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Ibatiba sedia primeira reunião para implantação do Polo de Fruticultura do Caparaó

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A Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio de Ibatiba sediou uma reunião para implantação e desenvolvimento do “Polo de Fruticultura para a Região do Caparaó”, na manhã desta terça-feira (11). O Polo é um projeto de extensão do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias da Universidade Federal do Espírito Santo (CCAE-Ufes) que está na coordenação junto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e é aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O objetivo é contribuir para a diversificação da produção agrícola, gerando novas fontes de renda e, consequentemente, melhoria socioeconômica da população envolvida.

A mesma reunião vai se repetir em todos os municípios do Caparaó Capixaba, começando por Ibatiba, sendo dirigida pelo coordenador do projeto, professor Moisés Zucoloto, e o pesquisador da Embrapa, Dimmy Barbosa. Também estavam presentes o prefeito de Ibatiba, Luciano Pingo, e o secretário municipal de Agricultura, Samuel Dias Damasceno, além de representantes de segmentos da área rural do município, Incaper e produtores rurais.

O professor Moisés Zucoloto explicou que essa reunião faz parte das quatro metas para implantação do polo que começa por um diagnóstico. “Fazemos contato com as lideranças do município e a Secretaria Municipal de Agricultura, como um passo inicial para a possível implantação de frutíferas posteriormente, contando com o apoio de todos que possamos alinhar as próximas metas”, afirmou.

Já o secretário de Agricultura, Samuel Dias, destacou o fato de Ibatiba ser o primeiro município a ter essa reunião e disse que Ibatiba acredita muito no projeto, porque pode mudar a vida dos produtores locais. “Vamos conhecer o projeto em sua essência hoje (terça, 11), para que possamos trabalhar em sua implantação, em nosso município”, disse. “É um projeto ousado, mas vamos precisar de apoio para cultivo e, principalmente, escoar a produção, com financiamento barato, para que não haja dificuldades na hora de vender”, completou.

Acompanhamento

O pesquisador Dimmy Barbosa recordou que, quando o projeto foi apresentado, estava como superintendente do Ministério da Agricultura no Estado e o apresentou à senadora Rose de Freitas que conseguiu a liberação do recurso no ano passado, sendo já liberada a primeira parcela para a Ufes. “E nesta primeira etapa, vamos nos reunir com todos os municípios, para apresentar o projeto, montar as equipes de trabalho, fazer um diagnóstico, porque, em cada município, encontramos micro climas diferentes, com altitudes de 100 a até mais de 1.000 metros, sendo preciso definir quais fruteiras serão plantadas, para então fazer um processo de seleção dos produtores que irão receber toda a capacitação, na Fazenda Experimental da Ufes, e o acompanhamento total, do plantio à comercialização, durante quatro anos, para que o produtor que está investindo numa coisa nova não fique no meio do caminho”, ressaltou.

O prefeito Luciano Pingo esteve presente também e destacou a importância do projeto da Ufes que está buscando a parceria dos municípios, com objetivo de transferir tecnologia, gerando renda e qualidade na produção para os agricultores familiares. “Todos os envolvidos estão de parabéns, principalmente, os professores Dirceu e Moisés, a senadora Rose e a Embrapa, na pessoa do Dimmy, que é da região e está aqui trabalhando pelo desenvolvimento da nossa agricultura”, destacou.

O projeto “Polo de Fruticultura para a Região do Caparaó” foi iniciado em 2017, baseado num projeto do também coordenador Dirceu Pratissoli que se uniu a Moisés Zucoloto para sua idealização e planejamento. São quatro as metas: um diagnóstico da aptidão agrícola da região do Caparaó para a fruticultura, o que foi iniciado agora; melhoria da infraestrutura para as capacitações dos envolvidos – também em 2021; instalação da Unidade de Referência Tecnológica (URT) de fruteiras nos municípios envolvidos em, 2022; e realização de minicursos e dias de campo para capacitação, também ano que vem.

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Cachoeiro: Festival de poesia celebra 110 anos de Newton Braga

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Criador do Dia de Cachoeiro, Newton Braga (1911-1962) tem versos nacionalmente conhecidos Foto: Repordução/web

Como parte da comemoração dos 110 anos de Newton Braga (1911-1962), que o poeta cachoeirense completaria em 11 de agosto, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Semcult) de Cachoeiro promoverá o 1º Festival Literário de Poesia “Newton Braga: entre seus amores e minhas paixões”.

Poderão participar autores de todo o país, com ou sem livro publicado. O objetivo da iniciativa é aliar a descoberta e o reconhecimento de talentos atuais da poesia nacional a uma homenagem a Newton, que é autor de versos conhecidos nacionalmente.

Os escritores interessados devem se inspirar no tema proposta pelo evento. O texto precisa ser inédito e deve ser enviado para o e-mail: [email protected]. As inscrições estarão abertas até o dia 17 de julho.

Os textos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por cinco membros: três da Academia Cachoeirense de Letras (ACL) e dois da Semcult. Criatividade, originalidade e adequação ao tema serão os critérios considerados na avaliação.

Os 20 poetas selecionados receberão, como prêmio, um certificado digital da ACL e o livreto impresso com as poesias escolhidas. Além disso, seus textos serão publicados na edição especial dos 110 anos de Newton Braga, na revista Cachoeiro Cult.

“Newton Braga é uma figura ímpar no rol de personalidades brilhantes de Cachoeiro. São muitas as heranças de Newton, mas, a principal delas é o amor pela cidade e a sensibilidade para com as pessoas. Temos muito a aprender com este homem que, vivendo no início do século passado, ainda é tão atual e presente”, salienta a secretária municipal de Cultura e Turismo, Fernanda Martins.

O edital com todas as informações sobre o festival está disponível no site da Prefeitura.

Newton Braga

Jornalista, advogado e escritor, Newton nasceu em 1911, na fazenda do Frade, administrada pelo pai, Francisco Braga, primeiro prefeito de Cachoeiro. Estudou no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, cidade onde atuou em jornais e publicou poemas com influência do modernismo. Voltou para a cidade natal, em 1932, onde foi jogador do Estrela do Norte e redator-chefe do Correio do Sul, que usou para impulsionar movimentos cívicos, como a criação do Dia de Cachoeiro. “Lirismo perdido”, “Cidade do interior” e “Poesias e prosa” são algumas de suas principais obras.

Em Cachoeiro, o escritor recebe homenagem, todo ano, por meio do LiteraNewton, evento que apresenta uma programação com música, oficinas, poesia e debates, para celebrar a história do autor e sua importância para o município. Em função da pandemia, o evento não poderá ser realizado neste ano, ficando a celebração restrita ao festival de poesia.

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