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Opinião

Pelo fim da insanidade tributária

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É preciso parar de vez com esta sanha tributária do Governo! Tudo que você faz tem imposto. Chega a ser abominável a forma como tributam tudo e aumentam os impostos sem você perceber. Incontrolável. Mais de um trilhão de impostos arrecadados com a máquina administrativa, o que nos faz crer que há algo errado no Brasil.

Chega! Os contribuintes não suportam mais a cobrança de tantos “is”. É imposto até sobre o ar que você respira, sobre a água que você bebe e agora querem taxas o Sol que nos ilumina. Valha-me Deus.

Como já dizia Tibério, “em matéria de impostos, é função de um bom pastor tosar suas ovelhas, mas não tirar o seu couro”. Ou seja a fúria de arrecadação já é antiga, bem desde os tempos de antes de Cristo, como se fosse uma qualidade inata do ser humano a arte de cobrar. Cobra-se tudo. E quanto menor o poder aquisitivo do cidadão, maiores alíquotas são cobradas, como se o princípio de igualdade só existisse no papel.

Vejamos a gasolina, por exemplo. Cada Estado, cada município cobra uma alíquota diferente do preço do combustível na bomba, o que explica a gasolina ser mais cara, em média, no Rio de Janeiro, estado que é o maior produtor de petróleo. Isso é um abuso. Já não basta o imposto federal, minto, os tributos federais cobrados da gasolina como também temos que pagar alíquotas para Estados e municípios.

Cobra-se pedágio nas principais estradas do País pela manutenção e conservação, no entanto, todo proprietário de carro ou de um outro veículo automotor terrestre tem que desembolsar determinado percentual do valor do carro a título de IPVA.

Sabemos viver com o que temos, mas trabalhar boa parte do ano para sustentar máquinas de Governo – e o que é pior; sem ver os resultados – não é decente. É no mínimo roubar um bando de crianças só com o tamanho.

O portal Hoje ES aguarda que o governo Bolsonaro, assim como os demais, arredem o pé da verdadeira insanidade contemporânea que é cobrar impostos ao bel prazer. Aguardemos ansiosamente por uma providência maior. Por uma decisão mais justa e equânime. A conferir.

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Chuvas no Espírito Santo

Medo da Chuva

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Aprendi a ter medo da chuva neste fim de semana. Para ser exato, nesta sexta-feira dia 17 de janeiro de 2020, quando vi a cidade em que moro ser literalmente destruída por uma tromba d´água de grandes proporções. Não sobrou nada. Nenhum comerciante ficou ileso às águas que rolavam pelo Rio Iconha e se esparramaram pelas ruas principais da cidade.

Carros boiavam e eram escorados pelo que aparecesse pela frente. Geladeiras e bujões de gás boiando nas águas que destruíram Iconha. O prédio que pertencia a um vereador caiu. Edifício de três andares que veio abaixo, no qual um bar funcionava no térreo. Sorte que ninguém se machucou gravemente.

Ainda à noite, pessoas em casas que não foram afetadas pelas chuvas abriam as portas de suas residências para quem não tinha onde ficar. A Igreja de Santo Antônio, Matriz da Cidade, abriu-se para a pequena turba de desavisados, desabrigados e desalojados que ficaram sem ter onde ficar. Ficaram ou não tinham. Foi um Deus no acuda.

Noite escura, sem agonia presente, mas com uma dor pela ansiedade do dia chegar a ver os estragos impulsionados pelas chuvas e pelo Rio Iconha. Silêncio que aumentou com a queda da luz, que só era quebrado pelo carro de Defesa Civil do município que tentava ir onde podia. Um Deus nos acuda silencioso, em meio às orações que partiam de gente dos mais diferentes credos.

A chuva para! O silêncio aumenta e o esqueleto de Iconha surge com o raiar do dia. Já não há mais uma ponte que liga um ledo da cidade a outro. Já não existem mais ruas viáveis para trafegar. Há lama por toda a parte. Escombros. Rastros de destruição e, infelizmente, algumas mortes. Todos estão atônitos.

Lágrimas. Gritos. Destaque para quem começou tudo do zero, gastou tudo que tinha na abertura de um negócio e agora vai ter que dar uma nova virada de vida, desta vez sem capital. Perdeu tudo. Em um canto da Rua Muniz Freire, depois do baque inicial, cidadãos tentam se planejar para dar início a limpar os escombros do fim. Máquinas aparecem de outras cidades, auxílios de outras defesas civis de outras cidades, mas a dor não para.

Lembro-me vagamente da música do Raul Seixas na qual ele fala que tem medo chuva; ou melhor, que ele perdeu o medo da chuva. A música é sobre casamento, uma metáfora belíssima. Mas se a história fosse levada ao pé da letra, o maluco beleza faz menção ao fato de que a chuva voltando pra terra traz coisas do ar. Raul, você errou. Na chuva, pedras não ficam imóveis no mesmo lugar– até caminhões foram carregados pelas águas da Brumadinho capixaba; na chuva, aprende-se o grande segredo da vida: ser solidário e reerguer tudo que as águas destruíram. Por uma nova Iconha, Amém!

 

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