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Raul Marques

Mar de lama, de óleo e de fogo

Publicado

Óleo nas praias. De quem é a culpa, afinal? Esta é a última pergunta que deveríamos fazer. O problema já está tomado. A natureza já foi afetada. A confusão e a poluição precisam ser resolvidas. Não adianta buscar alguém para apontar o dedo. Precisamos resolver a questão com nossa inteligência humana, se é que nos resta alguma.

Pois bem. Há de se elogiar o trabalho de quem cai de braço nas poças de óleo que viraram as praias do litoral do Nordeste. Estes, sim, provam que o povo parece se preocupar mais do que a totalidade de governantes e envolvidos no fato, cujas providências são pífias e insignificantes, dada a dimensão da catástrofe ambiental.

Ah, Governos! Sempre demorados em suas decisões e preocupados em lidar com a culpa dos outros. Como se buscar culpados – e tão somente isso – não fosse um atestado de incompetência. Há quem esteja fazendo assim nas universidades e provando a origem do óleo. Ainda que seja venezuelana sua nascente, creio que é muito pouco para se jogar a culpa nos Hermanos do país que exporta petróleo e Miss Universo para todo o planeta.

Há um embargo sobre a nação venezuelana e qualquer minguada venda de óleo, diante de tanto embargo, é muito bem vinda. Alguns defendem que o país ao Noroeste da América da Sul seja punido, mas qual a culpa de uma indústria que vende um carro para alguém e acontece algum acidente. Nenhuma. Não há culpa depois da venda para produtos industrializados. Se fosse assim, não haveria uma empresa produtora de automóveis viva e sadia financeiramente em razão da quantidade de acidentes.

É um erro comum buscarmos primeiro os culpados para depois agirmos. É uma falha humana que merece ser corrigida por atos e não por palavras e jogo de culpa que faz tanto mal. Óleo nas praias, óleo nos cérebros de quem não entendeu ainda que a sétima arte tem a receita certa para quem quer ter sucesso: luz, câmera, ação! Sim, primeiro a luz de nossas ideias; depois quem as grave para gente; e por fim a ação, agir. Colocar em prática tudo que foi pensado e é possível de ser feito para resolver. Solucionar. Ou, então, vamos ser eternamente um mar de lama, de óleo e de fogo.

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