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EDP e Grupo Águia Branca assinam contrato para desenvolver infraestrutura de recarga para ônibus elétricos

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O Brasil possui uma frota com cerca de 500 mil ônibus em circulação. Dentro do mercado de mobilidade elétrica, o segmento de ônibus elétricos é o que possui o maior potencial de benefícios socioambientais, retorno financeiro e oportunidades no setor de energia. Atenta a isso, a EDP, empresa que atua em toda a cadeia de valor do setor elétrico, assina nesta quarta-feira (27) um contrato para viabilizar um projeto-piloto de mobilidade em parceria com a VIX Logística, empresa do Grupo Águia Branca, um dos maiores conglomerados empresariais de transporte e logística do País, com o objetivo de desenvolver um sistema de recarga para frotas de ônibus elétricos no Espírito Santo.

A iniciativa, com duração de cerca de dois anos e investimento total de R$ 6,6 milhões, foi contemplada na Chamada Pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para o tema Mobilidade Elétrica Eficiente, via fundo de Pesquisa e Desenvolvimento. O projeto-piloto será composto por um ônibus elétrico e por quatro estações de recarga, operando de forma integrada por meio de uma plataforma de gestão, que permitirá a realização de testes de funcionalidade e do modelo de negócio.

A EDP será a responsável pela gestão geral e desenvolvimento do projeto, além de prover os serviços de mobilidade elétrica. A VIX Logística é o principal parceiro operador do ônibus, que realizará os testes de funcionalidade e as análises de viabilidade. Também participarão do consórcio as empresas Siemens, como fornecedora das soluções de carregamento, e a Certi, que contribuirá com estudos específicos de mercado, questões regulatórias e análises de viabilidade econômica.

“A EDP, por meio da sua divisão EDP Smart, está desenvolvendo uma solução integrada de mobilidade elétrica e serviços de energia para a eletrificação de frotas corporativas. A parceria com o Grupo Águia Branca representa o investimento nesse segmento e a continuidade dos nossos esforços para potencializar o Espírito Santo como um dos polos mais importantes de mobilidade elétrica do País”, afirma Nuno Pinto, gestor executivo de Mobilidade Elétrica da EDP Smart.

Segundo Kaumer Chieppe, vice-presidente do Grupo Águia Branca – Divisão Logística, a VIX está sempre em busca de soluções customizadas, inovadoras e sustentáveis para seus clientes, e esta iniciativa é mais um passo nesta direção. “Estamos felizes com a oportunidade de parceria com a EDP. Trata-se de um projeto pioneiro no Estado do Espírito Santo que nos possibilitará conhecer e avaliar a viabilidade técnico-econômica da eletrificação do sistema de transporte. Este projeto, que contará com teste em ambiente real no transporte de passageiros, em linhas selecionadas, nos possibilitará evoluir para obtenção de custos competitivos em tecnologias alternativas ao diesel para ofertar aos clientes”, afirma.

EDP e mobilidade elétrica

A eletrificação da mobilidade é um eixo da estratégia do Grupo EDP. A Companhia tem o compromisso, em nível global, de eletrificar 100% da sua frota de carros até 2030, assim como o desenvolvimento de novas ofertas e soluções comerciais que promovam a transformação da matriz energética. A Empresa foi eleita recentemente uma das empresas mais inovadoras do setor elétrico brasileiro e quer liderar o movimento dessa transição para uma economia de baixo carbono.

Em dezembro de 2018, a EDP, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), por meio do Senai, anunciou a instalação da maior rede de postos de carregamento de carros elétricos do Estado. O projeto conta com um investimento de cerca de R$ 350 mil e permitirá a implantação de sete estações de recarga.

Mais recentemente, a EDP anunciou a implementação de 30 novos pontos de carregamento que vão cobrir todo o Estado de São Paulo e conectar os principais corredores elétricos do País, interligando a capital paulista a Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba e Florianópolis. É o primeiro e maior projeto da América do Sul de instalação de carregadores ultrarrápidos (150kw e 350kw).

A implementação da rede será iniciada ainda em 2019, com a conclusão da implementação da rede em três anos. O empreendimento terá um investimento de R$ 32,9 milhões e vai conectar 64 pontos de carregamento, formando um corredor com mais de 2.500 quilômetros de extensão.

Sobre a EDP Brasil

Com mais de 20 anos de atuação, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. A Companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, atua em Geração, Distribuição, Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia. Possui seis unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica, e atende cerca de 3,5 milhões de clientes pelas suas Distribuidoras em São Paulo e no Espírito Santo. Recentemente, tornou-se a principal acionista da CELESC, em Santa Catarina. No Brasil, é referência em áreas como Inovação, Governança e Sustentabilidade, estando há 13 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

 

Sobre a VIX Logística

Especializada em soluções logísticas customizadas, a VIX Logística é uma das maiores empresas do setor no Brasil. Atua em locação e gestão de frotas, traslados de pessoas, movimentação de cargas, logística automotiva e logística dedicada, com operações que vão de norte a sul do País e também no Mercosul. Atualmente possui 11 mil colaboradores e cerca de 14 mil veículos em sua frota.

 

Sobre o Grupo Águia Branca

Fundado em 1946, o Grupo Águia Branca é um dos maiores conglomerados empresariais de transporte e logística do País. Com sede no Espírito Santo e faturamento superior a R$6 bilhões por ano, o Grupo atua em todo o Brasil nos serviços de transporte aéreo e rodoviário de passageiros, logística e comércio de veículos.

A gestão das empresas é realizada por meio de Divisões, as quais atuam de forma especializada, conforme as características de cada segmento. Com um modelo organizacional que busca valorizar pessoas, as empresas do Grupo Águia Branca oferecem a seus clientes alta qualidade em produtos e serviços. Por isso, o aperfeiçoamento profissional é constantemente incentivado, uma vez que o Grupo emprega 18 mil pessoas.

Outra prática constante do Grupo Águia Branca são os investimentos em pesquisas sobre novas tecnologias que possibilitem ser incorporadas nas suas diferentes áreas de atuação.

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Brasil

“Brasileiro não sabe se escuta o ministro da Saúde ou o presidente”, diz Mandetta

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Na tarde deste domingo (12), o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta deu entrevista ao repórter Murilo Salviano, do Fantástico. De Goiânia, no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, Mandetta falou sobre os meses que virão, o que projeta para frente e a relação com o presidente Jair Bolsonaro. Confira:

Fantástico: Ministro, primeiramente obrigado pela entrevista. Estou aqui no Rio de Janeiro e o senhor em Goiânia, no Palácio das Esmeraldas, sede do Governo do Estado de Goiás.
Luiz Henrique Mandetta: É isso. Eu vim aqui hoje, minha família, eu e minha esposa, estamos sem os filhos, sem meu pai, minha mãe. Em nome das nossas famílias, eu cumprimento todas as famílias brasileiras e a família do jornalismo do Fantástico nesse domingo de Páscoa tão atípico para todos nós.

Fantástico: O senhor sempre dá orientações para os brasileiros, sobre os cuidados a serem tomados. Na vida pessoal do senhor, que cuidados o senhor tem tomado?
Mandetta: Dentro do Ministério da Saúde, como a equipe é uma equipe que está trabalhando comigo, muito já formada, muito bem distribuída, a nossa distância entre um e outro é de 2,5 a 3 metros, em qualquer circunstância. Até agora, nós não tivemos nenhum colaborador nosso que tenha tido a gripe, a virose.

É um cuidado muito grande, uma saudade muito grande do meu neto, dos meus filhos que estão em Mato Grosso do Sul, do meu pai, da minha mãe. Esses eu falo com eles normalmente, por telefone, vendo as imagens. Uma parte que é dura para todo mundo. A gente também tem feito esse exercício de distanciamento de quem gosta, de quem ama a pessoa, e que sabe que nesse momento temos que ficar distante para proteger. Acho que no dia a dia não é diferente do que cada brasileiro está passando para tentar passar por isso junto. Quando a gente protege a família da gente, a gente está protegendo a família de todo mundo.

Fantástico: Já teve algum momento de fragilidade durante essa crise?
Mandetta: Acho que sim. Às vezes a gente também se pega profundamente emocionado quando um neto pergunta por que não está indo vê-lo. Às vezes você fica um pouco emocionado, a voz fica um pouco embargada, mas você respira fundo.

Fantástico: Ministro, vamos aos números aqui. Neste feriado da Semana Santa, o Brasil ultrapassou a marca de mil mortes por coronavírus. Qual a expectativa do senhor para esta próxima semana?Mandetta: Primeiro, nós sabemos que esses números estão subestimados. Dentro do que a gente pensava lá no início, em fevereiro, fazendo simulações com outros países, fazendo adequações pro nosso clima, mais ou menos a gente sabia que chegaria na primeira quinzena de abril a aproximadamente com esses números. Sabemos também desde o início que fizemos a projeção que a segunda quinzena de abril seria a quinzena que aumentaríamos e que o mês de maio e junho seriam os meses de maior estresse pro nosso sistema de saúde. Nós estamos agora vivendo um pouco do que fizemos duas semanas pra trás. Se iniciarmos precocemente uma movimentação, nós vamos voltar a ter aquele mesmo padrão do início aonde você tinha dia após dia um aumento do surgimento de brotes epidêmicos. A gente imagina que os meses de maio e junho serão os sessenta dias mais duros para as cidades. A gente tem diferentes realidades. O Brasil a gente não pode comparar com um país pequeno, como é a Espanha, como é a Itália, a Grécia, Macedônia e até a Inglaterra. Nós somos o próprio continente. Sabemos que serão dias duros. Seja conosco ou qualquer outra pessoa. Maio, junho, em algumas regiões julho, nós teremos dias muito duros.

Fantástico: O que são dias muito duros?
Mandetta: Dias duros. Dias em que nós seremos taxados de “olha, vocês não fizeram o que tinham que fazer, por isso o sistema está entrando em colapso. Olha, vocês deveriam ter sido mais duros, menos duros, porque a economia está assim, está assado”. Sempre haverá engenheiros de obra pronta. Pessoas que depois que você trabalha, que faz o possível e o impossível para enfrentar a situação, que depois da situação passada fala “ah não, mas isso deveria ter sido feito assim ou assado”.

Nós teremos uma confrontação entre o que somos e para onde queremos ir constante nesses meses que temos pela frente. Serão dois a três meses de muito, muito questionamento das práticas de todos. E obviamente que o Ministério da Saúde vai ser o ministério mais questionado.

Essas semanas agora o comportamento da sociedade é que dita. Esse vírus, a história natural dele, como ele vai se comportar aqui, quem vai escrever essa história é o comportamento da sociedade, não é a polícia, o decreto. É como cada um de nós brasileiros vamos ter a consciência do cuidado individual, sendo o responsável pelo cuidado coletivo. Ele é uma coisa muito mais de como vamos encarar essa relação da dinâmica social e do sistema de saúde, da capacidade de atender.

Fantástico: Quantos casos de coronavírus são estimados para o Brasil neste ano?
Mandetta: Esse número muda muito ao sabor de como a gente vai se comportar. Se não fizermos absolutamente nada e tivermos como se nada estivesse acontecendo, se a gente falar assim: vamos todos trabalhar, deixa só quem tem mais de 60 anos em casa, como o país vai lidar com isso… Você tem de números menores, você tem cenários extremamente otimistas e tem cenários extremamente pessimistas. A gente tem a projeção, mas sabe que isso tudo é em função do comportamento das pessoas. Não existe absolutamente nada que influencie mais essa resposta do que como que a sociedade brasileira vai se comportar no próximo mês e dias.

Nós não experimentamos no Brasil até agora o lockdown, o fechamento total. Nós estamos com diminuição social, importante, chegamos a ter uma diminuição expressiva, relaxamos, estamos em torno de 50%, 55%. Chegamos a ter 70%. Se cada empresário, se cada setor achar que o dele é essencial e que ele tem que trabalhar, e começar um efeito cascata, tudo é essencial e tem que funcionar, o Ministério da Saúde vai mostrar: olha, essa atividade fez isso aqui com cada uma das cidades.

Fantástico: Em várias cidades, como aqui no Rio de Janeiro, é visível o desrespeito de muitas pessoas, principalmente durante a semana, às medidas de isolamento social. A que o senhor atribui esse afrouxamento?
Mandetta: Acho que é um conjunto, somatória, acho que tem muita gente que gosta da internet, que vê na internet alguma fake news dizendo que isso é uma invenção de países para ganharem vantagem econômica. Outras pessoas porque (acham que) existe um complô mundial contra elas. Como se tivesse alguma solução, com passe de mágica e que não precisasse que ninguém fizesse sacrifício. Quando você vê as pessoas entrando em padaria, entrando em supermercado, fazendo filas uma atrás da outra, encostadas, grudadas, pessoas fazendo piquenique em parque, isso é claramente uma coisa equivocada.

Fantástico: Ministro, a partir de amanhã o Ministério da Saúde vai distribuir pros estados mais de um milhão de testes, entre testes rápidos, PCR. Mas esses testes têm como foco profissionais de saúde, segurança e seus familiares. Quando é que vai ter, de fato, um teste em massa da população?
Mandetta: Não existe capacidade de se fazer uma testagem de 200 milhões de habitantes. E, às vezes, você testa e ele dá negativo, tem que repetir teste várias vezes. A gente vai trabalhando basicamente com trabalhadores que são mais importantes no momento. Vamos testar, principalmente, aqueles que a gente mais precisa que voltem ao trabalho. Se médico e enfermeira se contaminou e já têm anticorpos, eles trabalham com muito mais tranquilidade e a gente sabe que não vai mais adoecer daquela doença. Então esse teste a gente faz primeiro para eles. Também teremos o teste para o pessoal que é da segurança, que são serviços muito essenciais: agentes penitenciários, policiais, bombeiros, que precisam dessa informação. Esses são os dois grupos de trabalhadores.

O problema é que a gente tem hoje um mercado extremamente concentrado e aquecido que não tem testes suficientes para o planeta. Se a gente se comprometer a testar todos os brasileiros, não seria correto frente ao mercado que a gente vê. O planeta Terra inteiro quer o mesmo produto que nós queremos. O que, portanto, nos faz ter muita cautela em termos de nos comprometer com se nessa semana teremos ou na outra. O Brasil é um sistema forte e está tentando atingir um ponto de equilíbrio para os brasileiros.

Fantástico: Se não tem uma testagem tão ampla da população, a gente não tem como prever o avanço da doença. A gente está no escuro?
Mandetta: Não, a gente não está no escuro, porque mesmo com essa testagem, a gente tem modelos matemáticos. Com esses exames que nós fazemos, a gente tem modelos estatísticos, modelos matemáticos que nos permitem dimensionar, qual é o ritmo, para onde está indo, em que bairro está, em que cidade está, se está se deslocando, para qual faixa etária, se está internando quem, qual é a capacidade instalada. Nós temos modelos matemáticos que nos permitem fazer cálculos muito bons, que nos dão muita informação sem testar 100% das pessoas. Não tem receita de bolo, o que tem é: o Ministério da Saúde agrupar isso, e ir mostrando e dizer “tomem cuidado aqueles que estão no nível mais alto de transmissão”. Aí, cada governador, cada prefeito sabe o que está fazendo.

O Ministro da Saúde foi cuidadoso ao falar das atitudes do presidente da República.

Fantástico: Ministro, o senhor tem dito nas coletivas que médico não abandona paciente. Mas ao mesmo tempo, disse que precisa de paz para trabalhar, reclamou de solavancos internos. Já houve insinuação de demissão, o próprio presidente da República não respeita as orientações do Ministério da Saúde seguidas vezes. Ontem mesmo, o senhor e o presidente foram até Águas Lindas de Goiás, na região de Brasília, acompanhar a construção de um hospital de campanha, e na frente do senhor o presidente fez questão de cumprimentar apoiadores, fazer aglomeração, uma mulher chegou inclusive a beijar a mão do presidente. Essa relação do senhor com o presidente de alguma forma constrange o senhor?
Mandetta: Ela preocupa, porque a população olha e fala: mas será que o ministro é contra o presidente? Não há ninguém contra nem a favor de nada. O nosso inimigo, o nosso adversário, o nosso problema é o coronavírus. Esse é o nosso adversário, inimigo. Se eu estou ministro da Saúde, eu estou ministro da Saúde por obra de nomeação do presidente. O presidente olha muito também pelo lado da economia. E chama muito a atenção o lado da economia. O Ministério da Saúde entende a economia, entende a cultura e educação, mas chama pelo lado de equilíbrio de proteção à vida. Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentamento dessa situação possa ser comum e que a gente possa ter uma fala única, unificada. Por que isso leva para o brasileiro uma dubiedade: ele não sabe se escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta.

Fantástico: E numa situação como essa, a quem ouvir?
Mandetta: A gente pode ter uma disciplina e pedir muita disciplina para as pessoas, por favor. Disciplina significa faça você também seu sacrifício, para que a gente possa bloquear o máximo possível. Eu não posso chegar e falar assim: essa pessoa está fazendo isso aqui, isso é certo, isso é errado. Eu estou dizendo qual é o caminho: vamos por aqui. Se você vai ao médico e ele diz que não coma doce porque você é diabético, tem pessoas que comem doce sistematicamente mesmo sendo (diabético). A gente pode dizer pra ela: você vai ter problema, o seu rim vai parar, você pode ter deficit de visão, amputação de perna, e a pessoa continua comendo doce. Mesmo que ela tenha todas as complicações, a gente vai lá para tentar minimizar o problema da visão, do rim, da perna.

A gente continua com esse doente para tentar ajudar ao máximo em encontrar um bom caminho para a gente superar isso que pode ser no Brasil uma coisa superável com menos ou mais intensidade de estresse para a nossa sociedade. Infelizmente não vai ser num toque de mágica que vamos passar por isso. A gente tem que pautar por foco, disciplina, ciência e ficar muito firme nesse tripé, e planejamento para que possamos sair disso juntos.

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