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Organizações evangélicas defendem ciência e pedem saída de Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Bolsonaro tem minimizado a gravidade da Covid-19 desde o início da pandemia

Um grupo de 34 organizações e movimentos evangélicos divulgou uma carta que pede a saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), defende o isolamento social como medida de combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2) e a ciência e ainda pede que as igrejas continuem fechadas para evitar aglomerações.

Nas eleições de 2018, os evangélicos tiveram grande papel no apoio a Bolsonaro. No entanto, ultimamente parte dos fiéis começaram a dizer que o presidente age de forma antiética e dá “provas de que não está à altura do cargo”.

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O documento recebe o título de “O governante sem discernimento aumenta as opressões – Um clamor de fé pelo Brasil”. Entre as questões levantadas no texto está a acusação de que o governo federal “atenta contra a vida humana ao invés de praticar a justiça e compaixão pelos pobres”. O trecho faz referência a uma passagem bíblica.

As organizações também declaram apoio às universidades, centros de pesquisa, pesquisadores e cientistas que estão desenvolvendo estudos sobre o novo coronavírus, incluindo para a criação de uma vacina contra a Covid-19 . Elas ainda repudiam os pronunciamentos de Bolsonaro contrários às recomendações de especialistas da saúde.

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“Reconhecemos a ciência como dom de Deus para cuidar da vida humana e toda a sua criação. A fé e a ciência são aliadas, caminham juntas e exaltam o poder divino”, diz o texto. “Nossa gratidão e solidariedade para com os profissionais de saúde que têm experimentado grande desgaste físico e emocional.”

Nesta quinta, informações divulgadas pelo Ministério da Saúde mostram que  os óbitos no Brasil chegaram a mais de 20 mil. Já o número de casos confirmados passou 310 mil . O aumento fez o País passar o Reino Unido, sendo que nesta semana o Brasil ainda deixou para trás a Espanha.

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Caso João Pedro: reprodução simulada reforça tese de que não houve confronto

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Caso João Pedro
Reprodução

João Pedro foi morto na casa dos tios durante operação policial

A reprodução simulada feita na casa onde João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, foi assassinado, em São Gonçalo , reforça a versão de que não houve confronto no local. A nova perícia constatou que marcas de tiros numa parede atrás do ponto em que os policiais se posicionaram para atirar — que, a princípio, corroboravam a versão dos policiais, que afirmaram terem sido atacados — podem ter sido causadas por disparos feitos por um dos agentes . Todos os cinco amigos do adolescente que testemunharam o crime afirmaram, em depoimentos no Ministério Público e durante a reconstituição, que só policiais atiraram na ocasião.

As três marcas de tiro estão localizadas na parte de interna do muro da frente, ao lado do portão por onde os agentes entraram na casa. O perito Thiago Hermida, que fez a perícia de local no dia do crime, notou que os tiros não têm o mesmo sentido daqueles que atingiram o interior da casa: enquanto a maior parte foi feita da frente do terreno para os fundos, esses foram dos fundos para a frente.

No entanto, durante a reprodução simulada, aconteceu a reviravolta: dois dos adolescentes que estavam no local e ajudaram os policiais a socorrer João Pedro acusaram um policial civil pelos disparos no muro, segundo pessoas que participaram da perícia contaram ao Extra. Ambos já haviam relatado antes ao MP que, ao voltarem à casa depois de levarem o amigo baleado ao helicóptero, foram alvo de disparos no momento em que abriam o portão. De acordo com o relato de um deles, o autor dos tiros estava no jardim e, depois de disparar, teria pedido desculpas e dito que “achou que era bandido “.

Na reconstituição, os dois apontaram as marcas como aquelas produzidas pelos tiros feitos pelo policial. Também mostraram o ponto onde o agente estava quando atirou, a dez metros da parede. Ao longo da perícia, foram feitos disparos da mesma distância com um fuzil e uma pistola para descobrir de que arma haviam partido os tiros. A conclusão é a de que os tiros podem ter sido feitos com uma arma curta, da maneira relatada pelos jovens.

Detalhes da perícia

Tiros com a pistola foram marcados no muro com a letra P. Aqueles feitos com o fuzil, com um F. A perícia concluiu que o tiro dado no muro foi feito com uma pistola calibre 9mm, já que os disparos de fuzil deixavam marcas maiores. A Polícia Civil não tem armas desse calibre em seu patrimônio. No entanto, policiais costumam usar suas próprias armas em operações: a pistola calibre 9mm usada na perícia, inclusive, foi emprestada por um dos agentes que fazia a segurança dos peritos.

A reprodução também reviu a avaliação feita anteriormente sobre outra marca, numa pilastra. Inicialmente, o perito havia anotado que a perfuração havia sido feita por um tiro. O tio de João Pedro, durante a nova perícia, explicou que a fenda foi produzida por um parafuso e já estava no local antes do dia do crime.

Só um policial civil participou da reprodução: o delegado Sérgio Sahione, que comandava a operação, mas não estava na cena do crime no momento dos disparos. Os agentes investigados — os inspetores Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister — não quiseram participar da perícia. Eles seguem trabalhando na corporação. O laudo da reconstituição está sendo produzido e deve ficar pronto nas próximas semanas.

A reprodução foi conduzida pelo delegado Bruno Cleuder, que assumiu a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) após o EXTRA revelar que o então titular, Allan Duarte, que era responsável pela investigação até setembro passado, estava na operação que terminou com a morte de Joao Pedro, em maio. Duarte integrou o grupo de policiais que entrou na favela, no dia 18 de maio, dentro de um veículo blindado da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Os três agentes investigados são lotados na Core.

João Pedro foi atingido por um disparo feito pelas costas, segundo o laudo cadavérico que faz parte da investigação. O projétil que o atingiu ficou alojado no corpo e tem calibre 556, o mesmo das armas usadas pelos policiais que invadiram o imóvel. Ele estava na sala da casa quando foi atingido.

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