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Estudante capixaba conquista dois prêmios em feira de jovens cientistas

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Com pesquisa sobre o uso da inteligência artificial para automatizar o diagnóstico por ressonância magnética, Lara Gomes Chieppe ganhou o Prêmio Estreante Destaque e ficou com o segundo lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra.

Inquieta por descobrir que, apesar de 94% das unidades públicas de saúde do Brasil terem computador e acesso à internet, apenas 6% dos hospitais da Região Sudeste, que apresenta o índice mais alto, utilizam inteligência artificial para otimizar diagnósticos, a estudante capixaba Lara Gomes Chieppe decidiu desde fevereiro deste ano, por conta própria, pesquisar mais sobre o assunto. O resultado foi a elaboração da pesquisa “Algoritmo de Inteligência Artificial DenseNet para a Automação da Diagnose de Doenças Detectáveis por Imagens de Ressonância Magnética”, reconhecida recentemente na última Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC), com o Prêmio Estreante Destaque e o segundo lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra.

Com 17 anos e cursando a 3ª série do Ensino Médio do Centro Educacional Leonardo da Vinci, Lara analisou em seu estudo a possibilidade de automatizar o processo de diagnose de tumores cerebrais por meio da análise de imagens de ressonância magnética, que muitas vezes é um trabalho repetitivo. “Com isso, se reduziria o tempo de identificação da situação, garantindo que o tratamento comece mais rapidamente, o que minimizaria o índice de mortalidade, e permitiria que o médico focasse mais na promoção do bem-estar do paciente”, explica.

De acordo com a estudante, isso pode ser feito por meio do “treinamento” de um algoritmo, a partir do fornecimento de um conjunto de dados reais, que alcançou precisão diagnóstica superior a 90%. “Essa tecnologia é financeiramente acessível e pode ser processada em computadores comuns, apesar de em equipamentos mais robustos rodar com mais eficácia. Futuramente, também pode ser criado um aplicativo de uso intuitivo, que poderia ser amplamente baixado nas máquinas de hospitais”, cogita.

A motivação da aluna para se dedicar ao tema veio de casos de câncer na família e do sonho de cursar Engenharia Elétrica em alguma universidade dos Estados Unidos. “Com o objetivo de participar de processos seletivos no exterior, sempre procurei enriquecer meu currículo com atividades extracurriculares que são valorizadas lá. A Feira foi uma experiência enriquecedora. Não tinha expectativa de ganhar, mas torcia pelo melhor. Escolhi este tema por que sempre passou em minha mente o quanto poderíamos detectar com mais certeza e menor tempo as doenças, prolongando assim a vida do paciente”, explica a jovem, que também é estudante do programa High School, equivalente ao Ensino Médio americano, do Centro Educacional Leonardo da Vinci.

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MPES obtém liminar para o não pagamento de reajuste de plano de saúde para quem tem mais de 60 anos

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Uma liminar obtida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) em desfavor da Unimed prevê que operadora de plano de saúde adeque os contratos vigentes modificando cláusula que disponha: “Os clientes com idade a partir de 61 anos e que tiverem permanecido como contratantes de um dos planos de saúde administrados pela operadora por pelo menos 10 anos consecutivos, estarão isentos do aumento decorrente de modificação de faixa etária”.

A Ação Civil Pública (ACP) foi proposta pelo 35º promotor de Justiça Cível de Vitória e se refere a contratos antigos, em que ainda havia o reajuste por faixa etária aos 60 anos ou mais. No entanto, muitos consumidores ainda possuem o contrato com esta versão.

Deste modo, foi determinado, em sede liminar, que a Unimed adeque os contratos vigentes para modificar a cláusula de modo que passe a constar que tal isenção é aplicável a todos os consumidores com idade acima de 60 anos, inclusive aqueles que acabaram de completar 60 anos de idade, bem como a suspensão da cobrança de reajuste por faixa etária aos consumidores que completaram 60 anos de idade e que, naquele momento, mantinham contrato com a operadora há mais de 10 anos.

A decisão liminar também prevê a obrigatoriedade de a Unimed juntar aos autos todos os contratos e listagem dos consumidores que se encontraram nessa situação. Além disso, fica a operadora de plano de saúde obrigada a divulgar essa decisão aos consumidores pelas formas mais amplas, inclusive no site e redes sociais próprios.

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