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“Nós esperamos por justiça”, diz pai de homem negro assassinado no Carrefour

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João Alberto foi morto por dois homens brancos no Carrefour
reprodução / Twitter

João Alberto foi morto por dois homens brancos no Carrefour

O pai de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, morto após ser espancado no Carrefour Passo D’Areia, em Porto Alegre , lamentou a morte e disse que espera por justiça. João Batista Rodrigues Freitas, de 65 anos, perdeu o filho nesta quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra .

“As únicas coisas que podemos esperar é por Deus e pela justiça. Não há mais o que fazer. Meu filho não volta mais”, disse João Batista ao jornal Estadão.

João Alberto chegou a pedir socorro à mulher, Milena Borges Alves , mas ela foi impedida por seguranças de tentar salvar a vida do companheiro.

“Ela me contou que o segurança apertou o meu filho contra o chão e ele já estava roxo . Fazia sinal com a mão para ela fazer alguma coisa, tirar o cara de cima e um outro segurança empurrou a Milena”, cotou o pai da vítima.

João Batista disse que o filho era um homem tranquilo e que fazia compras no mesmo supermercado há anos com a esposa.

João Alberto era um homem negro e foi espancado até a morte por dois homens brancos . Um deles é segurança do Carrefour e outro é policial militar que fazia compras no mercado.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Porto Alegre e foi tipificado como homicídio triplamente qualificado . Os dois homens foram presos em flagrante .

Manifestantes se reúnem nesta sexta-feira (20), em diversos pontos do país, para realizar protestos contra o racismo no Brasil.

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Parlamentar do PSL chama deputadas de “deputéricas”; caso vai para conselho

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Deputado Bibo Nunes fez ofensa machista a parlamentares mulheres
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Deputado Bibo Nunes fez ofensa machista a parlamentares mulheres

O deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS), da base do governo de Jair Bolsonaro, chamou as parlamentes Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Érika Kokay (PT-DF) de histéricas e as classificou como “deputéricas”.

“Deputadas histéricas, vou criar um neologismo: ‘Deputérica’. Quando eu falar “Deputérica”, estarei me dirigindo a uma Deputada histérica, que não tem posicionamento, que não tem bom senso e que não se enquadra dentro do decoro parlamentar”, disse, durante a votação da medida provisória da Casa Verde e Amarela .

A fala culminou em críticas por parte da bancada feminina da Casa, e o caso foi levado ao Conselho de Ética da Câmara.

A líder do PSOL, Sâmia Bomfim (SP) , rebateu a fala. “Um deputado da base do governo foi à tribuna para chamar as mulheres deputadas de histéricas e as ofendeu, nos ofendeu, desqualificou completamente o nosso papel no debate político, na intervenção parlamentar e ainda criou um apelido ridículo, indecoroso, machista e inadmissível”, disse.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) respondeu que pessoas histéricas possuem distúrbios emocionais ou psíquicos. “Parece-me que é o deputado quem precisa de tratamento, porque isso se chama misoginia, aversão às mulheres. Isso é uma forma de agressão, de falta de decoro. Isso merece, de fato, uma análise do Conselho de Ética .”

O caso repercutiu também no twitter. A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) twittou críticas a Bibo Nunes. “É inadmissível que um parlamentar, em plena sessão, chame deputadas da oposição de “histéricas” e “deputéricas”. A discordância e o debate são da democracia. Via Secretaria da Mulher, denunciaremos a fala e postura machista de @bibonunes1 à Corregedoria e Comissão de Ética”, disse.

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