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Número de mortos por coronavírus na Itália passa de 7 mil

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7.503 mortes por coronavírus na Itália

O número absoluto de mortos por dia com o novo coronavírus (Sars-CoV-2) na Itália caiu em relação ao último balanço. O país teve mais 683 nesta quarta-feira (25), contra os 743 óbitos de terça (24), elevando o total para 7.503 vítimas, informou a Defesa Civil.

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De acordo com os dados, a Itália já contabiliza 74.386 contágios, sendo 57.521 casos ativos, crescimento de 3.491 em um dia, menor expansão em números absolutos desde 18 de março. Além disso, o número de novos casos positivos registrou queda pelo quarto dia consecutivo, já que ontem o país teve 3.612, na segunda-feira (23), 3.780, e no último domingo, 3.957.

A Defesa Civil ainda informou que, da quantidade total dos contágios ativos, 23.112 pessoas estão hospitalizadas com sintomas e 30.920 em isolamento domiciliar.

“Estamos passando por uma fase de aparente estabilização e acreditamos que o número de pessoas infectadas é consistente com a tendência que a disseminação teve no país. Isso nos faz pensar que é essencial manter medidas rigorosas de contenção e distanciamento social se queremos ver a curva estabilizar e depois diminuir”, afirmou o vice-diretor da Defesa Civil, Agostino Miozzo.

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Em relação aos casos de coronavírus curados, o país registrou um aumento de mais 1.036 nas últimas 24 horas, atingindo 9.362. Ao todo, existem 3.489 pacientes internados em terapia intensiva, 93 a mais do que ontem (24). Desse número total, 1.236 estão concentrados na Lombardia, epicentro da Covid-19 na Itália.

A região da Lombardia, no norte do país, é o local mais crítico do país, mas registrou uma queda no crescimento de infectados e na quantidade de mortos . Em um dia, foram contabilizados mais 1643 casos contra 1942 de ontem (24), totalizando 32.346 contágios. Já o número de mortes diárias caiu abaixo de 300, somando 296 nas últimas 24 horas e 4.178 no consolidado.

Na sequência aparecem as seguintes regiões: Emilia-Romagna (10.054), do Vêneto (6.442), Piemonte (6.024), Marcas (2.934), Toscana (2.972), Ligúria (2.305), Lazio (1.901), Campânia (1.199), Friuli-Venezia Giulia (1.139), Puglia (1.093), Abruzzo (813), Sicília (994), Úmbria (710), Vale de Aosta (401), Sardenha (442), Calábria (351), Molise (73), Basilicata (113), Trentino Alto-Ádige (1.222) e Bolzano (858).

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Atualmente, a Itália é o país com maior número de casos na Europa, seguido da Espanha e China. Ontem, o chefe da Defesa Civil da Itália, Angelo Borrelli, admitiu que o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no país pode ser até 10 vezes maior do que o balanço oficial divulgado todos os dias. Ele não participou da coletiva nesta quarta-feira porque apresentou sintomas da Covid-19 e está isolado até receber o resultado do exame.

Fonte: IG Mundo

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Isolamento voluntário: “me demiti para proteger a família”, diz fotógrafo

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Embora exista uma atuação do Estado em diversos países para incentivar a quarentena – medida mais eficaz para a redução de danos da crise do coronavírus – elas não são suficientes sem as atitudes individuais dos cidadãos. Se não unânime, pelo menos essa é a opinião do fotógrafo brasileiro Ivan Alecrim, que vive em Barcelona , na região espanhola da Catalunha. 

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Reprodução

Barcelona está em uma das regiões mais atingidas pelo Covid-19 na Europa

O posicionamento de Ivan concorda com a maioria dos especialistas e profissionais de saúde pública, que defendem o distanciamento social como medida mais eficaz contra o avanço do vírus que já atingiu meio milhão de pessoas no mundo. 

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Há cerca de um ano no país, onde o número de mortes causadas por coronavírus já ultrapassou os dados na China, Ivan diz que precisou pedir demissão do café onde trabalhava.

A decisão ocorreu ao mesmo tempo em que sua esposa, Samara, rejeitou uma oportunidade de emprego pelo mesmo motivo: a urgência em iniciar a quarentena

“Quando a doença chegou na Itália nós começamos a ficar mais alarmados, mas tudo estava controlado até o momento em que Madrid explodiu em casos e as pessoas entraram em pânico. Houve uma corrida para estocar papel higiênico e alimentos. Uma semana antes do anúncio oficial do governo pela quarentena, muita gente já usava máscara. As ruas estavam mais vazias, mas ainda havia gente na rua”, recorda.

“Esperei um posicionamento da empresa, mas vi os casos ficando mais graves e nada acontecia. Chegou um momento em que percebi que o governo ainda não havia feito nada e nós precisávamos fazer por nós”, explica Ivan, que além do emprego fora de casa – onde precisava interagir diretamente com os clientes – também oferece aulas on-line de fotografia e outros temas. 

Além do afastamento dos trabalhos, a suspensão das aulas de Nina, a filha de 12 anos, também precisou partir primeiro do casal. “Vários colegas dela já estavam deixando de ir. Nós continuamos mandando a Nina para a escola porque ela ainda tinha uma prova a ser feita. Depois disso, decidimos que ela ficaria em casa”, conta. Segundo Ivan, as aulas só foram suspensas oficialmente uma semana depois. 

Recentemente, um estudo feito por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) e publicado no periódico  Lancet Infectious Diseases , revelou que o isolamento de pessoas infectadas e seus familiares, fechamento de escolas e distanciamento em ambientes de trabalho e no teletrabalho é a combinação mais eficaz para conter a pandemia.

Embora menos eficientes que a abordagem tripla , o estudo ainda conclui que quarentenas e medidas nos ambientes de trabalho são a segunda melhor opção para reduzir os casos de covid-19, seguidas de quarentenas e fechamento de escolas e somente de quarentenas.

Semelhanças entre Brasil e Espanha causam medo

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Reprodução/Arquivo pessoal

Ivan, a filha Nina e esposa Samara em Barcelona, antes das medidas de isolamento social

Apesar do volume de acontecimentos atualizados a cada dia, a diferença entre Espanha e Brasil não é tão grande quando o assunto é o tempo desde a chegada da doença. Segundo país europeu mais afetado pelo Covid-19 , a Espanha impôs o estado de emergência no dia 14 de março. 

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Já no Brasil, embora o governo federal tenha decretado estado de emergência para conter o vírus ainda no dia 4 de fevereiro, antes da primeira confirmação de contágio e com foco nos cidadãos que regressavam da China, estados como Rio de Janeiro e São Paulo – principais afetados até agora – enrijeceram as ações sanitárias no dia 17 de março, apenas três após o país europeu. 

Sobre isso, o fotógrafo diz que viveu dias de preocupação na tentativa de alertar amigos e familiares sobre a seriedade do coronavírus.

“Eu mandei áudios, conversei sério com meus pais. Todo mundo sabia que era sério, mas era muito importante que as pessoas se adiantassem, porque todo mundo ainda olhava o vírus como uma coisa distante. Não é. O contágio é rápido e para chegar de um país para o outro é uma questão de poucos dias”, diz. 

Até o momento, o Brasil possui cerca de 3 mil casos confirmados oficialmente e distribuídos por todos os estados do país. A Espanha enfrenta agora o pico da doença, que já causou mais de 4.000 mortes por complicações do Covid-19, além do colapso no sistema de saúde – uma das  previsões do ministro Luiz Henrique Mandetta para o cenário brasileiro para o mês de abril. 

Necessária, quarentena representa desafios

Apesar disso, ele diz que uma das escolhas para aliviar o estresse e preocupação com a pandemia foi a de se afastar um pouco dos números sobre casos e mortes no país natal.

“Não nos ajuda em nada entrar em pânico e eu também não acredito na forma como os números são notificados no Brasil. O que eu e minha esposa temos feito é aumentar o contato com a família. Nós ligamos mais, conversamos mais. Estamos preocupados e estamos com saudades”, explica. 

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Ainda sobre o confinamento, Ivan – que está com sintomas de gripe e isolamento completo há pouco mais de uma semana – compartilha algumas atitudes que podem fazer diferença.

“Eu tenho cozinhado bastante, mais que o normal. Estou fazendo muitas fotos em casa como uma forma de escape pra minha mente e também gosto de desenhar. Acho que atividades assim são fundamentais nesse momento”, diz. 

A família também organizou um tipo de reunião para que algumas regras de convivência ficassem mais claras. “No primeiro momento estávamos com muito medo e estresse, o que acabou virando agressividade. Percebi que estávamos muito irritados com tudo, e foi preciso uma conversa séria sobre os espaços da casa”, conta. 

Os obstáculos da crise, porém, são vistas como um aprendizado importante em um momento em que há tanta necessidade de união e cuidado.”Nós sempre ficamos muito em casa, mas uma quarentena é diferente. É o maior aprendizado de convivência, quando é preciso muito mais respeito ao espaço e individualidade do outro. Eu tenho 38 anos e minha filha tem 12. São visões muito diferentes, verdades muito diferentes. É preciso muita sensibilidade”, finaliza.

Fonte: IG Mundo

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