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Saúde

Higienização correta das residências contribui para combater coronavírus

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Mistura de água sanitária e água comum ajuda a eliminar gotículas do vírus em superfícies
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A higienização correta das residências contribui para combater o novo coronavírus (Covid-19). Isso porque a aplicação de produtos higienizadores elimina gotículas do vírus que podem se acumular na superfície de materiais.

Para ambientes e objetos, a mistura de água sanitária e água comum é muito eficaz. “O desinfetante contém em sua formulação o hipoclorito de sódio, que, por sua vez, gera cloro ativo, que ataca e inativa o coronavírus”, explica Fábio Gava, gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Cachoeiro.

Entretanto, as pessoas devem ficar atentas ao uso correto de produtos de limpeza. “Não adianta usar a água sanitária pura, tem que ser diluída em água para haver o efeito esperado e, inclusive, evitar o efeito contrário”, ressalta Gava.

A concentração mais comum da água sanitária usada no combate ao novo coronavírus para higienizar objetos é uma solução com 10 ml do produto para 1 litro de água. Neste caso, pode ser aplicado com borrifadores ou pano limpo.

Essa solução pode ser usada para higienizar embalagens e superfícies de chaves, maçanetas, corrimãos, torneiras e interruptores. Pode ser aplicado, também, em móveis, como camas, aparadores, cabeceiras, cadeiras e escrivaninhas, e nos banheiros, em pias, vasos sanitários, aparadores, torneiras e azulejos.

Já para a limpeza e higienização de pisos, calçadas e objetos que têm contato direto com o solo, como base de bengalas e de andadores, pneus e sola de calçados, a solução deve conter 50 ml de água sanitária para 1 litro de água. Para preparar maiores quantidades, multiplique na mesma proporção.

Outra orientação é o uso de luvas não descartáveis durante a aplicação, por se tratar de um produto que pode causar irritações quando em contato com a pele.

Água, sabão e álcool

No caso de vestimentas e roupas de cama, devem ser utilizados água e sabão, dentro dos padrões indicados no produto. O mesmo vale para a higiene pessoal – nesse caso, o uso de álcool em gel 70% é uma alternativa para quando não houver possibilidade de uso de água e sabão.

Aplicação em áreas públicas

O hipoclorito de sódio também está sendo aplicado pela Prefeitura de Cachoeiro para higienização de vários locais públicos. As áreas higienizadas incluem unidades básicas de saúde (UBS), Centro de Saúde Paulo Pereira Gomes (PPG), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Marbrasa, Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa Sul), além de hospitais e diversos abrigos de ônibus.

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Saúde

Cidades do interior podem propagar Covid-19 como capitais, aponta estudo

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Pixabay/Tumisu

A expectativa é que os resultados do estudo possam apoiar decisões de intervenção na mobilidade entre cidades durante a atual pandemia da Covid-19 e em futuras epidemias

O potencial de propagação da COVID-19 em cidades como Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, equivale ao das capitais de alguns estados do país.

Os três municípios são cidades-polo, com grande concentração de indústrias, comércio e serviços, e têm importância estratégica na dinâmica de mobilidade regional, medida pelas fortes conexões que possuem com diversos outros municípios em termos de fluxo de pessoas. Por isso, desempenham um papel central no processo de interiorização de casos de COVID-19 no país, aponta um estudo feito por pesquisadores das universidades Federal de Ouro Preto (UFOP) e Estadual Paulista (Unesp), campus de São José dos Campos, em colaboração com colegas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

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Resultado de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, o estudo foi publicado na plataforma medRxiv , ainda sem revisão por pares.

“Essas cidades podem ajudar a acelerar e amplificar a interiorização da epidemia de COVID-19 ao servir de atalho para a propagação da doença para diversos outros municípios com os quais têm conexões”, diz à Agência FAPESP Leonardo Bacelar Lima Santos , pesquisador do Cemaden.

Para identificar as cidades brasileiras mais vulneráveis à disseminação do SARS-CoV-2, os pesquisadores analisaram a mobilidade entre municípios das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, baseada em uma abordagem de redes.

As redes de conexão entre municípios foram construídas a partir de dados de mobilidade terrestre obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fornece informações sobre os fluxos de pessoas entre as cidades por diversos modais.

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As cidades foram representadas nas redes por nós e as conexões entre elas como arestas (segmentos de encontro dos nós).

Por meio de ferramentas matemáticas foram medidos o número de municípios aos quais uma cidade está conectada – para avaliar o número de destinos possíveis de novos casos da doença -, a força da conexão, em termos de fluxo de pessoas, e a centralidade delas na rede.

Os resultados indicaram que cidades como Campina Grande, na Paraíba, Feira de Santana, na Bahia, e Caruaru, em Pernambuco, têm forças de conexão mais altas do que as capitais de alguns estados do país.

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Algumas cidades do Estado de São Paulo, como Ribeirão Preto, Jundiaí, Sorocaba, Piracicaba e Presidente Prudente, também figuraram em posições mais altas em todas as medidas analisadas.

Ao comparar os resultados das medidas com os casos confirmados de COVID-19 no Brasil até 1º de maio, os pesquisadores constataram que a força da conexão é a métrica que apresenta a melhor correspondência com a disseminação da doença no país. As cidades com maior força de conexão também são, em média, as que primeiro registraram casos de infecção pelo SARS-CoV-2.

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“Dados de mobilidade são fundamentais para pesquisas em desastres e em estudos de disseminação de doenças. As pessoas impactadas por um alagamento, por exemplo, não só moram na região alagada, mas também transitam por aquelas áreas em seus deslocamentos para o trabalho”, afirma o pesquisador, que atualmente faz estágio de pesquisa na Humboldt University, na Alemanha, com bolsa da FAPESP.

Interiorização da doença

Os pesquisadores também conseguiram quantificar o limiar de conexão das cidades que as torna mais suscetíveis a registrar casos de COVID-19 no país ou influenciar na disseminação da doença.

No início da pandemia no país, em março, eles observaram que esse limiar era bastante alto – na média, as cidades precisavam ter um alto fluxo de pessoas para registrar casos de COVID-19. A partir de meados de abril, o limiar passou a ser menor.

“Essa é uma possível assinatura do processo de interiorização da COVID-19 no país. Hoje, cidades que têm menor fluxo de pessoas já correm um risco significativo de registrar casos da doença porque têm conexões com cidades que são polos regionais”, avalia Santos.

Os pesquisadores pretendem analisar futuramente também os dados de mobilidade aérea e fluvial para avaliar a dinâmica de mobilidade entre cidades da região Norte do país, especialmente na Amazônia.

A expectativa é que os resultados do estudo possam apoiar decisões de intervenção na mobilidade entre cidades durante a atual pandemia da COVID-19 e em futuras epidemias.

“Como, infelizmente, estima-se que poderão ocorrer novas ondas da epidemia no país, os dados do estudo podem ser um recurso para predizer quais cidades têm alta probabilidade de registrar novos casos e orientar ações preventivas”, afirma Santos.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND . Leia o original aqui .

Fonte: IG SAÚDE

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