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Estratégia de combate à Covid-19 precisa ser repensada, diz Teich

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Ex-ministro da Saúde Nelson Teich

Ex-ministro da Saúde Nelson Teich. Foto: Erasmo Salomão/MS

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse neste domingo (12) em entrevista à GloboNews que a estratégia do governo federal de combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), precisa ser repensada. Teich deixou o comando da pasta no dia 15 de abril, menos de um mês após assumir o cargo.

Para o antigo ministro, a pasta sofre com a falta de informação e inteligência. Para Teich, no entanto, essa deficiência se dá por conta do comportamento que a Covid-19 tem. “Ela é uma doença que muda todos os dias. A cada dia é uma nova dinâmica. A gente precisa ficar em um processo de eterna reformulação de estratégia”, afirmou Teich.

Ainda de acordo com o médico, isso mostra as fragilidades que o sistema de monitoramento e gestão tem na pandemia do novo coronavírus. “Uma das fragilidades, até para você conseguir liderar e coordenar, é ter informação. Se eu não sei o que acontece na ponta, eu não consigo entender o que está acontecendo ao longo do caminho e eu não consigo planejar, eu não consigo reestruturar”, disse o ex-ministro.

Um dos exemplos que Teich citou foi a dificuldade em saber qual era a diferença nas taxas de mortalidade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em cada região do Brasil.

“E o que fazia com que a mortalidade fosse diferente? Eram os profissionais, era o equipamento, era alguma estratégia de tratamento que acontecia em determinado lugar? Se eu tivesse essa informação eu poderia saber quem performa melhor, quem trata melhor e essa pessoa seria uma referência para o resto do sistema”, completou.

Nesse sentido, o médico explica que, caso essas informações estivessem disponíveis, as boas práticas poderiam ser aplicadas em todas as regiões. Essa estratégia, no entanto, foi um dos principais pontos de críticas de Teich no combate à Covid-19. Ele dizia que nenhuma região do Brasil era igual, por isso as medidas de enfrentamento não poderiam ser as mesmas.

“Quando você descentraliza sem informação e sem coordenação, você tem muita fragmentação. E o que é fragmentado é ineficiente”, afirmou.

Questionado sobre a forma como conduziu o ministério, Teich disse que poderia ter tido um desempenho melhor na comunicação com a sociedade e com integrantes do governo. “Uma coisa que eu estava muito preocupado era com a polarização que eu peguei com naquele momento e acabei deixando de fazer uma comunicação adequada”, avaliou o ex-ministro.

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Mesmo com ‘pessoas cansadas’, isolamento continua em SP, diz Gabbardo

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Secretário-executivo do Ministério da Saúde João Gabbardo
José Dias/PR

“População tem ficado receosa de sair”, afirmou Gabbardo


Nesta segunda-feira (27), João Gabbardo Reis, secretário-executivo do Centro de Contingência do Combate ao Coronavírus em São Paulo, voltou a afirmar que o estado continua com as medidas de isolamento social vigentes, mesmo diante do avanço no Plano SP de reabertura . Os  critérios usados para controlar a pandemia no estado foram alterados hoje.


Em entrevista à CNN, Gabbardo afirmou que as pessoas estão “cansadas, fatigadas desse período de quarentena” em todo estado. No entanto, ele reforçou as necessidades restritivas atuais e informou que ” distanciamento social prevalece em todo o estado”.

“O uso da máscara é obrigatório, as orientações para que as pessoas com mais de 60 anos ou doenças crônicas não saiam de suas residências, a não ser em situações excepcionais de muita necessidade. As reivindicações de ações que possam gerar aglomerações todas elas são negadas. Essas medidas continuarão valendo para todo o estado”, informou.

O secretário também deu entrevista à TV Globo na manhã de hoje, onde esclareceu os próximos passos do estado diante do plano de reabertura.

Gabbardo informou que espera que a capital paulista leve mais um mês para atingir a Fase 4 – Verde , a penúltima do Plano SP. Com isso, os estabelecimentos não terão restrição de horário de funcionamento, mas terão de diminuir a capacidade, o que o secretário não vê como desafio “porque a população tem ficado receosa de sair”.

“Passando para essa fase verde, além dessa ocupação, vão ficar com restrições eventos que envolvem aglomerações, isso só será possível mais adiante, na fase azul”, concluiu Gabbardo.

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