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Culto na Igreja Universal tem xingamento à santa católica: “Desgraçada”

Vinte e quatro anos depois, a Igreja Universal do Reino de Deus volta a viver uma polêmica envolvendo a santa católica Nossa Senhora Aparecida. Durante uma pregação, o bispo Rogério Formigoni interagiu com uma suposta entidade manifestada, que disparou contra igrejas e religiões que, na sua avaliação, estariam “sob influência demoníaca”. Na sequência, a pessoa que protagoniza […]

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Vinte e quatro anos depois, a Igreja Universal do Reino de Deus volta a viver uma polêmica envolvendo a santa católica Nossa Senhora Aparecida. Durante uma pregação, o bispo Rogério Formigoni interagiu com uma suposta entidade manifestada, que disparou contra igrejas e religiões que, na sua avaliação, estariam “sob influência demoníaca”. Na sequência, a pessoa que protagoniza a manifestação chama a santa negra de desgraçada.
O episódio remonta a um ocorrido há mais de 20 anos, quando, no feriado de 12 de outubro de 1995, dia dedicado a Aparecida, o bispo Sérgio Von Helder chutou a imagem da padroeira do Brasil e criticou a adoração a santos num programa de TV. O religioso, na época, disse que a Igreja Católica usa a comercialização de imagens para lucrar.

A repercussão negativa levou a Universal a se pronunciar oficialmente em seu site. Em comunicado, a igreja chamou de “imatura” a postura de Rogério Formigoni. “Uma das virtudes de um ministro evangélico é o discernimento espiritual. Acreditamos que Formigoni aprendeu, com este erro, a necessidade de desenvolver esta virtude”, destacou o texto.

O culto comandado pelo religioso foi gravado e o vídeo viralizou no meio evangélico. “Reconhecemos o precioso trabalho de milhares de líderes evangélicos em todo o Brasil, de todas as denominações. Não permitiremos que forças contrárias nos dividam, pois nossa missão é muito maior do que nossas falhas”, completa.

O bispo gravou um depoimento (veja abaixo) em que pede desculpas aos fiéis. “Quero pedir perdão a todas as igrejas, inclusive a Universal. Quando se fala ‘igrejas evangélicas’, ela está embutida. Que Deus abençoe cada ministério e que ele possa usar para ganhar milhares e milhares de almas. Falo isso do fundo da minha alma”, disse.

O vídeo da pregação foi retirado do ar. Rogério Formigoni explicou a motivação. “Uma pessoa ou outra acaba baixando o vídeo e viralizando, mas o vídeo foi retirado do canal. Peço desculpas, perdão, mas não foi essa a intenção. Me perdoe por esse transtorno”, finaliza

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Junho Roxo: planos de saúde não podem aplicar reajustes em mensalidades de idosos

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Estatuto veda aumento nos preços em contratos individuais ou familiares

A busca por planos de saúde foi destaque no início de 2022, segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). Em fevereiro deste ano, foram contabilizados 49 milhões de beneficiários em contratos médico-hospitalares, um crescimento de 3,1% no período de 12 meses. Parte desse público é composto por pessoas com mais de 60 anos, parcela que aumenta gradativamente graças à migração de idade de antigos pacientes. O que poucos sabem, porém, é que não é permitido haver discriminação nos valores de acordo com a faixa etária.

O coordenador do curso de Direito da Faculdade Pitágoras, professor Raniel F. de Ávila, explica que o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) impede a aplicação de reajustes na mensalidade de acordo com a progressão etária para o grupo da terceira idade.
“Essa elevação é ilegal e as empresas que instituem valores excessivos para pessoas acima de 60 anos, sem autorização da Agência Nacional de Saúde (ANS), podem ser processadas”, comenta o advogado.

O docente explica que o paciente idoso representa mais custos a clínicas e hospitais, o que provoca o encarecimento de produtos oferecidos por empresas que vendem planos de saúde. “Com o aumento da expectativa de vida, consequentemente existe uma maior frequência de consultas e pedidos de exames, e a Lei visa coibir os reajustes abusivos em razão da idade do beneficiário”, afirma.

O Estatuto considera como idoso todos os que têm mais de 60 anos e proíbe práticas discriminatórias na cobrança de valores por esse grupo, além de dispor de diretrizes para assegurar o acesso a serviços do âmbito hospitalar. Os contratos devem prever   cobertura de procedimentos, exames laboratoriais e consultas médicas.

Exceções

Por autorização do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), há situações em que o reajuste de preços para planos de saúde coletivos pode ser realizado de acordo com a faixa etária, desde que respeitados três critérios: a alteração deve estar prevista em contrato, seguir as determinações de órgãos governamentais reguladores e não deve conter cálculos aleatórios ou percentuais considerados injustos.

Os planos coletivos (coletivo empresarial ou coletivo por adesão) são os contratados por associações, sindicatos, conselhos ou empresas para proporcionar assistência médica e odontológica a grupos vinculados a organizações. “O reajuste de
mensalidade de plano de saúde individual ou familiar baseado na mudança de faixa etária se mantém proibido. Devendo ser observada as normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores”, finaliza o coordenador.

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