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Economia

Os 7 passos para negociar suas dívidas usando o 13º salário

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O número de famílias brasileiras com dívidas a vencer aumentou para 74%, um novo recorde em comparação com o ano anterior, em que a alta foi de 6,8 pontos. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada em outubro de 2021 pela Confederação Nacional do Comércio.

Todos nós queremos estar em dia com nossas contas. Mas como negociar melhor nossas dívidas ao receber uma renda extra, como por exemplo, o 13º salário? Neste final de ano algumas dicas de como otimizar as negociações e melhorar os resultados podem ser um excelente presente de Natal, além de ser aquela janela de oportunidade que faltava para trazer tranquilidade para o próximo ano e permitir começar 2022 com o pé direito.

É importante compreender que negociação deve ser encarada como um processo estruturado, portanto a primeira sugestão é sempre fazer todas as fases deste processo, principalmente quando se trata de um assunto importante que tenha alto valor, como uma dívida financeira. O processo de uma negociação tem em sua essência três fases: preparação (antes), execução (durante) e controle (depois). Se você quer melhorar o resultado deve melhorar o processo, ou seja, investir tempo e esforço de forma sábia em cada uma dessas etapas.

Os especialistas Alfredo Bravo e Glauco Cavalcanti, professores da Fundação Getúlio Vargas, professores da FGV e especialistas em negociação prepararam 7 dicas para negociar suas dívidas:

1 – Conheça o valor total das suas dívidas: listar as dívidas por ordem de atraso e urgência de pagamento pode ser um ótimo passo para solução do problema. Entenda quais dívidas geram juros mais altos porque provavelmente são essas que estão comprometendo sua renda mensal.

2 – Faça um balanço do seu fôlego financeiro: é importante saber quanto você ganha e quais são os principais gastos. Este estudo é fundamental para definir o que deve ser cortado do seu orçamento a fim de saldar suas dívidas. Ter os números em mãos lhe ajudará a pensar na melhor estratégia financeira.

3 – Monte o planejamento para negociação: sabendo o tamanho da dívida e seu fôlego financeiro mensal, fica mais fácil negociar com as instituições credoras. Mas antes é importante definir os 7 elementos do planejamento, que são: objeto, objetivos, interesses, alternativas em caso de não acordo, moedas de troca, campo da negociação e argumentos que serão utilizados.

4 – Negocie com os credores: após fazer o contato com os credores solicite propostas para quitação do saldo devedor. Compare as condições apresentadas com todo seu planejamento e avance neste processo negocial utilizando argumentos baseados em critérios objetivos, ou seja, dados e fatos que convençam a outra parte.

5 – Troque dívidas mais caras por mais baratas: em caso de não acordo com os credores você poderá partir para portabilidade de crédito, ou seja, procurar instituições que ofereçam melhores condições de pagamento e assim transferir sua dívida. O objetivo é que pague juros mais baixos e crie um fôlego financeiro enquanto não consegue sair da dívida.

6 – Negocie suas contas de consumo: contas de telefone, internet, TV a cabo, anuidade do cartão de crédito e tarifas bancárias são gastos mensais que podem ser reduzidos quando praticamos a negociação. Enquanto negocia suas dívidas, esteja atento aos gastos mensais que podem ser reduzidos. Entenda que chegou a hora de sair do vermelho e todo esforço é válido neste momento.

7 – Corte os gastos desnecessários: de nada adianta negociar com os credores, reduzir as contas de consumo e manter gastos desnecessários. Neste sentido vale conscientizar toda família para um esforço conjunto. Vale fazer uma varredura dos serviços de internet, academia que está sendo paga sem uso e compras por impulso. O consumo mais consciente pode ajudar a família a voltar a ter equilíbrio financeiro.

Entenda que final do ano é o período ideal para fazer o balanço da sua vida, rever hábitos e adotar novas práticas financeiras. Estudar mais sobre educação financeira e melhorar sua habilidade para negociar podem lhe auxiliar a atingir a paz que você tanto procura.

Sobre os Especialistas:

As informações sobre a metodologia desenvolvida estão reunidas no livro Negociação 7.0 – Os sete passos do planejamento para uma negociação eficaz que acaba de ser lançado e está disponível na Amazon e na Hotmart. A obra foi escrita por:

Glauco Cavalcanti – É professor da FGV, palestrante, escritor e sócio fundador da GC-5 Negotiation Solutions, empresa especializada em treinamento corporativo que conta com um grupo de consultores de excelência na área de negociação . É PhD pela Florida Christian University, Mestre em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e Graduado em Administração de Empresas pela PUC-RJ.

Alfredo Bravo – É professor da FGV, palestrante, escritor e consultor com mais de 25 anos de experiência em Negociação, Vendas e TI . Atualmente é diretor comercial da Paragon TI, empresa que trabalha com projetos de sistema de informação envolvendo hardware, software e serviços. É Doutor em Administração pela Universidade Nacional de Rosário – UNR e Mestre em Sistemas de Gestão pela Universidade Federal Fluminense – UFF. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal Fluminense – UFF, tem MBA em Administração de Empresas e Negócios pela Fundação Getúlio Vargas – FGV.

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Economia

IBGE oferece 266 mil oportunidades de emprego até 21 de janeiro

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Cerca de 78 milhões de residências brasileiras devem receber, a partir do dia 1º de agosto, a visita de um agente recenseador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou hoje (17) o presidente do órgão, Eduardo Luiz Gonçalves Rios Neto.

Entrevistado pelo programa A Voz do Brasil, Neto afirmou que o levantamento censitário brasileiro, que é realizado a cada 10 anos, seguirá rígidos protocolos de distanciamento e de segurança sanitária, tanto para os agentes quanto para os entrevistados.

Essencial para a formulação de políticas públicas e para traçar o perfil de todas as camadas sociais, o Censo é a mais completa pesquisa realizada no Brasil sobre a realidade da população em todo o território nacional.

“O Censo é a única investigação familiar que cobre todos os municípios do país. É uma oportunidade única de ver o retrato estrutural que é essencial para o planejamento. É uma pesquisa socioeconômica completa”, afirmou o presidente.

Para tanto, o instituto contratará, até o dia 21 de janeiro, 266 mil profissionais em diversos cargos para realizar o Censo 2022. Destes, 183 mil serão recenseadores. A escolaridade necessária é o ensino fundamental completo, e a remuneração começa em R$ 1.700, podendo alcançar R$ 2.100.

Os contratos serão temporários, com jornada prevista de três meses – podendo haver renovação por um mês adicional. Todos os contratados receberão férias e 13º salário proporcionais.

Assista na íntegra:

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*Matéria em atualização.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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