conecte-se conosco


Economia

Empresas estaduais e municipais poderão pegar R$ 3 bi emprestados

Publicados

em

 

Até o fim do ano, as empresas estaduais e municipais poderão pegar R$ 3 bilhões emprestados no sistema financeiro sem garantia da União (sem o Tesouro Nacional cobrindo eventuais calotes). O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um sublimite nesse valor para essas companhias, com base em remanejamentos dentro do limite máximo que o setor público pode contratar em 2021.

Neste ano, União, estados, municípios e o Distrito Federal podem pegar até R$ 20,5 bilhões emprestados em bancos e organismos internacionais. Esse teto não foi alterado, mas sublimites dentro do valor máximo foram reduzidos para abrir espaço para as estatais locais pegarem empréstimos.

Dos R$ 3 bilhões autorizados, R$ 2,5 bilhões foram remanejados do limite autorizado para as operações com garantia da União, que caiu de R$ 9 bilhões para R$ 6,5 bilhões. Os R$ 500 milhões restantes vieram do remanejamento de operações sem garantia da União para órgãos e entidades dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que caiu de R$ 11 bilhões para R$ 10,5 bilhões.

A medida não trará despesas para o Tesouro Nacional. A decisão apenas facilitará o trabalho das estatais locais, que tinham de disputar espaço fiscal com os governos estaduais, as prefeituras e o governo do Distrito Federal na hora de pegarem empréstimos. O novo limite será aplicado apenas para as futuras operações de crédito. Os empréstimos e financiamentos atuais continuarão registrados no limite de operações sem garantia da União.

Para serem enquadradas no limite de R$ 3 bilhões, as empresas estaduais e municipais precisarão cumprir uma série de critérios. Elas precisarão gerar receitas próprias há pelo menos dez anos, ser listadas na B3 (a bolsa de valores brasileira) e ser avaliadas com grau de investimento (garantia de selo de que não haverá calote) por alguma agência de classificação de risco registrada ou reconhecida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Contabilidade

O CMN também aprovou alterações nas regras de empréstimos de instituições financeiras para o setor público. A partir de 1º de janeiro, as instituições financeiras não deverão registrar no Patrimônio de Referência as linhas de crédito contratadas e não utilizadas e os recursos das linhas contratadas que ainda não foram liberados. Embora, na prática, o procedimento ocorra dessa forma, a regra não estava explicitada pelo Conselho Monetário.

A segunda mudança diz respeito às operações de créditos com garantias em transferências da União, que permitem ao governo federal reter repasses aos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios em caso de calote. O custo efetivo máximo das operações, que inclui juros, impostos e taxas, poderá ser até 25% mais alto que o custo efetivo máximo das operações com garantia direta da União, quando o Tesouro cobre calotes com recursos próprios. Segundo o Ministério da Economia, essa regra já está estabelecida numa portaria editada em 2017.

Outras decisões

O CMN também aumentou a segurança na aplicação de recursos de regimes próprios de Previdência Social (RPPS), que custeiam a aposentadoria do funcionalismo público, tanto federais, como estaduais e em municípios de maior porte. Os investimentos obedecerão a regras mais rígidas de transparência, como a separação entre os recursos próprios desses regimes e os aportes dos governos, e a uma série de outras normas.

Em outra decisão, o Conselho Monetário modernizou a forma como os bancos contabilizam instrumentos financeiros e reconhecem a relação de proteção nas operações de hedge (quando um investidor contrata uma operação no mercado futuro para se proteger de uma queda de preço ou de alta de custos). Segundo o Banco Central (BC), a mudança alinha a contabilidade das instituições financeiras brasileiras às normas internacionais.

Comentários Facebook
Propaganda

Economia

Os 7 passos para negociar suas dívidas usando o 13º salário

Publicados

em

Por

O número de famílias brasileiras com dívidas a vencer aumentou para 74%, um novo recorde em comparação com o ano anterior, em que a alta foi de 6,8 pontos. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada em outubro de 2021 pela Confederação Nacional do Comércio.

Todos nós queremos estar em dia com nossas contas. Mas como negociar melhor nossas dívidas ao receber uma renda extra, como por exemplo, o 13º salário? Neste final de ano algumas dicas de como otimizar as negociações e melhorar os resultados podem ser um excelente presente de Natal, além de ser aquela janela de oportunidade que faltava para trazer tranquilidade para o próximo ano e permitir começar 2022 com o pé direito.

É importante compreender que negociação deve ser encarada como um processo estruturado, portanto a primeira sugestão é sempre fazer todas as fases deste processo, principalmente quando se trata de um assunto importante que tenha alto valor, como uma dívida financeira. O processo de uma negociação tem em sua essência três fases: preparação (antes), execução (durante) e controle (depois). Se você quer melhorar o resultado deve melhorar o processo, ou seja, investir tempo e esforço de forma sábia em cada uma dessas etapas.

Os especialistas Alfredo Bravo e Glauco Cavalcanti, professores da Fundação Getúlio Vargas, professores da FGV e especialistas em negociação prepararam 7 dicas para negociar suas dívidas:

1 – Conheça o valor total das suas dívidas: listar as dívidas por ordem de atraso e urgência de pagamento pode ser um ótimo passo para solução do problema. Entenda quais dívidas geram juros mais altos porque provavelmente são essas que estão comprometendo sua renda mensal.

2 – Faça um balanço do seu fôlego financeiro: é importante saber quanto você ganha e quais são os principais gastos. Este estudo é fundamental para definir o que deve ser cortado do seu orçamento a fim de saldar suas dívidas. Ter os números em mãos lhe ajudará a pensar na melhor estratégia financeira.

3 – Monte o planejamento para negociação: sabendo o tamanho da dívida e seu fôlego financeiro mensal, fica mais fácil negociar com as instituições credoras. Mas antes é importante definir os 7 elementos do planejamento, que são: objeto, objetivos, interesses, alternativas em caso de não acordo, moedas de troca, campo da negociação e argumentos que serão utilizados.

4 – Negocie com os credores: após fazer o contato com os credores solicite propostas para quitação do saldo devedor. Compare as condições apresentadas com todo seu planejamento e avance neste processo negocial utilizando argumentos baseados em critérios objetivos, ou seja, dados e fatos que convençam a outra parte.

5 – Troque dívidas mais caras por mais baratas: em caso de não acordo com os credores você poderá partir para portabilidade de crédito, ou seja, procurar instituições que ofereçam melhores condições de pagamento e assim transferir sua dívida. O objetivo é que pague juros mais baixos e crie um fôlego financeiro enquanto não consegue sair da dívida.

6 – Negocie suas contas de consumo: contas de telefone, internet, TV a cabo, anuidade do cartão de crédito e tarifas bancárias são gastos mensais que podem ser reduzidos quando praticamos a negociação. Enquanto negocia suas dívidas, esteja atento aos gastos mensais que podem ser reduzidos. Entenda que chegou a hora de sair do vermelho e todo esforço é válido neste momento.

7 – Corte os gastos desnecessários: de nada adianta negociar com os credores, reduzir as contas de consumo e manter gastos desnecessários. Neste sentido vale conscientizar toda família para um esforço conjunto. Vale fazer uma varredura dos serviços de internet, academia que está sendo paga sem uso e compras por impulso. O consumo mais consciente pode ajudar a família a voltar a ter equilíbrio financeiro.

Entenda que final do ano é o período ideal para fazer o balanço da sua vida, rever hábitos e adotar novas práticas financeiras. Estudar mais sobre educação financeira e melhorar sua habilidade para negociar podem lhe auxiliar a atingir a paz que você tanto procura.

Sobre os Especialistas:

As informações sobre a metodologia desenvolvida estão reunidas no livro Negociação 7.0 – Os sete passos do planejamento para uma negociação eficaz que acaba de ser lançado e está disponível na Amazon e na Hotmart. A obra foi escrita por:

Glauco Cavalcanti – É professor da FGV, palestrante, escritor e sócio fundador da GC-5 Negotiation Solutions, empresa especializada em treinamento corporativo que conta com um grupo de consultores de excelência na área de negociação . É PhD pela Florida Christian University, Mestre em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e Graduado em Administração de Empresas pela PUC-RJ.

Alfredo Bravo – É professor da FGV, palestrante, escritor e consultor com mais de 25 anos de experiência em Negociação, Vendas e TI . Atualmente é diretor comercial da Paragon TI, empresa que trabalha com projetos de sistema de informação envolvendo hardware, software e serviços. É Doutor em Administração pela Universidade Nacional de Rosário – UNR e Mestre em Sistemas de Gestão pela Universidade Federal Fluminense – UFF. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal Fluminense – UFF, tem MBA em Administração de Empresas e Negócios pela Fundação Getúlio Vargas – FGV.

Comentários Facebook
Continue lendo

CIDADES

ESTADO

POLÍTICA

ENTRETENIMENTO

Mais Lidas da Semana