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Mulher é presa nos EUA por forçar filhos adotivos a aparecerem em vídeos do YouTube

Uma mulher de 48 anos está presa no Arizona, Estados Unidos, acusada de abusar dos sete filhos adotivos. Segundo autoridades locais, eles estrelavam vídeos no YouTube forçados pela mãe, identificada como Machelle Hackney. Outros dois filhos adultos da norte-americana, Logan e Ryan Hackney, também foram detidos. De acordo com a rede de televisão norte-americana CBS, […]

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Uma mulher de 48 anos está presa no Arizona, Estados Unidos, acusada de abusar dos sete filhos adotivos. Segundo autoridades locais, eles estrelavam vídeos no YouTube forçados pela mãe, identificada como Machelle Hackney. Outros dois filhos adultos da norte-americana, Logan e Ryan Hackney, também foram detidos.

De acordo com a rede de televisão norte-americana CBS, as crianças foram resgatadas malnutridas, e suspeita-se que a mulher jogava spray de pimenta contra elas e as trancava dentro de um armário durante dias, sem comida, água ou banheiro, além de outras agressões.

A mulher obrigava as crianças a participarem de vídeos no YouTube. O canal em que elas apareciam estava no ar desde 2018 e tinha mais de 700 mil seguidores e mais de 242 milhões de visualizações.

Os vídeos mostravam as crianças jogando jogos e participando de brincadeiras, sem nada que demonstrasse os abusos sofridos. Se os garotos se recusassem a participar das gravações, eles sofriam ameaças ou eram punidos, informou a reportagem da afiliada da CBS no Arizona.

Machelle ganhava dinheiro com os vídeos, mas a polícia não divulgou quanto. A CBS divulgou que o YouTube desmonetizou o canal. A empresa também disse que vai retirá-lo do ar dependendo do resultado da investigação.Além dos sete filhos adotivos vítimas do abuso, Machelle tinha outros quatro biológicos. Os dois que foram presos nas investigações só confirmaram os abusos após as detenções.

Um deles admitiu que levava escondido comida às crianças presas no armário. Ambos respondem por terem se omitido de denunciar o abuso – uma outra filha de Machelle denunciou o caso às autoridades.

A mãe, por sua vez, vai enfrentar sete acusações de abuso infantil – uma para cada filho adotivo. Ela também responde por cárcere privado e negligência infantil. A Justiça arbitrou fiança de US$ 200 mil, mas até esta quarta-feira (20) a acusada não havia pago o valor para ser libertada.

A polícia do Arizona não divulgou o nome nem as idades das crianças envolvidas para preservá-las.

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Junho Roxo: planos de saúde não podem aplicar reajustes em mensalidades de idosos

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Estatuto veda aumento nos preços em contratos individuais ou familiares

A busca por planos de saúde foi destaque no início de 2022, segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). Em fevereiro deste ano, foram contabilizados 49 milhões de beneficiários em contratos médico-hospitalares, um crescimento de 3,1% no período de 12 meses. Parte desse público é composto por pessoas com mais de 60 anos, parcela que aumenta gradativamente graças à migração de idade de antigos pacientes. O que poucos sabem, porém, é que não é permitido haver discriminação nos valores de acordo com a faixa etária.

O coordenador do curso de Direito da Faculdade Pitágoras, professor Raniel F. de Ávila, explica que o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) impede a aplicação de reajustes na mensalidade de acordo com a progressão etária para o grupo da terceira idade.
“Essa elevação é ilegal e as empresas que instituem valores excessivos para pessoas acima de 60 anos, sem autorização da Agência Nacional de Saúde (ANS), podem ser processadas”, comenta o advogado.

O docente explica que o paciente idoso representa mais custos a clínicas e hospitais, o que provoca o encarecimento de produtos oferecidos por empresas que vendem planos de saúde. “Com o aumento da expectativa de vida, consequentemente existe uma maior frequência de consultas e pedidos de exames, e a Lei visa coibir os reajustes abusivos em razão da idade do beneficiário”, afirma.

O Estatuto considera como idoso todos os que têm mais de 60 anos e proíbe práticas discriminatórias na cobrança de valores por esse grupo, além de dispor de diretrizes para assegurar o acesso a serviços do âmbito hospitalar. Os contratos devem prever   cobertura de procedimentos, exames laboratoriais e consultas médicas.

Exceções

Por autorização do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), há situações em que o reajuste de preços para planos de saúde coletivos pode ser realizado de acordo com a faixa etária, desde que respeitados três critérios: a alteração deve estar prevista em contrato, seguir as determinações de órgãos governamentais reguladores e não deve conter cálculos aleatórios ou percentuais considerados injustos.

Os planos coletivos (coletivo empresarial ou coletivo por adesão) são os contratados por associações, sindicatos, conselhos ou empresas para proporcionar assistência médica e odontológica a grupos vinculados a organizações. “O reajuste de
mensalidade de plano de saúde individual ou familiar baseado na mudança de faixa etária se mantém proibido. Devendo ser observada as normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores”, finaliza o coordenador.

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