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Homem ganha fama por bater em mulheres na rua em região central de São Paulo

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Reprodução/Google Street View

Agressões acontecem frequentemente na esquina das ruas Veridiana e Jaguaribe

Uma sequência de agressões, cometidas supostamente pela pessoa, assusta moradoras do bairro da Vila Buarque, na região central de São Paulo. De acordo com moradores e comerciantes da área, há vários meses um homem de identidade desconhecida agride mulheres que passam pelas ruas Dona Veridiana e Jaguaribe – próximo à Santa Casa de Misericórdia – com tapas e socos, sem qualquer tipo de intervenção .

Há poucas semanas, a escritora Carol Martins publicou em sua rede social a experiência da agressão que sofreu.”Levei um soco na costela e não foi um assalto. Foi uma agressão gratuita”, conta. Assustada, a profissional diz que recebeu ajuda de taxistas que estavam no local. “Eles disseram que todos os dias esse homem agride uma mulher diferente. Por que ninguém nunca fez nada?”, questiona.

Leia mais: Homem declara “ego masculino ferido” ao agredir a esposa em SP

Entre os comerciantes que trabalham na esquina onde Carol foi agredida, acredita-se que o suspeito seja um paciente psiquiátrico sem acompanhamento. Ele é visto circulando pelo local há muitos meses. “Não é um morador de rua, mas é pedinte. Sabemos que fica em pensões da redondeza e às vezes pede comida nos restaurantes da rua”, conta um homem que trabalha como garçom no bairro, que preferiu não se identificar. 

Um dos motoristas, que há oito anos trabalha no ponto de táxi descrito pela vítima, ainda acrescenta que o homem agride mulheres mas demonstra respeito por homens. “O pessoal daqui já quis se juntar pra bater nele, não sei se ele apanhou. Quando a gente que é homem se aproxima ele já chama de ‘senhor’. Acho que ele tem medo de quem pode revidar”, diz. 

A também escritora Gabriela Soutello, que mora no bairro vizinho de Santa Cecília, contou ter sido agredida da mesma maneira no final de outubro, por um homem com a mesma descrição física: alto, magro, de meia-idade. “Eu não fiz nada, mal olhei para a pessoa e recebi um soco no ombro”, relembra. 

Gabriela conta que, apesar do susto, não considerou a ideia de registrar um boletim de ocorrência na hora. “Me senti impotente e assustada. Mal sabia como voltar para casa”, justifica. Ela ainda acrescenta que a experiência gerou um trauma sobre a região. “Agora eu ando sempre com medo, principalmente nessa esquina. Foi uma coisa muito invasiva”, diz. 

Além de Gabriela e Carolina, outros ataques dessa natureza aconteceram no local. “Ajudei uma moça por volta das 13h de um sábado, há uns 15 dias atrás. Ela disse a mesma coisa: que um homem bem vestido deu um soco gratuito na barriga dela”, comentou uma usuária no grupo do bairro Vila Buarque no Facebook, no qual o caso foi exposto entre os moradores.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), não há registros de ocorrências formais com essas características na região. A falta de formalização é um dos fatores que dificultam o mapeamento e ação da polícia sobre o caso. 

Em casos de emergência psiquiátrica em que o paciente oferece riscos de injúria grave a si mesmo ou aos outros, o Ministério da Saúde recomenda que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) seja acionado para uma avaliação imediata e, caso necessário, uma intervenção. 

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Doria diz que “é cedo para falar sobre a volta” de Baldy

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João Doria
Agência Brasil

Governador também comentou as investigações contra José Serra e Geraldo Alckmin.

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que ainda “é cedo para falar sobre a volta” de Alexandre Baldy , secretário de Transportes Metropolitanos, ao governo. Declaração foi dada durante entrevista à Rádio Jovem Pan.

Na conversa, Doria disse que Baldy mostrou “competência e dedicação” em seu período no comando da pasta.

O tucano aproveitou ainda para comentar as investigações contra José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do mesmo partido de Doria. “Espero que sejam inocentados, mas sem esconder e condenar investigação”, afirmou o governador.

Baldy pediu licença do cargo de secretário por 30 dias na última quinta-feira (6). O pedido foi feito depois dele ter sido preso temporariamente pela Polícia Federal (PF) em um desdobramento da Operação Lava Jato relacionado à área da saúde.

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