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Operação da polícia contra foragidos da Justiça tem intenso tiroteio no Rio

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Ação acontece no Jardim Catarina e no Complexo do Salgueiro, na região de São Gonçalo

A Polícia Civil faz, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, um megaoperação em São Gonçalo, na Região Metropolitana do estado. A ação conta com diversas delegacias do estado e acontece no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. As informações são do jornal O Dia .

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De acordo com o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, o delegado, Fábio Oliveira Barucke, cerca de 50 equipes estão cumprindo diversos mandados de prisão. Além disso, os agentes também estão procurando por foragidos e fazendo o reconhecimento de áreas para futuras investigações nessas regiões.

“É importante que a gente faça operações nesse sentido para que a gente possa procurar e localizar pessoas que estão foragidas residindo nesses locais”, o subsecretário reforça.

A operação começou com muitas trocas de tiros, com a resistência de criminosos das duas regiões. Ao todo, cerca de 50 locais serão vistoriados.

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“Temos diversos mandados antigos e novos, para checar endereços e informar a Justiça eventuais alterações de endereços”, Barucke acrescenta.

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Proibição de operações policiais reduz mortes em mais de 70% no Rio de Janeiro

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Proibição de operações policiais reduz mortes em mais de 70% no Rio de Janeiro
Rovena Rosa/Agência Brasil

Proibição de operações policiais reduz mortes em mais de 70% no Rio de Janeiro

A proibição de operações policiais em favelas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início de junho (5) resultou na diminuição da criminalidade e violência no Rio de Janeiro. O dados são do relatório “Operações policiais e ocorrências criminais: Por um debate público qualificado” da Universidade Federal Fluminense (UFF).


O documento aponta que desde a aprovação da medida houve uma redução de 72% das mortes decorrentes de incursões e que o número de feridos caiu em 49,6% em relação à média dos anos anteriores. A pesquisa do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni) analisa dados registrados entre 2007 e 2020.

A polícia do Rio é contrária a decisão de Fachin e alega que a proibição dificulta o combate ao crime organizado . Apesar disso, os pesquisadores mostram que pelo menos 30 vidas foram salvas nas favelas, inclusive a de policiais. A média de morte desses profissionais era de 10 e caiu pela metade este ano.

Segundo Daniel Hirata, professor da UFF e um dos autores do documento, o estudo indica ainda a ineficiência da ação policial nas favelas. “Houve uma redução significativa das operações policiais e consequentemente no número de mortos, feridos, sem aumento das ocorrências. Inclusive com a diminuição da morte de policiais”, comentou para O Dia.

A Polícia Militar (PM) continua realizando operações consideradas urgentes, como no caso do dia 28 de julho, em que a polícia precisou agir pelo fim de um tiroteio que envolvia o Comando Vermelho, a maior facção de tráfico do Rio de Janeiro.

A pesquisa também enumera os tiroteios que ocorreram no período analisado e registra uma diminuição de 61% desde a aprovação da medida. Se examinados apenas os casos em que policiais estavam envolvidos na troca de tiros, o número sobe para 82%. 

A UFF contou com o auxílio da plataforma Fogo Cruzado e do Instituto de Segurança Pública (ISP) para organizar os dados da pesquisa.

O STF deve analisar a liminar favorável a suspensão das atividades policiais durante a pandemia essa semana, que marca o fim do recesso do Judiciário. Até então Alexandre de Moraes foi o único que votou contra a proibição das operações nas favelas durante a pandemia, enquanto Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber se mostraram favoráveis. O julgamento é virtual e os ministros têm até terça-feira, 4, para publicar seus votos.

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