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Por que a OMS agora recomenda uso de máscara em público contra covid-19?

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BBC

A Organização Mundial da Saúde ( OMS ) mudou suas orientações sobre uso de máscaras e disse que elas devem ser usadas em público para ajudar a impedir a propagação do coronavírus .

Leia também: Bolsonaro ameaça tirar Brasil de OMS por “viés ideológico”

máscara
Pixabay

OMS mudou recomendação em relação a máscaras


O órgão disse que novas informações mostram que elas podem fornecer “uma barreira para gotículas potencialmente infecciosas”. Mas a OMS destaca que apenas as máscaras não são suficientes para evitar a disseminação do coronavírus.

Leia também: OMS aumenta prazo recomendado de isolamento para casos de Covid-19

Em alguns países ao redor do mundo, como no Brasil, já há recomendação ou exigência de que as pessoas usem máscaras para cobrir boca e nariz em público.

Antes, a OMS dizia que não havia evidências suficientes para dizer que pessoas saudáveis ​​deveriam usar máscaras. O conselho da OMS era o de que as máscaras médicas fossem usadas por pessoas doentes e por quem cuida delas.

A médica epidemiologista Maria Van Kerkhove, especialista técnica da OMS, disse à Reuters que a recomendação é que as pessoas usem uma “máscara de tecido – ou seja, uma máscara não médica” em áreas onde há risco de transmissão.

Globalmente, houve 6,7 milhões de casos confirmados de coronavírus e quase 400 mil mortes desde o início do surto no final do ano passado, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Qual é a orientação da OMS?

A entidade disse que sua nova orientação foi motivada por estudos concluídos nas últimas semanas. “Estamos aconselhando os governos a encorajar o público em geral a usar uma máscara”, disse Van Kerkhove.

Ao mesmo tempo, a OMS enfatizou que as máscaras faciais eram apenas uma das várias ferramentas que poderiam ser usadas para reduzir o risco de transmissão – e que não deveriam dar às pessoas uma falsa sensação de proteção.

“Máscaras por si só não vão te proteger da covid-19”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

‘Grande mudança’

O editor de ciência da BBC, David Shukman, diz que se trata de uma grande mudança na orientação da OMS.

“Durante meses, os especialistas da organização mantiveram a linha que as máscaras encorajariam uma falsa sensação de segurança e privariam os profissionais médicos de equipamentos de proteção muito necessários.”

Ele aponta que esses argumentos não desapareceram, mas que a OMS passou a reconhecer o surgimento de novas evidências a respeito dos riscos de transmissão.

“Portanto, onde o distanciamento não é possível, como em transportes públicos e em locais como lojas, sugere-se que os rostos sejam cobertos com máscaras caseiras para evitar a transmissão do coronavírus”.

Pessoas com mais de 60 anos com doenças pré-existentes devem ir além, disse a OMS, e usar máscaras médicas para se protegerem melhor.

Brasil

No Brasil, o uso de máscaras já é parte de recomendações ou exigências de prefeituras e governos estaduais, como recurso de prevenção contra a covid-19.

Até esta sexta-feira (5), o Brasil registrava um total de 35.026 mortes e 645.771 casos de covid-19 desde a chegada do coronavírus ao país. Destes números, 1.005 mortes e 30.830 casos foram registrados apenas nas últimas 24 horas.

A divulgação dos dados sobre a covid-19 no país passou por contratempos e mudanças nesta semana, enquanto o número de mortes no país chegava a números recordes. Normalmente, os dados eram enviados à imprensa por volta das 19h. Na quarta-feira (3), foi enviada uma mensagem a jornalistas afirmando que, por “problemas técnicos”, as informações seriam enviadas “excepcionalmente” às 22h.

Perguntado sobre alterações no horário de divulgação, Bolsonaro brincou com o horário do Jornal Nacional, da TV Globo, normalmente exibido por volta de 20h30. “Acabou matéria no Jornal Nacional?”, disse, rindo.

Também houve alteração no tipo de dado informado à imprensa. Nesta sexta-feira, o boletim não trouxe mais números totais de mortes e casos de covid-19 — apenas dados para as últimas 24 horas.

Bolsonaro disse que pode retirar o Brasil da OMS se continuar na instituição o que ele chamou de “viés ideológico”. Bolsonaro, que inicialmente disse que o vírus era uma “gripezinha”, criticou as políticas de bloqueio recomendadas pela agência para combater a propagação da doença.

“O Trump cortou a grana deles, voltaram atrás em tudo. E adianto aqui: os Estados Unidos saíram da OMS, a gente estuda no futuro. Ou a OMS trabalha sem o viés ideológico, ou nós vamos estar fora também. Não precisamos de gente de fora dar palpite na saúde aqui dentro”, afirmou Bolsonaro.

Leia também: OMS atualiza orientação sobre o uso das máscaras faciais

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o “término da relação” do país com a OMS em plena pandemia de coronavírus. “A partir de hoje encerraremos nossa relação com a Organização Mundial da Saúde e redirecionaremos estas verbas para outras necessidades globais, urgentes e merecedoras na saúde”, afirmou o republicano, sem detalhar como tal rompimento seria feito.

Fonte: IG Mundo

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Pandemia leva canibalismo aos ratos  que entram em casas em busca de comida

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Reprodução de Twitter @sebastianarcher

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No Reino Unido, os ratos começaram a demonstrar comportamentos incomuns como conseqüência da pandemia de covid-19. Moradores da cidade inglesa de Stoke-on-Trent relatam que os roedores entram em suas casas através de canos de banheiro à procura de comida, enquanto especialistas falam em aumento do canibalismo entre esses animais.

Durante a quarentena, os ratos ficaram mais famintos e mais agressivos, quando começaram a entrar em casas com mais frequência. Além disso, um inverno mais quente que o normal aumentou a população de roedores. De acordo com Steve Belmain, professor de ecologia e um dos principais especialistas em ratos do país, “as mães vão comer seus filhotes na esperança de que um dia possam se reproduzir novamente. Se eles não tiverem comida suficiente para cuidar de si mesmos, não terão. eles se matam cuidando de seus filhotes “, disse ele ao jornal Stoke Sentinel.

Mike Flynn, que trabalha no controle de pragas desde 1979, afirma que o comportamento canibal entre ratos aumentou, assim como pedidos de moradores da cidade para resolver o problema de roedores nadando através de canos e banheiros para entrar em suas casas. .

Segundo o que ele disse, os animais geralmente entram nas casas pelo banheiro ou pela cozinha, e isso pode ser causado pelo mau estado dos sistemas de drenagem. Da mesma forma, os ratos se tornaram mais ousados​e pareciam mais durante o dia do que antes, quando preferiam sair sozinhos à noite e muito silenciosamente.

Flynn coloca o aumento de chamadas em 10%, alertando para as entradas domésticas e assegurando que “há definitivamente uma mudança no comportamento dos ratos após a quarentena”. O especialista diz que isso pode ser causado pela escassez de alimentos, já que os restaurantes estavam fechados e não produziam lixo com restos de comida que os roedores geralmente se alimentavam.

Fonte: IG Mundo

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