o frio e o clima seco podem favorecer a infecção.

A sazonalidade já foi relatada recentemente para outros coronavírus, como o NL63 e o HKU1.

Já o coronavírus que causa a síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês), que gerou surtos em vários países a partir de 2012, ainda está produzindo infecções “intermitentes e esporádicas”, sem uma sazonalidade evidente, diz o artigo na Frontiers in Public Health.

A sazonalidade dos vírus é resultado de uma combinação de fatores envolvendo temperatura e umidade — como as condições de sobrevivência dos patógenos no ar e nas superfícies; a baixa da imunidade diante de alterações climáticas; e a hábitos, como o de se aglomerar em ambientes fechados quando está frio.


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Fonte: IG SAÚDE

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