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ES recebe mais 135 mil doses de vacinas contra a Covid-19

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O Espírito Santo recebeu, na manhã desta segunda-feira (03), uma nova remessa de doses de vacinas contra o novo Coronavírus (Covid-19). Para a 17ª pauta de distribuição, foram entregues 135.000 doses da Covishield (Oxford/Fiocruz). O Estado fará o envio de primeiras doses para pessoas com comorbidades (88.443 doses); gestantes e puérperas (15.013 doses); pessoas com deficiência permanente (14.500 doses) e mais um quantitativo de doses para trabalhadores da saúde e população quilombola.

Para as segundas doses, o Estado fará o envio de 5,6% de doses para pessoas de 70 a 74 anos com a remessa da Coronavac, que chegou no último sábado (01).

As doses foram encaminhadas à Central Estadual de Rede de Frio da Secretaria da Saúde (Sesa) para cadastramento. A distribuição terá início na tarde desta segunda-feira (03) para os municípios da Região Metropolitana e para as regionais de saúde norte, sul e Central.

Clique aqui e veja a tabela de distribuição das doses aos municípios capixabas desta segunda-feira (03).

Doses da Pfizer chegam ainda nesta segunda (03)

Segundo informações do Ministério da Saúde, 10.530 doses da Pfizer chegam ao Estado até o final do dia desta segunda-feira (03). As doses serão destinadas à Capital, seguindo as orientações do Plano Nacional.

A cidade de Vitória receberá o envio proporcional de doses para pessoas com comorbidades, com 24,9% de cobertura deste grupo. Devido às especificidades de armazenamento dos imunizantes, a Secretaria da Saúde acondicionará as doses em duas câmaras refrigeradas na Central Estadual de Rede de Frio, na qual a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) poderá fazer a retirada para os pontos estratégicos de vacinação ao longo da semana.

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MPES divulga nota a respeito do retorno das aulas presenciais

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Desde o início da pandemia de Covid-19, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) vem acompanhando todas as medidas adotadas pelo Governo Estadual, pelas prefeituras municipais e demais segmentos da sociedade para auxiliar nas ações de enfrentamento da pandemia e preservar os direitos constitucionais dos cidadãos. No decorrer desse acompanhamento, o MPES realiza reuniões e dialoga com diversos setores da sociedade.

Durante a decretação da quarentena e da situação de risco extremo em todos os municípios capixabas, no final de março, o MPES defendeu o fechamento das escolas e de outros setores, por se mostrar a medida mais eficaz, naquela circunstância, para frear o crescimento aceleradíssimo da contaminação, reduzir a lotação de UTIs por pacientes de Covid-19 e o número de mortos, o que se demonstrou acertado, diante das informações técnicas de que o quantitativo de óbitos seria muito maior.

Em razão dos novos indicadores apurados entre meados e o final de abril que apontavam a queda na transmissão, além da menor ocupação dos leitos de UTIs destinados à Covid-19, o MPES intensificou o diálogo, de forma virtual, com diversos segmentos da sociedade, ouvindo especialistas das áreas da saúde, representantes dos professores e profissionais da educação, dos pais e responsáveis de alunos, do Governo do Estado e dos municípios, para discutir a reabertura das escolas e o retorno das atividades escolares presenciais em municípios não incluídos na classificação de risco extremo.

Em paralelo, o MPES recebeu informações e documentos de diversas fontes em relação ao assunto, como o “Retorno Seguro nas Escolas”, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); a “Carta aberta às prefeitas e aos prefeitos eleitos (as) para que priorizem a reabertura segura das escolas”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), além do posicionamento Sociedade Espiritossantense de Pediatria (Soespe) e da Sociedade de Infectologia do Espírito Santo (SIES) em relação ao retorno presencial das atividades de Educação Infantil e do Ensino Fundamental no Estado, datado de 29 de abril de 2021. Esses documentos, em síntese, alertam para os impactos educacionais significativos do fechamento das escolas e para a acentuada defasagem na aprendizagem causada pela pandemia de Covid-19, o que também sempre foi objeto de atenção pelo próprio Ministério Público, ponderando todos os direitos fundamentais envolvidos.

Assim, o MPES, de forma apartidária e partindo de premissas científicas, tem buscado conciliar os interesses dos diversos setores ouvidos, inclusive do próprio Estado, responsável pelas diretrizes e políticas públicas de saúde e educação referentes à pandemia, buscando equilibrá-los.

Portanto, sopesando todos os riscos envolvidos, o Ministério Público entende que no atual cenário é possível fazer movimentação cautelosa, organizada e equilibrada para o retorno das aulas presenciais, desde que com o devido cumprimento de todos os protocolos sanitários para evitar o contágio da doença. O retorno deve propiciar segurança a todos os envolvidos, liberdade das famílias em escolher entre o modelo híbrido e presencial, em busca de um estágio de maior normalidade das aulas, a fim de promover o efetivo cumprimento do art. 6º da Constituição Federal, que consagrou a saúde e a educação como direitos fundamentais sociais.

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