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Praça Vermelha

O inferno astral de Carlos Manato

O ex-deputado Carlos Manato (PSL) parece estar vivendo um perpiodo de provação na seu mapa astral. Ou como diriam os astrólogos mais técnicos, um inferno astral. Depois de enfrentar vários percalços no âmbito do Espírito Santo, Manato agora tem pela frente as consequências de sua demissão por telefone do Governo Bolsonaro. O presidente do PSL […]

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O ex-deputado Carlos Manato (PSL) parece estar vivendo um perpiodo de provação na seu mapa astral. Ou como diriam os astrólogos mais técnicos, um inferno astral. Depois de enfrentar vários percalços no âmbito do Espírito Santo, Manato agora tem pela frente as consequências de sua demissão por telefone do Governo Bolsonaro. O presidente do PSL do ES se vê em apuros para contar a todos o que aconteceu e o assunto continua rendendo em Brasília.

Prova disso são as matérias publicadas por diversos veículos de comunicação tentando achar razões pela sua súbita saída de Brasília. Na última terça-feira, o Estadão confirmou que Manato foi dispensado porque bateu de frente com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Segundo o material publicado, ele queria indicar – sem o respectivo aval da Bancada Capixaba – todos os cargos federais existentes no Espírito Santo, o que perfaz cerca de 16 postos.

Também publicada pela Agência Congresso, a matéria aponta que para a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) Manato tentou indicar três nomes diferentes, entre os quais o empresário Marcos Guerra e Aroldo Natal. Esta atitude não foi muito bem vista pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o que o fez bater de frente.

E neste inferno astral recheado de situações adversas, Manato teve outro inimigo pela frente: o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Tarcísio disse não a todos os nomes indicados pelo deputado capixaba e indicou o atual presidente da companhia, Antônio Júlio Castiglioni Neto, após consultar o ex-governador Paulo Hartung, que Deus o tenha em ótima saúde. Ou seja, tudo leva a crer que além de não agradar a muita gente,  Manato caiu por se desentender com Onyx a respeito de nomeações do PSL, que estavam emperradas. E quem bate com o ‘chefe’ costuma levar a pior.

Na matéria da Agência Congresso, o veículo de comunicação informa que entrou em contato com o Ministério da Educação, que não confirmou a ida de Manato para a pasta, como disse o ex-deputado a jornalistas de Brasília. Mais um planeta se chocando com outro em seu mapa astral. Dizem até que há quem se posiciona ao lado de Manato, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO). Ele disse ao Estadão  que caso “a articulação política do governo Bolsonaro está ruim, quem tem de ser demitido é o ministro, e não os assessores”, afirmou. “Esperamos que o presidente (Bolsonaro) tome um lado nessa situação porque, se ele não se manifestar, nós vamos tomar providências, que serão duras”, emendou o deputado, sem adiantar a estratégia planejada.

Quais providências, não sabemos. A única coisa que nos deixa claro neste embate digno de Praças Vermelhas é que Manato deve dar a volta por cima assim que os planetas do Poder se alinharem a seu favor. Por enquanto ficam as ilações da imprensa e de sua gente. Uma conclusão, porém, é certa: Manato não vive seus melhores dias, nem que Plutão volte a ser planeta e melhore o mapa astral deste Leonino de 7 de agosto. Sete é número místico e os leoninos costumam amar o Poder e são dados a viradas históricas; são empreendedores e ambiciosos, desde que os astros os ajudem.

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Praça Vermelha

Será que o Rei da Linguiça quer ser o novo Barão de Itapemirim?

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Por Tiago Turini

O nome Barão de Itapemirim que leva a rua onde hoje funciona a Câmara Municipal de Cachoeiro nunca fez tanto sentido. Um vereador declaradamente monarquista quer aprovar uma lei “nunca vista antes na história do município”. Uma super lei, valendo mais que determinações do Governo Federal e Estadual, criando uma espécie de império dentro da República, onde o que vale da porteira para dentro de Cachoeiro é o que ele aprova no Legislativo Municipal.

Talvez pela pouca idade e por ter crescido praticamente em um império, a empresa do seu pai, a Cofril, Juninho da Cofril, como é conhecido, talvez esteja sendo influenciado pela realidade em que viveu e viu até hoje, onde apenas o patrão manda e os funcionários obedecem. Juninho talvez precise entender que a lógica, agora, é inversa: o funcionário é ele e quem manda é o povo, além, é claro, de toda uma construção histórica de um regramento que acabou virando um mundaréu de leis, na qual, em seu ápice político hoje (23) na Câmara Municipal de Cachoeiro, durante um evento negacionista, transgrediu algumas dessas leis, cometendo crime contra a saúde pública, ao promover aglomeração em meio a uma pandemia. Será que o Ministério Público viu isso?

O que Juninho da Cofril propôs e levou quase todos os vereadores a embarcarem nessa furada, com a exceção do vereador professor Diogo Lube que se posicionou contra, é uma aberração legislativa. Mas como é marinheiro de primeira viagem e refuta ter assessoria de qualquer área, o erro é perdoável.

Juninho da Cofril quer criar uma lei onde, num cenário imaginário, por exemplo, em caso de uma outra pandemia no Brasil, nem mesmo o Governo Federal poderia determinar o que aconteceria em Cachoeiro. Ou seja, se amanhã o Brasil inteiro tiver que fechar o comércio, no Império Cachoeirano onde quem fabrica linguiça é rei, o comércio poderá funcionar normalmente, pois valerá o que diz a lei municipal proposta hoje, onde quem determina o que é essencial ou não no comércio será o Legislativo Municipal. É tão óbvio que não precisa ser nenhum Sérgio Moro para enxergar a inconstitucionalidade de tal Projeto de Lei.

Mais ainda

Juninho convocou empresários e trabalhadores para um protesto na porta da Câmara que, entre outras coisas, descumpriu todas as medidas sanitárias para enfrentamento do Coronavírus. E o povo que lá compareceu não sabia que se aglomerou à toa, porque a lei já nascia morta e nenhuma manifestação coletiva serviria de nada, até porque, falta uma semana, das duas impostas, para a quarentena acabar.

Talvez falte um pouco mais de Bolsonaro em Juninho da Cofril. Jogar para a plateia e fazer discursos vazios, acompanhados de políticas públicas ineficientes pode parecer fácil, mas, a exemplo do presidente, requer muitos anos de experiência.

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