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Saúde

OMS divulga guia com recomendações para a reabertura de escolas

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OMS divulga guia com recomendações para reabertura de escolas - Pixabay/Alexandra Koch

 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta semana, um novo guia com orientações atualizadas para que os governos reabram as escolas. O guia deixa claro que as autoridades devem priorizar a reabertura de escolas e não a de bares ou restaurantes.

Segundo a OMS, as escolas terão de aprender a conviver com o vírus, e, por isso, algumas das medidas envolvem o distanciamento entre os estudantes, higiene das mãos e máscaras para os alunos mais velhos. O guia também menciona a saúde emocional e psicológica dos alunos e profissionais.

A organização reconhece que a opção de fechar escolas só deve ser considerada em locais de intensa transmissão, principalmente quando há um número elevado de óbitos e hospitalizações. “Em geral, a maioria das evidências de países que reabriram escolas ou nunca as fecharam, sugere que as escolas não foram associadas a aumentos significativos na transmissão comunitária” afirma a OMS.

Para dar início às aulas presenciais, a recomendação é diminuir o número de alunos e professores em sala de aula e escalonar as atividades que podem gerar aglomerações como: início das aulas, intervalos, banheiro, refeições e horários finais.

Sobre o uso de máscaras

A OMS e a Unicef recomendam o uso de máscaras em escolas de países e regiões onde há uma intensa transmissão da Covid-19 (Sars-CoV-2). Abaixo, você confere algumas dessas medidas:

– Fora das salas de aula a determinação é de manter uma distância de pelo menos 1 metro tanto para os estudantes (todas as faixas etárias) quanto para o pessoal, sempre que possível. 

– Dentro das salas de aula, uma abordagem baseada no risco deve ser aplicada para manter uma distância de pelo menos 1 metro entre os estudantes. Os benefícios da adesão ao distanciamento físico de pelo menos 1 metro dentro de uma sala de aula devem ser ponderados em relação aos ganhos sociais, emocionais, de desenvolvimento e de saúde mental decorrentes das interações entre as crianças. 

– O professor e o pessoal de apoio devem manter pelo menos 1 metro de distância um do outro e dos alunos. Quando manter pelo menos 1 metro de distância não é prático ou dificulta o apoio aos alunos, os professores e o pessoal de apoio devem usar uma máscara. 

– Em locais onde há apenas casos esporádicos da Covid-19, crianças com menos de 12 anos de idade não devem ser obrigadas a manter distância física o tempo todo.

– Sempre que possível, crianças com 12 anos ou mais devem manter pelo menos 1 metro de distância umas das outras. 

– Em locais sem casos de transmissão, crianças com menos de 12 anos de idade não devem ser obrigadas a manter distância física o tempo todo.

– Limitar a mistura de aulas e de faixas etárias para atividades escolares e pós-escolares.

O turno das aulas pode ser alterado, com alunos e professores divididos entre turmas da manhã, tarde e noite. As escolas também podem diminuir o número de intervalos compartilhados e alternar quando e onde acontecem as aulas.

Aumentar o quadro de professores ou abrir vagas para voluntários também são recomendações da OMS, que acredita que desta forma haja menos alunos por sala de aula, se houver salas disponíveis.

As escolas também devem assegurar o controle de aglomerações durante as aulas ou quando os pais ou responsáveis vão à escola buscar os alunos. Para isso, as escolas devem identificar as entradas e saídas, com marcação de direção de caminhada e com restrição a entrada de pais ou responsáveis.

Ventilação das salas de aula e higienização

Para garantir uma ventilação adequada do interior das escolas, as medidas recomendam ventilação natural e manutenção e limpeza do ar-condicionado. Além disso, esse tópico também reforça a importância da higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Confira:

– Considerar o uso de ventilação natural (isto é, abrir janelas se possível e se for seguro fazê-lo) para aumentar a diluição do ar interno pelo ar externo quando as condições ambientais e os requisitos do edifício o permitirem. 

– Garantir ventilação adequada e aumentar o fornecimento total de ar para os espaços ocupados, se possível.

– Se forem utilizados sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado, eles devem ser inspecionados, mantidos e limpos regularmente. Normas rigorosas para instalação e manutenção de sistemas de ventilação são essenciais para garantir que eles sejam eficazes e seguros.

– Criar um horário para a higiene frequente das mãos, especialmente para crianças pequenas, especificamente na chegada da escola e em certos momentos-chave da rotina escolar, inclusive antes do lanche e do almoço e antes da saída da escola; fornecer sabão suficiente e água limpa ou esfregar à base de álcool nas entradas da escola e em toda a escola e nas salas de aula, sempre que possível; assegurar distanciamento físico quando os alunos esperam nos pontos de higiene/lavagem das mãos usando sinalização no chão.

– Programar a limpeza regular do ambiente escolar diariamente, incluindo banheiros, com água e sabão/detergente e desinfetante. Limpar e desinfetar superfícies frequentemente tocadas, tais como maçanetas de porta, escrivaninhas, brinquedos, suprimentos, interruptores de luz, equipamentos para brincar, materiais didáticos usados pelas crianças e capas de livros compartilhados ; elaborar listas de verificação para os limpadores das escolas para garantir que todas as tarefas diárias de higiene sejam realizadas e garantir o fornecimento de materiais de limpeza e proteção para o pessoal de limpeza, tais como equipamentos de proteção individual.

– Avaliar o que pode ser feito para limitar o risco de exposição, ou contato físico direto, em aulas de educação física, esportes, música ou outras atividades físicas e parques infantis, áreas molhadas (chuveiro/piscina) e vestiários, laboratórios de informática, bibliotecas, banheiros e refeitórios/cafeteria.

– Aumentar a frequência da limpeza na cantina, ginásio e instalações esportivas e vestiários. Fornecer estações de higiene das mãos nas entradas e saídas, estabelecer circulação unidirecional dos atletas através das instalações e limitar o número de pessoas permitidas no vestiário de cada vez; exibir informações claras sobre o número de pessoas permitidas na entrada das instalações individuais da escola.

– Estabelecer medidas de higiene respiratória e das mãos e distanciamento físico no transporte, tais como ônibus escolares. Se possível, as janelas dos ônibus devem ser mantidas abertas; fornecer informações para os alunos sobre o transporte seguro de ida e volta à escola, inclusive para aqueles que utilizam transporte público.

Fonte: IG SAÚDE

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Saiba como identificar depressão em crianças durante o isolamento

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Pixabay/Reprodução

Dores de cabeça e abdominais, fadiga e tontura são as queixas mais frequentes das crianças em depressão

A quarentena aumentou os níveis de depressão e estresse na sociedade brasileira. Um estudo conduzido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro apontou que a casos de depressão registram acréscimo de 50%, enquanto ansiedade e estresse aumentam em 80%.

Os efeitos da quarentena afetam as crianças de forma particular. Por não entenderem a gravidade da pandemia e estarem distantes de círculos sociais naturais para o desenvolvimento, especialistas alertam para os sinais de uma possível depressão.

“Dores de cabeça e abdominais, fadiga e tontura são as queixas mais frequentes das crianças. Já na adolescência, os sintomas são mais próximos aos dos adultos, como tristeza, esgotamento afetivo e social e transtornos alimentares”, diz a psicóloga Adriana Cabana, do grupo Prontobaby.

Segundo a especialista, a atividade física pode auxiliar crianças e adolescentes que estejam se sentindo deprimidos. “Além da sensação de bem-estar, estimula o convívio em grupos, a internalização da disciplina e o controle da ansiedade”, diz Cabana. “O excesso de energia que as crianças têm precisa ser liberada, e o sedentarismo aliado ao isolamento social faz com que outros problemas aconteçam, como obesidade infantil, irritabilidade e intolerância a frequentar outras atividades sociais.”

O mês amarelo

De acordo com a especialista, é fundamental analisar as mudanças de comportamento durante o isolamento social. “Atenção ao discurso de menos valia, de depreciação de si mesmo e de atividades que antes eram prazerosas”, diz. “Isolamento, choro sem motivo e irritabilidade também estão entre os principais sintomas”.

Caso o adulto responsável considere necessário, é importante buscar ajuda profissional. “Procure ajuda caso evidencie esses sintomas e, no caso de verbalização explícita de vontade de morrer, não deixe a criança sozinha em hipótese alguma. Procure ajuda imediatamente”, alerta Cabana. 

Fonte: IG SAÚDE

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