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Maia critica discurso de Lula e diz ter planos para as eleições de 2022

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Rodrigo Maia arrow-options
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

“Eu concordo em dialogar com todos que tenham convergência com a agenda que eu considero vital para o Brasil. Infelizmente, o PT não considera a agenda das reformas”, diz Maia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), demonstrou, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo nesta segunda-feira (11), ter intenções de se candidatar à Presidência nas eleições de 2022. O parlamentar também fez críticas ao discurso do ex-presidente Lula  feito após deixar a prisão e afirmou que o DEM não apoiaria o PT caso o ex-presidente volte a ser candidato ao Planalto.

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 “Em 2018, ninguém me queria como vice, hoje muitos me querem. Daqui a pouco vou dizer para todos que me querem como vice que me apoiem e eu sou o candidato”, disse Maia , explicando que pretende participar de um projeto para 2022.

Apesar de afirmar que está longe para planejar candidaturas e entender que seu nome não é majoritário “no brasil de hoje”, o deputado vê com confiança a melhora de seu nome nas pesquisas. Em um levantamento do Datafolha realizado no final de agosto, 25% dos entrevistados consideraram o desempenho do presidente da Câmara como ótimo ou bom. A aprovação é ainda maior, chegando a 35%, entre aqueles que apoiam o governo de Bolsonaro.

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Maia está no comando da Câmara desde 2016 e ocupará o cargo até 2021, quando não poderá participar das eleições para presidir a casa outra vez, pois é proibido se reeleger no mesmo governo. Ele afirma não ter pretensão de alterar a lei que veta a reeleição do presidente da Câmara. “Essas coisas de você mudar a Constituição para se manter no poder é muito perigosa”, afirmou.

Na entrevista, Maia também criticou o discurso de Lula e afirmou que o líder petista foi muito raivoso, politizado eleitoralmente e ruim. “Ele é um ex-presidente da República, o presidente Bolsonaro não tem culpa pelos problemas que o Lula vive”.

Apesar de não acreditar que o Supremo Tribunal Federal tornaria Lula elegível, Maia pensa ser impossível uma união entre PT e DEM .

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“Eu concordo em dialogar com todos que tenham convergência com a agenda que eu considero vital para o Brasil. Infelizmente, o PT não considera a agenda das reformas”, salientou Maia , levando em conta o resultado da votação da reforma da Previdência.

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Política Nacional

Após vazamento, Flávio Bolsonaro não vai mais permitir gravação de depoimentos

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Senador Flávio Bolsonaro falando no celular
Beto Barata/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é investigado por “rachadinhas” na Alerj

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou por meio de sua defesa que não vai mais permitir que seus depoimentos sejam gravados em vídeo. O comunicado foi feito após o jornal O Globo revelar neste domingo (9) que o parlamentar assumiu em seu relato ao Ministério Público do Rio que usou R$ 86,7 mil em dinheiro para fazer a compra de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele também já  admitiu que Fabrício Queiroz pagava suas contas pessoais.

O depoimento de Flávio foi prestado no dia 7 julho no âmbito das investigações sobre as supostas “rachadinhas” quando ele ainda era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A prática consiste na transferência de parte dos salários de assessores para os parlamentares para os quais eles trabalham. As movimentações, que geralmente são feitas em dinheiro vivo, eram feitas pelo ex-PM Fabrício Queiroz.

Em seu relato, o filho do presidente disse a promotores do Gaecc (Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção) pediu os valores emprestados para o pai e dos irmãos dele. Ele não identificou, no entanto, qual seria esse irmão.

Flávio também citou uma pedido de ajuda que ele teria feito a Jorge Francisco, pai do ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência. Francisco foi chefe de gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara de janeiro de 2001 a março de 2018, quando faleceu.

Ele assumiu que usou dinheiro em espécie nas compras depois que o promotor Luis Fernando Ferreira Gomes afirmou que a Cyrella e a TG Brooksfield informaram ao MP que ele pagou R$ 86.779,43 em cédulas por meio de depósitos bancários.

As transferências foram registradas em cartório no dia 16 de setembro de 2010, mas Flávio e as corretoras fizeram um contrato de “instrumento particular de compra e venda” em 5 de dezembro de 2008. Outros valores ainda teriam sido quitados com cheques e boletos bancários.

Em nota, o MP-RJ disse que “as investigações continuam sob sigilo, razão pela qual o Gaecc/MPRJ não vai se pronunciar”.

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