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Economia

Mineração brasileira tem queda expressiva em balanço do 1º semestre

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O setor mineral brasileiro registrou uma queda de 52,5% no saldo comercial do 1º semestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. Consequentemente, houve também uma redução de 24% no faturamento, saindo de R$ 149 bilhões para R$ 113,2 bilhões. Na produção, os 441 milhões de toneladas de bens minerais representam um declínio de 9%.

O desempenho foi fortemente influenciado pela redução das exportações realizadas para a China. O país asiático é o principal comprador do minério de ferro brasileiro. O balanço foi divulgado hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que representa as maiores empresas do setor que atuam no país. Ele mostra que, considerando os valores em dólar, as transações com a China envolvendo minério de ferro caíram 32,3%.

Segundo o Ibram, diversos fatores podem estar associados à redução do apetite chinês, tais como redução da atividade na siderurgia como medida de controle da qualidade do ar durante as Olimpíadas de Inverno, maiores restrições ambientais impostas pelo governo, intensificação do controle de preços e redução da demanda de aço em consequência da desaceleração da produção industrial em meio a uma política rígida de combate à pandemia de covid-19. A guerra entre Rússia e Ucrânia também foi mencionada como elemento que gerou temor nos produtores globais, levando a uma maior cautela.

O minério de ferro, que responde por mais de 70% de todas as vendas externas do setor mineral, apresentou uma redução de 30,1% nas cifras obtidas: saiu de US$ 21,5 bilhões no primeiro semestre de 2021 para US$ 15 bilhões no primeiro semestre deste ano. Neste primeiro semestre, os chineses responderam por 64,8% das exportações do produto. Outros parceiros comerciais que aparecem com destaque no balanço são Malásia (5,2%), Japão (4,1%) e Barein (3,8%).

Também houve quedas expressivas nas exportações de ouro (7,8%), de manganês (45%), de cobre (20%) e de bauxita (14%). Alguns minerais, no entanto, registraram aumento nos valores gerados com exportações. É o caso do nióbio (9%) e do caulim (13%). Devido à variação da cotação do dólar e de preços praticados no mercado internacional, esse último rendeu maiores cifras mesmo com um menor volume comercializado.

Ao mesmo tempo, as importações subiram significativamente e também tiveram forte influência no resultado do saldo comercial. As compras no exterior movimentaram US$ 9,4 bilhões, 199,9% a mais do que no mesmo período do ano passado. Os negócios envolvendo carvão mineral para uso siderúrgico e potássio para fabricação de fertilizantes representaram 92% do total das importações.

O diretor-presidente do Ibram, Raul Jungmann, pontuou que a mineração tem um comportamento cíclico e depende dos humores do mercado internacional. Em 2021, foram registrados alguns recordes. Segundo Jungmann, em resposta ao desempenho virtuoso do ano passado, vem ocorrendo um ataque especulativo aos ganhos do setor mineral.

“Me refiro a propostas que tramitam no Congresso Nacional. Levando em conta a melhoria da produção, do faturamento e da exportação no ano de 2021, elas buscam ampliar, praticamente duplicar, a cobrança de royalties. Estamos agora a ver que a situação se inverteu. Esperamos que voltemos logo à situação anterior, mas precisamos considerar o aspecto cíclico”, disse.

De acordo com Jungmann, o aumento da cobrança teria como consequência a elevação dos custos da atividade minerária e a perda de competitividade do setor, que é produtivo e traz divisas para o país. Jungmann também se queixou da criação da Taxa de Fiscalização de Recursos Minerais (TFRM), através de leis estaduais em Minas Gerais, no Pará e no Amapá. Questionadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), sua constitucionalidade está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Royalties

Os dois principais estados mineradores do país tiveram queda de desempenho. Na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado, houve também uma inversão de posição entre eles no ranking de faturamento. Minas Gerais assumiu a liderança: o estado faturou R$ 45,2 bilhões, uma redução de 26%. Já o Pará, com uma queda de 37%, faturou R$ 41,4 bilhões.

O desempenho do setor trouxe impactos para a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), considerado o royalty da mineração. Foram recolhidos R$ 3,4 bilhões nesses primeiros seis meses de 2022, 25% a menos do que no mesmo período do ano passado.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia

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Economia

Beneficiários com NIS de final 7 recebem Auxílio Brasil

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A Caixa Econômica Federal paga hoje (17) a parcela de agosto do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7. Essa é a primeira parcela com o valor mínimo de R$ 600, que vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada em julho pelo Congresso Nacional.

A emenda constitucional também liberou a inclusão de 2,2 milhões de famílias no programa. Com isso, o total de beneficiários sobe para 20,2 milhões a partir deste mês.

O beneficiário poderá consultar informações sobre datas de pagamento, valor do benefício e composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Em janeiro, o valor mínimo do Auxílio Brasil voltará a R$ 400, a menos que nova proposta de emenda à Constituição seja aprovada. Tradicionalmente, as datas do Auxílio Brasil seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava nos dez últimos dias úteis do mês. No entanto, portaria editada no início de agosto antecipou o pagamento da parcela deste mês para o período de 9 a 22.
 

Calendário de pagamentos do Auxílio Brasil de R$ 600 Calendário de pagamentos do Auxílio Brasil de R$ 600

Calendário de pagamentos do Auxílio Brasil de R$ 600 – Diário Oficial da União

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago hoje às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 7. Com valor de R$ 110 neste mês, o benefício segue o calendário do Auxílio Brasil.

Com duração prevista de cinco anos, o programa beneficiará 5,5 milhões de famílias até o fim de 2026. O benefício, que equivalia a 50% do preço médio do botijão de 13 quilos nos últimos seis meses, foi retomado em agosto com o valor de 100% do preço médio, o que equivale a R$ 110. Esse aumento vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada pelo Congresso.

Pago a cada dois meses, o Auxílio Gás originalmente tinha orçamento de R$ 1,9 bilhão para este ano, mas a verba subiu para R$ 2,95 bilhões após a promulgação da emenda.

Só pode fazer parte do programa quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Benefícios básicos

O Auxílio Brasil tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga emprego ou tenha filho que se destaque em competições esportivas, científicas ou acadêmicas.

Podem receber os benefícios extras as famílias com renda per capita até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza, e até R$ 200, em condição de pobreza.

A Agência Brasil elaborou guia de perguntas e respostas sobre o Auxílio Brasil. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para integrar o programa social, os nove tipos diferentes de benefícios e o que aconteceu com o Bolsa Família e o auxílio emergencial, que vigoraram até outubro do ano passado.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Economia

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