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Homem diz estar possuído e ameaça matar a irmã com golpes de machadinha

Um caminhoneiro de 37 anos ameaçou matar a irmã com golpes de ‘machadinha’, em Vila Isabel, Cariacica. A tentativa aconteceu na terça-feira (05) e o crime foi impedido pelo marido da vítima, que conseguiu desarmar o agressor. A mulher, uma operadora de telemarketing, de 45 anos, afirmou que o irmão sempre fez uso de drogas […]

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Um caminhoneiro de 37 anos ameaçou matar a irmã com golpes de ‘machadinha’, em Vila Isabel, Cariacica. A tentativa aconteceu na terça-feira (05) e o crime foi impedido pelo marido da vítima, que conseguiu desarmar o agressor.

A mulher, uma operadora de telemarketing, de 45 anos, afirmou que o irmão sempre fez uso de drogas e que durante a ameaça o suspeito parecia transtornado pelo efeito de entorpecentes. Ela contou ainda que o suspeito dizia a todo momento que estava ‘possuído pelo demônio’.

A mulher informou que as ameaças começaram quando ela estava dentro de casa, na companhia do marido e da filha. ‘’Ele entrou com um machado na mão, com um martelo e um garfo na cintura. Ele falou que iria estourar minha cabeça e colocar fogo na minha casa’’, contou a vítima.

O casal ainda contou sobre o medo de continuar morando na casa e afirma que vai mudar de residência para evitar que algo pior ocorra no futuro. ‘’ Eu temo pela vida dela. Se hoje eu não estivesse em casa, poderia estar chorando a morte da minha esposa’’, contou o marido. 

A Polícia Civil informou que o conduzido foi autuado em flagrante por ameaça na forma da Lei Maria da Penha. Foi estipulada uma fiança e, como não foi paga,  ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).

Fonte: Folha Vitória

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Junho Roxo: planos de saúde não podem aplicar reajustes em mensalidades de idosos

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Estatuto veda aumento nos preços em contratos individuais ou familiares

A busca por planos de saúde foi destaque no início de 2022, segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). Em fevereiro deste ano, foram contabilizados 49 milhões de beneficiários em contratos médico-hospitalares, um crescimento de 3,1% no período de 12 meses. Parte desse público é composto por pessoas com mais de 60 anos, parcela que aumenta gradativamente graças à migração de idade de antigos pacientes. O que poucos sabem, porém, é que não é permitido haver discriminação nos valores de acordo com a faixa etária.

O coordenador do curso de Direito da Faculdade Pitágoras, professor Raniel F. de Ávila, explica que o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) impede a aplicação de reajustes na mensalidade de acordo com a progressão etária para o grupo da terceira idade.
“Essa elevação é ilegal e as empresas que instituem valores excessivos para pessoas acima de 60 anos, sem autorização da Agência Nacional de Saúde (ANS), podem ser processadas”, comenta o advogado.

O docente explica que o paciente idoso representa mais custos a clínicas e hospitais, o que provoca o encarecimento de produtos oferecidos por empresas que vendem planos de saúde. “Com o aumento da expectativa de vida, consequentemente existe uma maior frequência de consultas e pedidos de exames, e a Lei visa coibir os reajustes abusivos em razão da idade do beneficiário”, afirma.

O Estatuto considera como idoso todos os que têm mais de 60 anos e proíbe práticas discriminatórias na cobrança de valores por esse grupo, além de dispor de diretrizes para assegurar o acesso a serviços do âmbito hospitalar. Os contratos devem prever   cobertura de procedimentos, exames laboratoriais e consultas médicas.

Exceções

Por autorização do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), há situações em que o reajuste de preços para planos de saúde coletivos pode ser realizado de acordo com a faixa etária, desde que respeitados três critérios: a alteração deve estar prevista em contrato, seguir as determinações de órgãos governamentais reguladores e não deve conter cálculos aleatórios ou percentuais considerados injustos.

Os planos coletivos (coletivo empresarial ou coletivo por adesão) são os contratados por associações, sindicatos, conselhos ou empresas para proporcionar assistência médica e odontológica a grupos vinculados a organizações. “O reajuste de
mensalidade de plano de saúde individual ou familiar baseado na mudança de faixa etária se mantém proibido. Devendo ser observada as normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores”, finaliza o coordenador.

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