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“Me falaram que não pagariam o ‘excesso de tecido’ do uniforme”

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Beatriz Helena tinha 17 anos quando conseguiu um emprego para ser técnica em eletrônica de celular em uma empresa em São Paulo, capital. Chegando lá, a experiência foi bem diferente do prometido. “Além de terem me colocado para fazer a recepção, falaram que eu teria que pagar meu próprio uniforme, porque eles não pagariam o ‘excesso de tecido’ necessário”, lembra. 

mulher negra com cabelo enrolado
Arquivo pessoal

Beatriz Helena, 23 anos, é diretora de arte e motion em uma agência de publicidade

Ao questionar a mudança de cargo, Beatriz recebeu como resposta que não tinham gostado da ideia de uma menina no laboratório (onde só tinha homens) e, por isso, mudaram a jovem para a recepção. Em relação ao uniforme, nem chegou a questionar, já que foi embora e não aceitou a proposta. 

Esse não foi o primeiro  caso de gordofobia que ela enfrentou no mercado de trabalho. “Já aconteceu de entrevistadora dizer que talvez não rolasse a vaga porque não tinham cadeiras que me sustentavam. Isso na frente de outros candidatos. Nem esperei a entrevista terminar e fui embora”, lembra. 

Além disso, em uma startup, recebia olhares e comentários ofensivos dos colegas. “Alguns funcionários faziam piadinhas sobre não ter espaço na mesa quando eu estava lá e sobre o lugar já ser bem apertado”, conta. 

“Antes eu ficava chateada, hoje eu só fujo desse tipo de ambiente”

Beatriz fala que enfrentar tantas situações como esses a deixou “calejada” para lidar com o preconceito. “Eu não reagia, porque acho que não vale a pena. Não é como se a opinião da pessoa fosse mudar. E é como se você se acostumasse”, pontua. 

Ela lembra que esse processo de  aceitação do próprio corpo começou na adolescência, quando entendeu que algumas pessoas seriam gordofóbicas, mas não poderia se abalar com os comentários. “Antes eu ficava chateada, hoje eu só fujo desse tipo de ambiente”. 

Racismo

Beatriz ainda disse que, além de ser alvo de preconceito por ser gorda, também já enfrentou comentários ofensivos por ser uma mulher negra. Ela teve a aparência questionada em diversas entrevistas de emprego, principalmente quando passou pelo processo de transição capilar

Durante o processo e depois, com os fios naturais, Beatriz escutava de entrevistadoras que precisaria alisar ou “ajeitar” o cabelo para poder ser a “cara da empresa”, principalmente em vagas onde lidaria com o público. Também já pediram para ela se maquiar para “amenizar as olheiras”. “Sempre eram brancos falando para eu melhorar a minha aparência”, diz. 

Ao contar os relatos, Beatriz fez questão de lembrar de uma experiência positiva que teve quando chegou em uma entrevista e viu que a responsável pelo setor de recursos humanos era uma mulher negra. “Eu sabia que nada de errado aconteceria naquela entrevista”. 

“Eu queria que dentro das empresas, o setor do RH tivesse pelo menos uma pessoa preta, porque o tratamento que um branco tem com um negro é totalmente diferente”, pontua. 

Hoje, aos 23 anos, Beatriz é diretora de arte e motion em uma agência de publicidade, onde o ambiente é diverso e “ninguém tá nem aí para como você é ou deixa de ser”. 

Fonte: IG Mulher

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Influencer Camila Monteiro descobre que irá perder o bebê: “Algo estava errado”

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Camila Monteiro segurando a roupa que já tinha comprado para o filho
Reprodução/Instagram

Camila Monteiro segurando a roupa que já tinha comprado para o filho

A influencer Camila Monteiro escreveu um desabafo no Instagram na tarde desta segunda-feira (25). Ela está grávida, mas descobriu que irá  perder o bebê porque seu filho está se desenvolvendo fora do útero. A influencer disse que aguardava ansiosamente por um filho e estava feliz com gravidez, mas já suspeitava de alguma complicação.

“No fundo, eu sabia que algo estava errado. Tive crise de choro em que eu gritava dizendo que perderia meu bebê. Ninguém entendeu, simplesmente acharam que era a ansiedade do primeiro trimestre, mas no meu coração de mãe eu sabia que algo estava errado com o meu filho”, ela escreveu. Camila contou que foi ao hospital ontem, mesmo sem sentir nenhum desconforto. No pronto-socorro, ela teve a notícia que o bebê está fora do útero.

“Ele está na minha trompa direita, e está vivo. O coração bate. Ele está perfeito dentro das 6 semanas de gestação, mas infelizmente está se desenvolvendo no lugar errado. Eu e o meu marido choramos a noite toda, estou na base de calmantes, sinto raiva de tudo e muita revolta”, explica.

A influencer ainda está grávida e falou que os médicos recomendaram que ela aguarde o corpo se encarregar de um aborto espontâneo. Caso isso não aconteça, eles terão que induzir a perda gestacional cirurgicamente. “Voltar para casa sabendo que o coração do meu filho bate e se desenvolve em um lugar que não é compatível com a vida me mata aos poucos a cada minuto. Essa é uma dor vivida por muitos, mas falada por poucos”, Camila conclui.

Fonte: IG Mulher

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