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Escola supre 20% do consumo de água com sistema de reúso

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Além de ensinar em sala de aula lições fundamentais para a formação dos alunos sobre a preservação do meio ambiente, o Centro Educacional Leonardo da Vinci leva a teoria para a prática do dia a dia da escola com um sistema de gestão de águas que promove o aproveitamento desse recurso natural, suprindo cerca de 20% do consumo mensal médio da escola. Iniciativas como essas, ainda mais no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste sábado, dia 5, são muito bem-vindas.

Composto por reservatórios diversos, além de um conjunto de bombas e um gerador de energia elétrica, o sistema permite a captação, a reservação e o reúso da água de chuva coletada dos telhados, do excedente dos bebedouros, e das gotículas geradas por 21 aparelhos de ar-condicionado.

De acordo com o coordenador Administrativo da escola, Carlos Eduardo Muniz Gomes Júnior, a água de chuva e dos bebedouros, desde 2009, e dos ares-condicionados, a partir de 2016, é usada para molhar os jardins e lavar as quadras de esportes e os pátios da escola. “Além disso, ainda usamos uma máquina de limpeza que permite higienizar uma quadra inteira usando somente 40 litros de água”, acrescenta o coordenador.

Com todas essas ações e investimentos para racionalização do uso, Carlos informa que o consumo de água potável vinda diretamente da concessionária pública em um mês de aulas presenciais normais gira em torno de 450 metros cúbicos. “A água potável é necessária para o consumo humano, uso em chuveiros, na piscina, nas pias, nos refeitórios, etc. Caso não tivéssemos um sistema de reuso, esse valor seria 20% maior”, finaliza Carlos.

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Testei positivo e agora? Especialista dá dicas de como amenizar sentimentos negativos após resultado para Covid-19

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Saiba como lidar com a ansiedade e o medo da doença - Foto: Reprodução

Além das limitações devido ao isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19, a ansiedade e o medo que as pessoas sentem ao testar positivo para a doença podem ser fator a mais de preocupação para a família, amigos e até para os médicos. Apesar das ferramentas de enfrentamento emocional que todos dispõem diante de situações difíceis, há quem evolua para um quadro de estresse emocional, que tem repercussões em todo o corpo, como possível comprometimento da imunidade e outros desequilíbrios hormonais.

Segundo o coordenador do curso de Psicologia da Faculdade Pitágoras, ‎Bruno da Silva Campos, a saúde mental da população tem sido afetada pelo medo, angústia, isolamento, pela divergência de informações e pela ansiedade de não saber como a doença se desenvolverá.

Por mais que as pessoas tentem, o especialista diz que é inevitável sentir raiva, medo, se entristecer e perder as esperanças, porque são condições emocionais esperadas diante do luto e de tantas notícias ruins e casos de mortes. Ele afirma que é fundamental diferenciar reações emocionais esperadas das que podem indicar um comprometimento mais grave que necessite de acompanhamento profissional.

Entre os sintomas de alerta estão: dificuldade para dormir que não passa, mesmo com a superação da doença, tristeza, sensação de falta de ar, tremores, cansaço, coração acelerado, suor excessivo, mãos frias e suadas, boca seca, tontura e até náuseas, que comprometam a qualidade de vida e as funções da pessoa no dia a dia.

Segundo uma pesquisa recente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de ansiedade e estresse neste período de quarentena tiveram um aumento de 80%. Outro levantamento feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e Unicamp, chegou a conclusões semelhantes. Foram entrevistadas cerca de 45 mil pessoas. Grande parte desse grupo, 40%, disse ter sentido tristeza ou depressão, e 54% se declararam ansiosos/nervosos com frequência.

O coordenador da Faculdade Pitágoras explica que uma das causas da ansiedade pode vir da perda do corpo saudável e das dúvidas sobre quando o recuperará e se o recuperará da mesma forma que antes. Bruno Campos lembra que a Covid-19 trouxe um novo desafio que é o adoecer de forma solitária.

“O isolamento absolutamente necessário para o paciente positivo o deixa exposto aos piores pensamentos, que são agravados pela solidão e a preocupação em contaminar outros membros da família. Quem está infectado e não pode sair de casa ou ter contato com outras pessoas , além dos sintomas físicos, costumam sentir medo de como a doença irá evoluir e ainda de infectar familiares”, comenta o especialista.

Além disso, uma das únicas distrações durante o período de isolamento, em geral 14 dias, é a televisão, em que a maioria das notícias é ruim. A angústia de ter ou não vacina suficiente para todos também se soma aos itens de preocupação, afinal ser infectado em um momento em que já há vacina costuma deixar as pessoas apreensivas.

O psicólogo explica que a ansiedade não é doença e sim um transtorno misto com sintomas físicos e emocionais produzidos também pela presença excessiva e invasiva de pensamentos negativos quanto ao futuro, que causa o medo e faz as pessoas sofrerem por antecipação. Para amenizar, ele sugere valorizar e viver o presente, deixar de pensar demais no futuro, no que irá ou não acontecer.

“Essa orientação é fácil de ser passada, mas difícil de ser vívida, pois queremos nos ver livres de todo essa situação. Então, a dica que vale é: seguir a orientação médica e focar nas questões positivas, coisas simples do dia a dia mesmo e não ter qualquer receio em pedir ajuda. Ao perceber que o tempo passou e não conseguiu se sentir bem, talvez seja o momento de uma avaliação profissional”, diz.

Bruno Campos ressalta que é importante manter uma rotina saudável, com hábitos de higiene pessoal, prática de exercícios físicos e alimentação regrada, mas se ainda assim houver crises de ansiedade como dificuldade para dormir, trabalhar e/ou estudar vale procurar ajuda especializada, mesmo à distância. Ele explica que o efeito da terapia virtual é o mesmo. É muito importante procurar ajuda se os sintomas se intensificarem”, finaliza.

*Dicas para amenizar o medo e a preocupação excessiva*

– Aproveitar o tempo para desenvolver novas habilidades, novos hobbies

– Evite excesso de redes sociais e noticiários

– Levante, tome banho, se arrume, tente dormir e acordar no mesmo horário, a rotina contribui para a sensação de autocontrole

– Diminua consumo de bebidas alcóolicas e cafeína (café, refrigerantes de cola), especialmente após às 17 horas

– Coma alimentos saudáveis

– Crie ocasiões divertidas com as pessoas que moram com você, procurem falar de outros assuntos além da doença; falar sobre os planos para quando tudo isso passar

–  Pensamentos ruins podem ser aliviados com a percepção da realidade: que você continua sendo um indivíduo com aspectos saudáveis, que você não é sua doença.

–  Esforço diário para adaptar sua vida à nova realidade, valorizando as conquistas e não somente as perdas.

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