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Manifestantes comemoram soltura do “faraó dos bitcoins”, mas informação é falsa

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Glaidson Acácio dos Santos

Glaidson Acácio dos Santos – Reprodução

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) decidiu nesta terça-feira, por dois votos a um, manter a prisão preventiva de Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria e Tecnologia, de Felipe Silva Novais e de Michael de Souza Magno. Sob a liderança de Glaidson, chamado de “faraó dos bitcoins”, eles são acusados de promover uma pirâmide financeira, disfarçada de operações de investimento em criptomoedas, que teria movimentado ilegalmente pelo menos R$ 38 bilhões, especialmente entre investidores de Cabo Frio e cidades vizinhas da Região dos Lagos fluminense.

Em fente à sede do tribunal, no Centro do Rio, manifestantes chegaram a comemorar uma suposta liberdade concedida a Glaidson, mas era apenas o voto divergente, do desembargador William Douglas. Votaram contra o habeas corpus Flávio Lucas, relator do caso, e Marcelo Granado. Vestidos de branco, os investidores chegaram em ônibus fretados e fizeram um protesto pacífico desde o início da tarde, ainda antes do início do julgamento. A notícia equivocada sobre a soltura também gerou queimas de fogos em Cabo Frio.

 

 

Por nota, a GAS Consultoria lamentou a decisão. “Esclarecendo que essa é uma decisão provisória, informamos que os advogados de defesa já estão desenvolvendo a estratégia necessária para recorrer à decisão aos Tribunais Superiores”, diz o texto. “A GAS Consultoria tem certeza de que a verdade e a justiça sempre prevalecerão e não medirá esforços para que o CEO da empresa consiga recuperar seu direito à liberdade”, conclui o comunicado.

Presos desde 25 de agosto, durante a Operação Kryptos, Glaidson, Felipe e Michael são acusados principalmente de crimes contra o sistema financeiro nacional e de organização criminosa. Eles foram denunciados por gerir fraudulentamente instituição financeira e emitir, oferecer e negociar títulos sem registro prévio junto à autoridade competente, usando em seu lugar declaração falsa de instituição financeira. Na semana passada, o mesmo TRF-2 negou um HC de outro integrante do grupo, Tunay Lima.

Para mantê-los em prisão preventiva, o Ministério Público Federal (MPF) alega que as investigações constataram risco de fuga, ameaça a pessoas e evasão de recursos que se encontravam com a organização. Quando deteve Glaidson na casa de um amigo na Barra da Tijuca, a Polícia Federal constatou que ele tinha as malas prontas. Após a operação, a venezuelana Mirelis Zerpa, mulher do “faraó dos bitcoins” que se encontra foragida, teria resgatado mais de R$ 1 bilhão em criptomoedas. Além disso, a quebra de sigilo provou que Glaidson teria ameaçado reter uma jornalista em cárcere privado.

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Anvisa afirma que diretores do órgão não foram intimados pela Polícia Federal

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Anvisa afirma que diretores não foram intimados pela Polícia Federal

Anvisa afirma que diretores não foram intimados pela Polícia Federal – Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota na manhã desta terça-feira (30) que desmente uma informação divulgada pelo portal Metrópoles sobre uma possível operação da Polícia Federal no órgão brasileiro.

Segundo a entidade, “nenhum dos cinco Diretores da Anvisa, a saber Antonio Barra Torres, Meiruze de Souza Freitas, Rômison Rodrigues Mota, Cristiane Rose Jourdan Gomes e Alex Machado Campos, recebeu qualquer tipo de contato ou interpelação pela Polícia Federal”.

A Anvisa ressalta, ainda, que não procede a informação de que há a presença de policiais federais na sede do órgão para a realização de uma possível operação.

O esclarecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária vem de encontro às revelações do Metrópoles. De acordo com o portal, agentes de segurança investigam fraudes que envolvem a entrega de medicamentos de alto custo. A aquisição dos remédios teria sido feita com recursos públicos.

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