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Fiocruz aposta em vacinação contra Covid-19 a partir de 2021

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Agência Brasil

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Vacinação contra a Covid-19 pode acontecer em fevereiro de 2021

Pesquisadores da Fiocruz apostam em vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico. A partir daí, a produção nacional das doses poderá garantir imunização à população em geral, afirma a vice-diretora de Qualidade da Bio-Manguinhos (Fiocruz), Rosane Cuber Guimarães.

Os recentes resultados de pesquisas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina contra a Covid-19 elevaram o nível de otimismo em todo o mundo que, desde dezembro do ano passado, observa o alastramento do novo coronavírus, causador da doença, em todas as regiões. As pesquisas das fases 1 e 2, exigidas pelo procedimento científico, descartaram efeitos adversos graves provocados pela vacina. Foram registrados relatos de pequenos sintomas, como dores locais ou irritabilidade, aceitos em vacinas contra outras doenças.

O Brasil foi um dos países escolhidos para participar da Fase 3 dos estudos, que testa a eficácia da vacina. Os testes, que estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições parceiras, envolvem 5 mil voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A expectativa é detectar a capacidade de imunização das doses e, a partir daí, a Fiocruz – parceira brasileira nas pesquisas de Oxford – receberá autorização para importar o princípio ativo concentrado, que será convertido inicialmente em 30 milhões de doses a serem aplicadas em parcela da população brasileira.

Rosane Guimarães disse ao programa Impressões , da TV Brasil , que vai ao ar neste domingo (26), às 22h30, que, em dezembro deste ano, o Brasil receberá 15 milhões de doses e, em janeiro, mais 15 milhões de doses.

“Estamos recebendo agora apenas 30 milhões de doses porque precisamos, antes de liberar a vacina, ter certeza da comprovação da eficácia dela. Então nós adquirimos 30 milhões de doses no risco e, se a vacina se comprovar eficaz, vamos receber mais 70 milhões de doses, totalizando, para o país, no primeiro ano, 100 milhões de doses de vacinas”, disse.

A Bio-Manguinhos será responsável pela transformação do princípio ativo e fará a formulação final das vacinas, além de envasar, rotular e entregar o material para que o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde faça a distribuição. As primeiras doses devem ser destinadas aos grupos de risco, como profissionais de saúde e pessoas idosas, mas isso ainda está em debate.

Caso as previsões se confirmem, a expectativa é que o país passe a produzir nacionalmente a vacina a partir do segundo semestre de 2021. “Paralelamente a isso, precisamos avaliar se será necessária apenas uma dose da vacina, se serão necessárias duas doses, se será necessário revacinar. São perguntas para as quais ainda não temos respostas. Os estudos vão continuar”, disse a especialista em vigilância sanitária.

Segundo Rosane, a vacina está em um excelente caminho e avançou rapidamente porque Oxford já trabalhava com o mesmo adenovírus de chimpanzé que está sendo usado nas pesquisas, um vírus que não causa doença em seres humanos.

Rosane explicou que a vacina carrega uma sequência do RNA do coronavírus e da proteína spike, que pode garantir que um organismo produza anticorpos. “Eles fizeram testes nessa plataforma [utilizando esse princípio] para Mers [síndrome respiratória do Médio Oriente] e para ebola. Eles já tinham grande parte do que é necessário para produção da vacina, preparado, o que já foi um acelerador. Outra coisa é que, neste momento de pandemia, os estudos clínicos foram facilitados e houve colaboração entre os países.”

Mesmo com os indicativos positivos, Rosane alerta que a pandemia não vai ser resolvida de uma hora para outra. “Acreditamos que, em 2021, ainda não se consiga vacinar completamente toda a população. Nossa orientação é que enquanto a vacina não sai, ou ainda estiver sendo aplicada, que as pessoas mantenham as orientações que já existem hoje: uso da máscara, lavar as mãos, evitar aglomeração, distanciamento. Ainda temos que continuar convivendo com esses cuidados até que todas as respostas sejam dadas pela vacina.”

A possibilidade de um revés é praticamente descartada pela pesquisadora. Segundo Rosane, a Fase 3 dos estudos pode, sim, apontar um grau de imunização de mais de 90%. “Se for maior, a gente consegue relaxar um pouco”, mas há riscos de que essa eficácia atinja níveis de apenas 50% ou 70%. “Vamos ter que fazer mais estudos e talvez buscar uma vacina com potencial maior, mas já será um alento se tivermos uma vacina com mais de 70%.”

Atualmente, o Brasil é terreno fértil para a pesquisa por ocupar o segundo lugar entre os países com maior número de casos da covid-19.

Há outras empresas trazendo vacinas para o Brasil. Um exemplo é a pesquisa desenvolvida pela parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac, com sede em Pequim. Nas próprias instalações da Bio-Manguinhos, cientistas brasileiros desenvolvem dois estudos, que estão ainda em fase pré-clínica, com experimentos em animais.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

98,3% de todos os municípios brasileiros já têm casos confirmados de Covid-19

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Agência Brasil

pessoas de máscara na rua

Movimento nas ruas de Guarulhos, São Paulo. Ricardo Filho/iG Guarulhos

Apenas 95 dos 5.568 municípios brasileiros ainda não registraram casos confirmados de Covid-19 até o momento. Isso equivale a 1,7%, segundo dados do Ministério da Saúde computados até ontem (24).

As cidades livres de covid-19 estão distribuídas em dez estados: São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Goiás e Bahia. Minas é o estado com mais municípios nesta situação, mas é também o com mais cidades em todo o país (853).

UF Municípios
Bahia Brotas de Macaúbas, Érico Cardoso, Matina, Novo Horizonte, Tanque Novo
Goiás Água Limpa, Aporé, Novo Planalto, São Miguel do Passa Quatro
Maranhão Lagoa do Mato
Minas Gerais Água Boa, Alagoa, Angelândia, Antônio Prado de Minas, Aracitaba, Araponga, Areado, Berizal, Bertópolis, Botumirim, Camacho, Campo Azul, Canaã, Cantagalo, Carvalhos, Casa Grande, Cedro do Abaeté, Claro dos Poções, Coluna, Conceição do Pará, Consolação, Coronel Murta, Cristália, Dom Viçoso, Dores do Turvo, Fama, Franciscópolis, Gameleiras, Gonçalves, Grupiara, Ibertioga, Ibitiúra de Minas, Itacambira, Itambé do Mato Dentro, Jacuí, Leme do Prado, Liberdade, Marilac, Marmelópolis, Miravânia, Olhos-d’Água, Oliveira Fortes, Patis, Paulistas, Pedras de Maria da Cruz, Pedro Teixeira, Pequeri, Piau, Ponto Chique, Queluzito, Rio Doce, Santana do Garambéu, Santana do Riacho, Santana dos Montes, Santo Antônio do Itambé, São João do Pacuí, São Sebastião do Rio Verde, São Tomé das Letras, Sapucaí-Mirim, Seritinga, Setubinha, Soledade de Minas, Tapiraí, Umburatiba, Vargem Bonita, Vargem Grande do Rio Pardo, Verdelândia, Veredinha
Mato Grosso do Sul Figueirão e Japorã
Paraíba Ouro Velho e São Domingos
Paraná Bom Sucesso do Sul
Rio Grande do Sul Aceguá, Carlos Gomes, Dois Irmãos das Missões, Novo Xingu
Santa Catarina Barra Bonita, Capão Alto, Major Vieira, Matos Costa, Painel, Urupema
São Paulo Monte Castelo e Santa Mercedes

Na última semana epidemiológica (29ª), 4.523 municípios informaram casos novos, sendo 490 apenas 1, 3.598 entre 2 e 100, 397 entre 101 e 1000 e 38 relataram mais de 1.000 novas pessoas infectadas na semana.

Já mortes em função da Covid-19 foram notificadas em 59% das cidades brasileiras, 3.281. Na última semana epidemiológica, 225 novos municípios entraram para este grupo. Nesta semana epidemiológica, 1.469 localidades tiveram novos óbitos, sendo 749 com 1 óbito, 612 com 2 a 10 mortes, 85 com 11 a 50 e 19 localidades com mais de 50 vítimas fatais nos sete dias.

A interiorização da pandemia já vem sendo mostrada pelos dados consolidados pelo Ministério da Saúde nas últimas semanas. Há três meses, na semana epidemiológica 17, 17% dos casos estavam no interior e 83% nas regiões metropolitanas.

Há um mês houve o emparelhamento das duas áreas. Desde então vêm ocorrendo um crescimento de novas pessoas contaminadas, com a distribuição na última semana ficando em 57% no interior e 43% nas regiões metropolitanas.

As mortes, contudo, ainda são maioria nos grandes centros. Conforme o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado nesta semana, 55% dos óbitos desde o início da pandemia ocorreram em cidades de regiões metropolitanas enquanto 45% foram oriundos de outras localidades.

Fonte: IG SAÚDE

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