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Saúde

População pede fortalecimento do SUS na região Sul

Melhoria na atenção básica, na gestão e em investimentos foram algumas das demandas acolhidas pela Comissão de Saúde em audiência pública realizada na tarde desta sexta-feira (29), em Rio Novo do Sul, município distante cerca de 110 quilômetros da capital. População, gestores, vereadores e profissionais de saúde tiveram participação nos debates sobre a melhoria da […]

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Melhoria na atenção básica, na gestão e em investimentos foram algumas das demandas acolhidas pela Comissão de Saúde em audiência pública realizada na tarde desta sexta-feira (29), em Rio Novo do Sul, município distante cerca de 110 quilômetros da capital. População, gestores, vereadores e profissionais de saúde tiveram participação nos debates sobre a melhoria da saúde pública na região. Os trabalhos, realizados no Teatro Municipal Ivo Mameri, foram conduzidos pelo presidente do colegiado, Doutor Hércules (MDB).

O médico e ex-secretário de saúde de Rio Novo do Sul, Antônio de Almeida e Silva,fez um apanhado sobre o sistema de saúde nos últimos anos e abordou a situação atual da área. Avaliou que cada vez mais Estados e União foram se afastando das responsabilidades com a saúde e Municípios foram tendo cada vez mais atribuições. “A realidade hoje é o município assumindo toda a atenção básica e com poucos recursos”, avaliou o médico.

O prefeito de Rio Novo do Sul, Thiago Fiorio Longui (Pros),elogiou a iniciativa da Comissão de Saúde e destacou o ineditismo da audiência sobre o assunto no município. O chefe do Executivo local ressaltou a importância do diálogo para a busca de soluções.

“Temos que discutir políticas públicas e buscar soluções, não culpados. Não adianta um município como Rio Novo do Sul tentar achar sozinho, com o prefeito, secretário, soluções que são complexas. Por isso enfatizo a importância de estarmos reunidos aqui. Não adianta trocarmos prefeito a cada quatro anos se não nos reunirmos enquanto sociedade civil organizada”, avaliou.

Thiago Fiorio também considerou a importância do crescimento econômico dos municípios como forma de melhoria da renda e índice de desenvolvimento, com consequente redução da demanda da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O proponente da audiência e vice-presidente do colegiado, Dr. Emílio Mameri (PSDB), destacou a importância do SUS e da atenção primária para a qualidade dos serviços. “A atenção primária é fundamental. Uma das coisas boas que foram colocadas em prática no Brasil foi o SUS. Claro que há críticas, mas ele é um projeto inacabado, tem que ser melhorado. A atenção primária pode resolver cerca de 80% dos casos na base. Se tivéssemos uma atenção primária realmente resolutiva teríamos muito menos judicialização”, avaliou Mameri.

O deputado também defendeu a política de atenção descentralizada, com leitos de retaguarda nos próprios municípios como forma de evitar as demandas da saúde na Justiça e gastos com a necessidade de compra de leitos na rede privada. Mameri disse ainda que só em Rio Novo do Sul foram fechados 38 leitos.

“Mas esse não é problema de Rio Novo, é do estado inteiro. O hospital de Iconha está fechando. Em Alfredo Chaves e Piúma os hospitais foram fechados. O modelo de centralização não funciona”, sentenciou. Mameri também sugeriu a construção, no sul do ES, de uma unidade do porte do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, com capacidade para resolver problemas de alta complexidade.

O secretário de saúde de Rio Novo do Sul, Marcos Cardoso Muraca,também saiu em defesa do sistema público de saúde. “Sou um defensor do SUS, é o maior projeto social que o Brasil já teve. Veio para resolver muita coisa. A questão da universalidade e da integralidade é espetacular. Sou completamente contra acabar com o SUS”.

O superintendente regional de saúde de Cachoeiro de Itapemirim, José Maria Justo, comentou sobre o modelo do sistema que não atende a interesses do mercado e anunciou que em breve será enviado à Assembleia Legislativa (Ales) projeto do Executivo. Segundo ele, a matéria proíbe médicos e prescritores que atuam no SUS de prescreverem qualquer tecnologia que não esteja contemplada no sistema.

“O prescritor, muitas vezes, por questões propositais ou não, atende a interesses do mercado e não podemos permitir isso. O SUS veio pra mostrar que não atende interesse do mercado”, disse Justo. 

Para o auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) Alfredo Aucuri boa parte das questões apontadas poderiam ser solucionadas com gestão. “A Rede Bem-Estar ganhou prêmio de melhor prática na gestão pública no Brasil e é um sistema que tem custo zero”, apontou.

O auditor se referiu ao sistema de prontuário eletrônico implantado em Vitória, vencedor do prêmio e-Gov 2016 na categoria e-Serviços Públicos. “Efetividade se faz com gestão, não simplesmente com dinheiro. A gente tem que pensar em diálogo entre as instituições”, disse Aucuri.

O debate também contou com a participação e colaboração de vereadores de municípios da região sul. A vereadora de Cachoeiro de Itapemirim Renata Fiório (PSD) falou sobre a importância da integração de políticas de educação e saúde como meio de prevenção de doenças e acesso ao sistema público de modo eficiente.

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Lentes de contato para os dentes: saiba mais sobre essa técnica

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Resistentes e com a capacidade de deixar os sorrisos mais bonitos, as lentes laminadas são duráveis, mas exigem cuidados

Os procedimentos estéticos dentários caíram no gosto dos brasileiros, e a odontologia está conseguindo entregar o sonho do sorriso bonito. Ultrafinas e com excelentes resultados, a longo prazo, as lentes de contato laminadas são ideais para a conquista do sorriso perfeito. Trata-se de películas, coladas na parte frontal dos dentes, por meio de aparelhos específicos. Por isso o apelido “lentes de contato”. Elas não só branqueiam os dentes, como também consertam pequenas deformidades.

Apesar de a técnica ser segura, é preciso escolher com cuidado o profissional que vai fazer a aplicação, alerta o cirurgião-dentista e professor do curso de Odontologia da Faculdade Pitágoras, Rafael Parteli. “O paciente deve pesquisar se o dentista está habilitado a realizar o procedimento, porém, é de bom senso buscar por um profissional que já tenha experiência comprovada e especialização com foco na área de estética, e é interessante o paciente pedir para ver casos já realizados”.

Rafael explica que as lentes laminadas modificam o formato, contorno, textura, cor e realinha os dentes. Elas levam esse nome por serem extremamente finas, assim como as lentes de contato oculares. “Os principais resultados são a devolução da anatomia e da oclusão e o restabelecimento da estética. Consequentemente o paciente tem uma melhora da autoestima, bem-estar, autoconfiança”.

É importante saber que as lentes de contato e as facetas laminadas são confeccionadas sob medida para cada paciente. “As lentes são indicadas para correção de formato e são mais finas do que as facetas de porcelana, que podem ser utilizadas em dentes mais desgastados e com outros tratamentos, por serem mais espessas”, explica o dentista.

Lentes de contato devem ser aplicadas em casos de dentes com aspecto infantil, dentição formada com dentes pequenos, desalinhamentos dentários e pequenas alterações de cores. O cirurgião alerta em relação a características do procedimento. “A cerâmica em que a faceta é confeccionada deve apresentar resistência para suportar as forças mastigatórias e não fraturarem. Deve possuir uma excelente adesão ao tecido dentário para evitar infiltrações, que podem ocasionar cáries, além da possibilidade de se soltar e causar constrangimento ao paciente”, explica.

Rafael explica que o tratamento é feito com pequenos desgastes na dentição, para criar um local adequado em que a faceta fique assentada sobre o dente. “Posteriormente o dente é moldado e o molde enviado a um laboratório de prótese que irá confeccionar as facetas, e só então as lentes são coladas nos dentes como uma espécie de adesivo líquido. A manutenção é a mesma que o dente natural, com consultas regulares ao dentista de 6 em 6 meses, para avaliação de possíveis cáries e remoção de placa e tártaros”, finaliza Rafael.

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