conecte-se conosco

Política Nacional

Empresas de aplicativos de transporte anunciam ações preventivas de segurança

Publicado

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Comissão de Segurança debateu combate à violência contra motoristas de aplicativos

Empresas de aplicativos de transporte anunciaram que estão ampliando ações preventivas de segurança em todo o País. O tema foi debatido nesta terça-feira (3), em audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

No Distrito Federal, a Secretaria de Segurança Pública registrou aumento de quase 200% em roubos praticados contra motoristas de aplicativos no período de um ano. A estatística policial de roubos contra motoristas de aplicativos no DF passou de 37 casos, em 2018, para 103, de janeiro a novembro de 2019.

Dos casos solucionados pelo órgão, os policiais chegaram à conclusão de que a ação criminosa esteve relacionada principalmente ao pedido da corrida por terceiros ou a possibilidade de pagamento em dinheiro.

Diante da explosão de casos de assalto, o motorista Manoel Scooby disse que solicitações de segurança foram feitas às empresas de aplicativos. Algumas foram atendidas, mas os motoristas querem ainda reduzir o perigo que correm com as solicitações de corridas feitas por terceiros.

“Os assaltos a cada dia estão mais frequentes, principalmente nas cidades satélite: Samambaia, Ceilândia e Guará. A maioria dos assaltos são em dinheiro. Nós pedimos a opção para os motoristas optarem em cartão ou dinheiro. A Uber já atendeu à solicitação da gente. E, para mostrar o destino, eles também atenderam”, afirmou.

“Mas a gente pede também câmeras nos carros, que os passageiros coloquem foto no perfil e digam a idade no cadastro, porque, na maioria dos assaltos, o pessoal que tem problema com a Justiça faz a conta no nome dos filhos, solicita o serviço de aplicativo e assalta os motoristas”, disse Manoel Scooby.

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse que pediu a audiência na comissão para facilitar uma aproximação entre empresas do setor e representantes da área de segurança. Para ele, os aplicativos precisam oferecer mais interação com as secretarias de Segurança Pública dos estados.

“O que não pode ocorrer é entregar um cordeiro aos lobos. Eu entro no app, sou um bandido, chamo o cara, além de assaltá-lo, levo o carro dele, além de colocar a vida dele em risco. Em outros países, já se foi contido [o problema], inclusive com a não aceitação de pagamento em dinheiro. No Brasil, se autorizou a cobrança em dinheiro, o que aumentou significativamente os crimes”, disse o deputado.

Prevenção
As empresas de aplicativos Uber e 99, que enviaram representantes à audiência, informaram que instalaram e estão aperfeiçoando uma série de ações preventivas de segurança para o motorista e o passageiro.

Dentre as ações que beneficiam o motorista estão o cadastro de dados do passageiro; o acompanhamento do trajeto de viagem por GPS; a visualização para os motoristas da área de destino; o bloqueio de viagens consideradas potencialmente arriscadas; a gravação de áudio e a detecção automática de conversação imprópria entre usuários e motoristas.

Nas ações que favorecem o passageiro, estão a conferência de antecedentes criminais do motorista na contratação; a checagem aleatória do motorista por meio de selfies durante a viagem; a parceria com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para verificação de cadastro de veículos e motoristas; e um botão de pânico, dentro do aplicativo, ligado diretamente a uma central de operações, que o passageiro pode acionar caso se sinta em perigo.

Entre as últimas novidades de segurança criadas pelas empresas do setor, comentadas na audiência, estão a transmissão de código de viagem ao passageiro, que deve ser comunicado ao motorista, e a opção de o profissional desabilitar o pagamento em dinheiro a qualquer momento em que detecte uma situação de desconfiança do passageiro.

A Uber anunciou ainda a possibilidade dada às motoristas mulheres de escolherem transportar apenas mulheres. A representante da empresa, Mariana Polidório, relatou também um trabalho que foi feito com a comunidade de Heliópolis, em São Paulo, e que permitiu viagens de aplicativo aos moradores da favela. Por ser considerada área de risco, a comunidade não era atendida por aplicativos. Em parceria com a Central Única das Favelas, a empresa pôde estabelecer pontos fixos da comunidade para embarque e desembarque de passageiros.

Reportagem – Eduardo Tramarim
Edição – Pierre Triboli

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Livro sobre violência contra a mulher está disponível gratuitamente no site da Câmara

Publicado


.
Capa do livro "Violência contra Mulher". Edições Câmara

Foi lançado nesta sexta-feira (7) o livro “Violência contra a Mulher”, que aborda a violência doméstica, tema da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06). A obra, da Edições Câmara, traz informações sobre os tipos de violência, feminicídio, onde buscar ajuda e o contexto histórico de desigualdades entre homens e mulheres.

O livro está disponível em formato digital para download gratuito na Livraria da Câmara.

De autoria dos servidores da Câmara dos Deputados Giovana Dal Bianco Perlin e Luiz Henrique Vogel, juntamente com a defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher Dulcielly Nóbrega de Almeida, o livro foi organizado pela servidora Alessandra Nardoni Watanabe.

Linguagem simples
“Violência contra a mulher” é o primeiro volume da série Lei Fácil, que faz parte da linha editorial Cidadania da Edições Câmara. A série abordará algumas das leis mais populares do País de maneira didática e com linguagem simples, atendendo a um dos propósitos da linha Cidadania de produzir obras que facilitem a compreensão das legislações e do processo legislativo.

A publicação contou com a colaboração do Instituto Maria da Penha; da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados; da Defensoria Pública do Distrito Federal; da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres da Presidência da República; da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres do Distrito Federal; do Observatório da Mulher contra a Violência; e do Senado Federal.

Da Redação

Comentários Facebook
Continue lendo

CIDADES

ESTADO

POLÍTICA NACIONAL

ENTRETENIMENTO

Mais Lidas da Semana