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Covid-19: Pelo 4º dia consecutivo, Brasil registra mais de mil mortes em 24h

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mulher internada com respriador no rosto
Foto: Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira, 5, o Brasil registrou 1.005 óbitos causados pela Covid-19 em 24 horas. É o quarto dia consecutivo em que o país registra mais de mil mortos. O total agora é de 35.026. O aumento é de 2,8 %.

Os dados da pasta apontam ainda que o Brasil tem 645.771 contaminados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), sendo que 30.830 foram registrados nas últimas 24 horas. O aumento equivale a 4,7 %.

Desde a última quarta-feira, a pasta tem atrasado a divulgação dos dados oficiais da Covid-19 em seu portal. Prevista para às 19h, o levantamento tem sido divulgado às 22h.

Por meio de nota da assessoria de comunicação, o Ministério da Saúde justificou que os dados são analisados e consolidados pela pasta junto aos gestores locais. O ministério diz ainda que “tem buscado ajustar a divulgação” dos dados publicados dirariamente.

O formato do boletim epidemiológido sofreu mudanças na noite de hoje. Os números de casos e mortes acumulados no país e por estado não foram somados em sua totalidade. Foram apenas registrados os números das últimas 24 horas. Também não foi registrado o número de óbitos dos últimos três dias.

Por esse motivo, a divulgação dos números foi propositalmente atrasada. O presidente Bolsonaro disse hoje no Palácio da Alvorada que o correto seria divulgar os dados consolidados no dia. “Ninguém tem que correr para atender a Globo”, disse.O portal do novo coronavírus do Ministério da Saúde está em manutenção e não disponibilizou os dados de hoje.

tabela epidemiológica do ministério da saúde

Divulgação/Ministério da Saúde

Uma estimativa dos números foi divulgada pelo Portal G1. A rede de comunicação faz apuração própria todos os dias junto às Secretarias de Saúde dos estados. Desde ontem, o telejornal passa a divulgar seus próprios dados para driblar o atraso do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde .

Segundo o jornal Correio Braziliense, o atraso teria sido pedido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para boicotar emissora.

 

 

Ontem, 4, o Brasil teve recorde de registros em 24 horas pelo terceiro dia consecutivo. Foram 1.473 novos óbitos, o que corresponde a uma morte a cada minuto no dia. O país alcançou o total de 34.021 vítimas fatais, ultrapassando os dados da Itália e se tornando o terceiro país no mundo com maior número de mortes por Covid-19.

Em relação aos números de casos, o Ministério da Saúde calculou 614.941, sendo que 30.925 foram em 24 horas.

São Paulo segue como epicentro da doença no país, com 8.842 mortes. O Rio de Janeiro se mantém em segundo lugar, com 6.473 óbitos. Apesar dos números crescentes, capitais de ambos os estados sinalizam reabertura.

São Paulo também segue na liderança em número de casos, com 134.565 infectados pelo novo coronavírus. A lista segue com Rio de Janeiro (63.066), Ceará (61.595), Pará (50.960) e Amazonas (47.666).

O estado menos afetado é o Mato Grosso do Sul, que tem registro em 21 mortes e 1.997 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, 11.977 pacientes com Covid-19 recuperados nas últimas 24 horas.

 

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Após encontrar Bolsonaro, embaixador dos EUA testa negativo para Covid-19

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Jair Bolsonaro participa de almoço com o embaixador Todd Chapman
Reprodução / Facebook

Jair Bolsonaro participa de almoço com o embaixador Todd Chapman

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou que Todd Chapman e sua esposa receberam diagnóstico negativo  para covid-19. O embaixador esteve com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outros membros do governo no último sábado (4), em almoço de comemoração à independência dos EUA.

Mais cedo, Bolsonaro anunciou que foi infectado pelo novo coronavírus.  Antes mesmo da confirmação, pessoas que entraram em contato com o presidente, como o embaixador, foram testadas. O resultado negativo foi divulgado no Twitter “Embaixada EUA Brasil”.

“O embaixador e a sra. Chapman testaram negativo e permanecerão em casa em quarentena. A Embaixada dos EUA está avaliando toda a equipe que pode ter sido exposta à covid-19. A embaixada e os consulados continuam a seguir os protocolos do CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças, na sigla em inglês]”, escreveu o órgão, em rede social.

A embaixada já que Todd Chapman estava tomando todas as precauções após o encontro com o presidente, mesmo sem apresentar sintomas e acrescentou que “os dois governos mantêm comunicação contínua, incluindo sobre esse caso”.

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