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Comportamento

Histórias e tambores embalam projeto quilombola em Monte Alegre

Desde o mês janeiro, as crianças e os adolescentes da comunidade quilombola de Monte Alegre, no interior de Cachoeiro de Itapemirim, têm a oportunidade de aprender mais sobre sua cultura, sua história e os costumes de seus antepassados. Durante todo o ano de 2019, o local sedia o projeto “O som de Monte Alegre”, que […]

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Desde o mês janeiro, as crianças e os adolescentes da comunidade quilombola de Monte Alegre, no interior de Cachoeiro de Itapemirim, têm a oportunidade de aprender mais sobre sua cultura, sua história e os costumes de seus antepassados. Durante todo o ano de 2019, o local sedia o projeto “O som de Monte Alegre”, que tem como foco principal reforçar a difusão dos conhecimentos quilombolas tradicionais aos mais jovens.

Uma vez por mês é realizada uma roda de conversa entre as mestras do caxambu “Santa Cruz” Maria Laurinda Adão, Adevalmira Adão Felipe e Neuza Gomes Ventura e os integrantes mais novos do grupo, que garantirão sua continuidade. Ao final, sempre é formada uma roda de caxambu, e, assim, as crianças e os adolescentes têm um momento prático de aprendizagem.

“Esse projeto, com certeza, contribui para a redução do preconceito sofrido pelos praticantes do caxambu, tanto pelo fato de serem negros quanto pelo caxambu ainda ser estritamente identificado com as religiões de matrizes africanas. Além disso, proporciona maior propagação dessa cultura tradicional para além do quilombo”, afirma Fátima Buzatto, turismóloga, secretária da EMEB Monte Alegre e uma das organizadoras do projeto.

O grupo de caxambu “Santa Cruz” de Monte Alegre tem mais de 130 anos de fundação, está em atividade até os dias de hoje e é certificado pelo IPHAN como Patrimônio Imaterial do Brasil. Ele é liderado há mais de 50 anos pela mestra Maria Laurinda Adão, e conta com a participação de vários moradores da comunidade. O ponto alto dos festejos do “Santa Cruz” ocorre anualmente em 13 de maio, quando é realizada no local a festa “Raiar da Liberdade”, em que o grupo, juntamente com seus convidados, relembra e celebra o fim da escravidão no Brasil.

As edições do projeto “O som de Monte Alegre” ocorrem mensalmente e são totalmente gratuitas e abertas à visitação popular. O encontro de abril ocorrerá no próximo sábado (6), às 19h, em Monte Alegre. O projeto é financiado pelo Funcultura, da Secretaria de Estado da Cultura – Secult, por meio do Edital 13 – Seleção de Projetos Culturais de Educação Patrimonial no Estado do Espírito Santo.

Como chegar

Seguir pela BR482 (sentido Cachoeiro x Alegre) e virar à direita no trevo de Burarama. Após a sede do Incaper, virar à direita e seguir por mais 8 km de estrada não pavimentada (que passa por dentro da Floresta Nacional de Pacotuba) até a comunidade de Monte Alegre.

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Comportamento

Deputados capixabas aprovam uso do nome afetivo de crianças em processo de adoção

Os deputados aprovaram, nesta quarta-feira (9), o Projeto de Lei (PL) 63/2019, que determina que os registros de instituições escolares, de saúde, cultura e lazer deverão conter um espaço para o uso do nome afetivo. O nome afetivo é aquele pelo qual a criança ou adolescente se reconhece, mas que ainda não foi oficializado, pois […]

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Os deputados aprovaram, nesta quarta-feira (9), o Projeto de Lei (PL) 63/2019, que determina que os registros de instituições escolares, de saúde, cultura e lazer deverão conter um espaço para o uso do nome afetivo. O nome afetivo é aquele pelo qual a criança ou adolescente se reconhece, mas que ainda não foi oficializado, pois o processo de adoção não foi concluído.

A matéria de iniciativa do deputado Gandini (Cidadania) tramitava como urgência e recebeu parecer favorável em reunião conjunta das comissões de Justiça, Cidadania, Assistência Social, Proteção à Criança e ao Adolescente e Finanças. 

De acordo com a proposta, esses cadastros deverão disponibilizar o campo de preenchimento “nome afetivo” em destaque, acompanhado do nome civil, que será usado apenas para fins administrativos internos. Na justificativa da matéria, o autor destacou que o projeto de lei foi pensado a partir de relatos de membros do Grupo de Apoio a Adoção Gerando com o Coração, que reúne famílias que adotaram seus filhos.

“A dificuldade é ainda maior nos espaços sociais externos que mais influenciam na construção identitária do menor, como por exemplo, ao efetuar matrícula em escolas e creches, bem como no atendimento em unidades de saúde e consultórios médicos, visto que são obrigatoriamente registradas a partir do nome que consta em seu registro civil. Portanto, a utilização do nome afetivo nessas instituições é uma medida inclusiva”, defendeu o parlamentar na justificativa do projeto. 

Tramitação

No início de sua tramitação, a matéria recebeu despacho denegatório da Presidência da Casa sob argumento de que a iniciativa de lei, nesse caso, é privativa do governador. O parlamentar recorreu da decisão ao Plenário e conseguiu reverter a situação. Na sessão desta quarta-feira, Gandini relatou que cinco estados já contam com leis semelhantes – Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo – e que todas partiram da iniciativa parlamentar. 

Gandini defendeu, ainda, a importância do projeto para as crianças em processo de adoção: “Principalmente na adoção tardia, o adolescente não quer conviver com aquele nome que pode trazer lembranças negativas”, justificou. A matéria segue para o posicionamento do Poder Executivo. 

Datas comemorativas

Ainda foram aprovados, nesta quarta-feira, os PLs 267 e 788/2019. O primeiro, de iniciativa de Marcelo Santos (PDT), define a data de 1º de agosto como o Dia Estadual do Kitesurf e do Kitesurfista. A segunda matéria, do Pr. Marcos Mansur (PSDB), institui o terceiro domingo do mês de agosto como o Dia Estadual do Obreiro Universal. 

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