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Em semana delicada para Bolsonaro, SBT decide não exibir principal jornal

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Jair Bolsonaro e Silvio Santos
Divulgação/SBT

Em semana tensa para o governo Bolsonaro, o SBT cancelou a exibição do principal jornal da emissora, que vai ao ar às 19h45. Conforme apurado pela reportagem do Último Segundo, durante a manhã de hoje (23), o setor de jornalismo do SBT Brasil recebeu a ordem de não reproduzir o vídeo da reunião ministerial e evitar tocar em assuntos sensíveis ao presidente.

A informação do cancelamento chegou à redação do SBT Brasil duas horas antes do horário de exibição. O fato se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter no Brasil, uma vez que a emissora optou por exibir a reprise do programa de fofocas “Triturando”. Na rede social, fala-se sobre censura, uma vez que o proprietário da emissora, Silvio Santos, já se referiu ao presidente Jair Bolsonaro como “patrão”.

O vídeo da reunião ministerial liberado pelo ministro Celso de Mello mostra Bolsonaro e seus ministros em situações delicadas. O presidente atacou os governadores de São Paulo e Rio de Janeiro e o prefeito de Manaus com palavrões. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, falou sobre aproveitar a distração da imprensa sobre a pandemia para flexibilizar leis ambientais.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu a prisão de integrantes do STF, enquanto a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, falou sobre a prisão de governadores que adotarem o isolamento para conter a pandemia da Covid-19.

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“Lamento todos os mortos, mas é destino de todo mundo”, diz Bolsonaro

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o presidente jair bolsonaro fala em coletiva
Agência Brasil

Bolsonaro voltou a defender cloroquina em fala aos manifestantes: “é o que aparece no momento”


Na manhã de hoje, 02, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse a apoiadora na saída do Palácio do Alvorada que morte é o “destino de todo mundo”. Ele se referia ao número de mortos pela Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus, no Brasil.

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“A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo”, afirmou Bolsonaro. A frase tinha o intuito de ser um conforto para pessoas que perderam familiares e amigos em decorrência da pandemia do novo coronavirus.

O presidente voltou a defender o uso do tratamento com cloroquina e hidroxicloroquina e pede para que pessoas que se posicionam contra o uso do medicamento “deem alternativa”.

“Que diga ‘sou contra isso’, mas aponte qual é a outra [alternativa]. Sabemos que pode ser que não seja tudo isso que alguns pensam. Mas é o que aparece no momento. Pode [não ser tudo isso], mas tem muito relato de pessoas, muito médico favorável. A briga farmacêutica é muito grande”, falou aos apoiadores.

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As falas de Bolsonaro foram proferidas em mais um dia recorde no registro de número de mortes. Foram 1.262 novos óbitos em 24 horas , o que totaliza 31.199 em todo país. O número de casos também cresce: só hoje foram quase 29 mil, totalizando 555.383. No início do mês de maio, o número de pessoas infectadas estava na faixa dos 91 mil.

O Brasil está atrás dos Estados Unidos (105.003), Reino Unido (39.123) e Itália (33.475) em questão de número de mortes pela Covid-19, é o que aponta a Universidade Johns Hopkins.

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