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Praça Vermelha

Praça Vermelha é a coluna que lança um olhar sobre os bastidores da política capixaba, E é na Serra que começa a nossa história.

Historia sem fim O ambiente político no município da Serra, na Grande Vitória, é repleto de momentos conturbados há alguns anos. Os embates mais recentes expõem ainda mais o racha entre o Executivo, na figura do prefeito Audifax Barcelos, e o Legislativo, representado pelo presidente da Câmara de Vereadores Rodrigo Caldeira, ambos redistas. E nesta […]

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Historia sem fim

O ambiente político no município da Serra, na Grande Vitória, é repleto de momentos conturbados há alguns anos. Os embates mais recentes expõem ainda mais o racha entre o Executivo, na figura do prefeito Audifax Barcelos, e o Legislativo, representado pelo presidente da Câmara de Vereadores Rodrigo Caldeira, ambos redistas.

E nesta quarta-feira (3), a juíza da Vara da Fazenda Pública Municipal da Serra, Telmelita Guimarães Alves, suspendeu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura supostas irregularidades creditada na conta de Audifax pelos nobres vereadores. Caso estes não cumpram a determinação: multa de R$ 5 mil por dia. O momento é de aguardar os próximos capítulos de mais uma história conflituosa e que parece não ter fim.

E por falar em CPI…

O deputado federal Sergio Vidigal (PDT) foi escolhido, nesta terça-feira (2), para ocupar uma vaga de membro titular da CPI do BNDES na Câmara dos Deputados. A CPI vai investigar se o banco privilegiou um grupo de empresas nos investimentos.

A comissão busca verificar as alterações realizadas no estatuto do banco, que poderiam ter beneficiado acordos internacionais. Além disso, o colegiado terá como foco a investigação dos contratos envolvendo recursos nacionais no exterior, atualmente com detalhes sob sigilo até 2027.

Segue o baile no Tucanato

O PSDB de Vitória elegeu há poucos dias a vereadora Neuzinha de Oliveira como presidente. Apesar da esmagadora vitória (475 votos, dos 482 possíveis) da experiente parlamentar, sobre o ex-presidente da sigla na capital Wesley Goggi, a dança continua, e o salão pode ficar sem espaço para o ex-mandatário.

O Diretório Municipal pediu a abertura de um processo para analisar se expulsa Goggi. A assessoria do Diretório Estadual confirmou a abertura do procedimento à imprensa. Assim, o PSDB permanece com muita dificuldade de juntar os cacos deixados pela convenção estadual de 2017, na qual o presidente da sigla César Colnago, aliado de Goggi, sagrou-se vitorioso em uma disputa muito dura com o prefeito de Vila Velha, Max Filho.

Creche para todos!

A senadora Rose de Freitas (Pode) comemora a aprovação do Projeto de Lei do Senado 446/2018, que prevê auxílio financeiro a famílias de baixa renda que não conseguirem vagas para seus filhos em creches públicas.

“O dever do Estado com a educação está falho, sabemos que muitas metas para a construção de creches não foram atendidas. O projeto cria uma possibilidade para que as crianças tenham acesso à educação enquanto não conseguem uma vaga na rede pública por meio desse voucher. Ganham as famílias, as mulheres e nossas crianças”, destacou Rose. 

A matéria foi aprovada nesta terça-feira (2) e é de autoria do senador José Serra (PSDB-SP). Se enquadram no benefício famílias de baixa renda com crianças de 0 a 5 anos.

Santo round 1

A vereadora Renata Fiório (PSD) se disse estarrecida após ouvir acusações feitas pelo médico Roberto Bastos contra a direção da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, no início da sessão desta terça-feira (02). Bastos é obstetra e acusou o superintendente da Santa Casa, Padre Evaldo Ferreira, pelo fechamento da maternidade do hospital e pela falta de transparência nos contratos da entidade.

“(Estarrecida) é como me sinto ao ver alguém que está há trinta anos comendo da Santa Casa tentando denegrir a direção da instituição”, disse a vereadora, que destacou ainda a dificuldade para que a Santa Casa reconquiste sua “credibilidade perante o governo do Estado”.

Renata recorreu à Bíblia para fazer uma analogia ao que considera traição de Bastos, citando o apóstolo Judas. “Aquele que cospe no prato em que come, que beija o rosto que vai trair”.

Santo round 2

Roberto Bastos, médico obstetra que há 30 anos é membro do corpo clínico da Santa Casa de Cachoeiro, acusou o padre Evaldo Ferreira, superintendente, de ter atuado sem transparência no fechamento da maternidade da instituição. Chamou de “ato irresponsável” e fez denúncias de improbidade nas gestões de contratos “obscuros” de terceirização de serviços.

Bastos acusa o padre de ter tomado “atitude irresponsável” por, supostamente, ter entregado à maternidade, quando deveria, segundo o obstetra, lutar por mais serviços do SUS para atender as mães carentes da Região Sul do Espírito Santo. “É inadmissível um Hospital Geral, da tradição da Santa Casa, renunciar a uma maternidade. Alguém está levando vantagem nisto”, ressaltou.

Alegria no Zumbi!

Já a felicidade dos políticos de Cachoeiro de Itapemirim fica por conta dos vereadores Eli Scarpini (PV) e Rodrigo Sandi (Pode). Eles são só elogios às obras de pavimentação em 11 becos do bairro Zumbi, o maior do município.

Eli lembrou do desejo antigo dos moradores da área de “ter um passeio decente para sair e chegar até suas casas”. Já Sandi elogiou o “olhar singular” do prefeito, “merecedor de nota 10”, em sua avaliação, por atender às pessoas do bairro, que “merecem dignidade”.

As masmorras de PH, não!

A Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL), realizou nesta quarta-feira (3) audiência pública com o tema “Política Penitenciária e Segurança Pública”.  O evento expôs as condições de superlotação dos presídios e os servidores apresentaram suas condições de trabalho.

Estiveram presentes, além do deputado Danilo Bahiense, o deputado Delegado Lorenzo Pazolini (PRP), o subsecretário de Estado de Integração Institucional, Guilherme Pacífico, o advogado, professor do Mestrado Profissional em Segurança Pública, ex-desembargador federal e ex-secretário de Estado da Segurança Pública Henrique Herkenhoff e representantes de entidades de classe dos inspetores penitenciários. Nenhum representante da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) esteve presente ao evento, embora tivessem sido convidados.

Vamos “navegar” na praça (…)

Desde a última segunda feira (1°), quem mora ou passa pelo bairro Ibes, em Vila Velha, pode se conectar gratuitamente à internet. O serviço está disponível a todos os interessados na praça central da região.

Segundo o presidente do movimento comunitário do bairro, Thiago Teixeira, basta que o cidadão faça um rápido cadastro via Facebook para poder navegar livremente. O líder comunitário revela que, como a Legislação do município já contemplava a medida, foi apresentado um ofício à empresa Megalink para a implantação do serviço, o que, segundo Thiago, foi prontamente atendido e a custo 0. Ainda mais bem estar no velho Ibes!

Tarifa de luz na mira dos deputados

O deputado estadual e presidente da Comissão Defesa do Consumidor, Dary Pagung, promove na próxima terça-feira (9), às 10h30, na Assembleia Legislativa, uma audiência pública para debater o aumento das tarifas na conta de energia. Entre os convidados, estão: representantes da Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), dos Procons, além dos consumidores e sociedade civil.

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Praça Vermelha

Será que o Rei da Linguiça quer ser o novo Barão de Itapemirim?

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Por Tiago Turini

O nome Barão de Itapemirim que leva a rua onde hoje funciona a Câmara Municipal de Cachoeiro nunca fez tanto sentido. Um vereador declaradamente monarquista quer aprovar uma lei “nunca vista antes na história do município”. Uma super lei, valendo mais que determinações do Governo Federal e Estadual, criando uma espécie de império dentro da República, onde o que vale da porteira para dentro de Cachoeiro é o que ele aprova no Legislativo Municipal.

Talvez pela pouca idade e por ter crescido praticamente em um império, a empresa do seu pai, a Cofril, Juninho da Cofril, como é conhecido, talvez esteja sendo influenciado pela realidade em que viveu e viu até hoje, onde apenas o patrão manda e os funcionários obedecem. Juninho talvez precise entender que a lógica, agora, é inversa: o funcionário é ele e quem manda é o povo, além, é claro, de toda uma construção histórica de um regramento que acabou virando um mundaréu de leis, na qual, em seu ápice político hoje (23) na Câmara Municipal de Cachoeiro, durante um evento negacionista, transgrediu algumas dessas leis, cometendo crime contra a saúde pública, ao promover aglomeração em meio a uma pandemia. Será que o Ministério Público viu isso?

O que Juninho da Cofril propôs e levou quase todos os vereadores a embarcarem nessa furada, com a exceção do vereador professor Diogo Lube que se posicionou contra, é uma aberração legislativa. Mas como é marinheiro de primeira viagem e refuta ter assessoria de qualquer área, o erro é perdoável.

Juninho da Cofril quer criar uma lei onde, num cenário imaginário, por exemplo, em caso de uma outra pandemia no Brasil, nem mesmo o Governo Federal poderia determinar o que aconteceria em Cachoeiro. Ou seja, se amanhã o Brasil inteiro tiver que fechar o comércio, no Império Cachoeirano onde quem fabrica linguiça é rei, o comércio poderá funcionar normalmente, pois valerá o que diz a lei municipal proposta hoje, onde quem determina o que é essencial ou não no comércio será o Legislativo Municipal. É tão óbvio que não precisa ser nenhum Sérgio Moro para enxergar a inconstitucionalidade de tal Projeto de Lei.

Mais ainda

Juninho convocou empresários e trabalhadores para um protesto na porta da Câmara que, entre outras coisas, descumpriu todas as medidas sanitárias para enfrentamento do Coronavírus. E o povo que lá compareceu não sabia que se aglomerou à toa, porque a lei já nascia morta e nenhuma manifestação coletiva serviria de nada, até porque, falta uma semana, das duas impostas, para a quarentena acabar.

Talvez falte um pouco mais de Bolsonaro em Juninho da Cofril. Jogar para a plateia e fazer discursos vazios, acompanhados de políticas públicas ineficientes pode parecer fácil, mas, a exemplo do presidente, requer muitos anos de experiência.

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