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Grupo BIG é multado em R$ 5 milhões por caso de jovem escalpelada em kart

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Débora Dantas abriu processo indenizatório contra o Grupo BIG arrow-options
Ed Wanderley

Débora Dantas abriu processo indenizatório contra o Grupo BIG

O Grupo BIG recebeu nesta quinta-feira (16) a maior multa já aplicada pelo governo do estado de Pernambuco como resultado de um processo do Procon. A empresa foi autuada em R$ 5 milhões pelo caso de Débora Dantas, jovem de 19 anos que  teve o couro cabeludo arrancado em um acidente de kart .

O incidente ocorreu em uma pista que fica no estacionamento do supermercado Walmart, que pertence ao Grupo BIG, no bairro de Boa Viagem, em Recife. A Adrenalina Kart Racing também foi multada no mesmo valor. Eles têm dez dias para recorrer.

O advogado de Débora, Eduardo Barbosa, afirmou que a decisão é um ” marco histórico “. A jovem comemorou: “Hoje eu vi que eu não estou sozinha. Eu estou feliz por isso. A minha satisfação vem de muitos lugares e principalmente por saber que tem tantas pessoas boas me apoiando. É uma luta que não é só minha. Todos nós merecemos esse respeito. Eu estou muito feliz!”.

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O processo administrativo aberto pelo Procon foi endossado pelo governo do estado. Débora havia se reunido com o governador Paulo Câmara (PSB) e com o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico e a secretária estadual da Mulher, Silvia Cordeiro antes do anúncio.

Interrupção do tratamento

No início desta semana, a jovem  denunciou o supermercado pela interrupção repentina de pagamento de seu tratamento médico, que vinha sendo custeado integralmente pela empresa desde o começo.

O advogado Eduardo Barbosa acredita que a multa milionária terá impactos também no processo indenizatório e na retomada do pagamento do tratamento médico. 

Débora Dantas e Pedro Eurico arrow-options
Reprodução/Instagram Débora Stefanny Dantas

Débora Dantas após reunião com o secretário Pedro Eurico

O secretário de Justiça disse ao G1 que a rede de supermercado foi convocada para prestar esclarecimentos sobre o caso e, se não responder, o Estado deve tomar medidas judiciais. “No caso de Débora, há um dano grave à saúde dela. Para nós, o fundamental é garantir o tratamento”, afirmou Pedro Eurico.

Débora Dantas já  passou por mais de 20 cirurgias para reconstrução do couro cabeludo, mas seu tratamento ainda deve demorar anos para ser concluído. Os dois próximos procedimentos estavam previstos para acontecer nos dias 6 e 14 de janeiro deste ano, mas dias antes de viajar para Ribeirão Preto, onde realiza o tratamento, ela foi surpreendida com a informação de que o supermercado só continuaria a pagar pelo tratamento caso ela assinasse um termo eximindo-os de culpa. 

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Quando o caso veio à tona, o Grupo BIG divulgou uma nota na qual afirmava ter se surpreendido com as declarações de Débora Dantas e seu namorado, Eduardo Tumajan, acerca do caso. A empresa afirmou que não havia suspendido o pagamento, mas sim elaborado um novo cronograma para a realização dos próximos passos do tratamento. O advogado de Débora, porém, afirma que sua cliente nunca recebeu o tal cronograma.

Procurado pela reportagem, o Grupo BIG ainda não se manifestou sobre a autuação do Procon.

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Policial de folga saca arma durante discussão e agride motoboy no DF

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Policial sacou arma enquanto discutia com motoboy arrow-options
Reprodução

Policial sacou arma enquanto discutia com motoboy


Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um policial militar agredindo um motoboy  após desentendimento. O incidente aconteceu no útlimo domingo (19), em frente ao prédio de um condomínio na região de Taguatinga, em Brasília. No vídeo, o entregador  se recusa a retirar sua moto da porta do edifício e é agredido.

Morador do prédio, o policial , que não estava a serviço no instante da discussão, exigiu que o entregador tirasse a moto, por conta do local ser uma área particular. Em dado momento mais acalorado do vídeo, o policial intima o motoqueiro para briga.

Após o entregador tentar filmar a ação com seu celular, o policial empurra o motoboy que estava sentado e tira a arma do bolso e manda, “Tira essa moto daqui”, disse o agente de segurança.

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Indignado com o tratamento, o entregador relata em um vídeo feito por ele que só estava ali para entregar uma encomenda, mas que estava sendo ofendido.

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” A portaria desse prédio está me tratando mal. O policial ali (aponta para o PM) chegou me batendo, arrastando um revólver e dizendo que era um bosta, que sou um lixo”, afirmou no vídeo divulgado pelo Correio Braziliense.

“Atitude suspeita”

A Policia Militar do Distrito Federal relatou em nota oficial que foi chamada pelo próprio policial e pelo síndico do prédio “devido à atitude agressiva e suspeita de um homem que, segundo eles, estava com um volume na cintura em frente ao prédio. Tratava-se de um entregador que já havia finalizado seu serviço e se recusava a ir embora e retirar sua motocicleta da entrada do edifício, local impróprio para estacionamento”.

A nota ainda explica que a polícia vai analisar o caso e que o entregador possui várias passagens pela polícia. O registro da ocorrência foi feito pelo próprio policial, na 12ª Delegacia de Polícia, em Taquaritinga. O motoboy também prestou depoimento na delegacia, além de testemunhas envolvidas no ocorrido.

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