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Economia

Preço da carne bovina em Vitória é o que mais aumentou entre as capitais brasileiras

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Há algumas semanas, os consumidores estão sentido no bolso o aumento do preço da carne bovina e, com isso, mudando até mesmo hábitos alimentares. O último balanço Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que Vitória foi a capital onde houve maior elevação: de outubro para novembro, o preço subiu 19,37%.

Os motivos são vários: altos volumes de carne têm sido exportados para a China, devido ao ano novo chinês; o período também é de entressafra bovina e o custo de reposição do bezerro está muito alto. Por fim, o dólar desvalorizado estimulou as exportações. Todos esses fatores encareceram o valor da carne no varejo.

Na casa do taxista Iedo Barreto, em Santa Martha, na capital, ainda tem carne vermelha que ele comprou antes do preço aumentar e congelou. Para não acabar logo, a família optou por fazer substituições.

“Dá até pra colocar a churrasqueira pra funcionar, mas com uma quantidade reduzida de carne de boi. Tenho comprado mais carne de porco, frango, peixe. A gente tá diversificando um pouquinho”, contou.

Cesta básica

O aumento do preço da carne refletiu no valor da cesta básica de Vitória em novembro, que passou a ser a terceira mais cara do país, ficando atrás apenas de Florianópolis e São Paulo. Houve uma elevação de 7,89%, passando a custar R$ 462,06. Em outubro, custava R$ 428,25.

Além da carne, também aumentaram o preço do tomate (variação de 31,72%) e do feijão (variação de 7,25%). O valor da banana foi o que mais teve queda: – 16,10%.

Fonte: Portal G1.

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Economia

Brasil terá mais 100 leilões de ativos até final do mandato

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse hoje (28) que a superação de gargalos que envolviam direitos dos trabalhadores, obtida com a reforma trabalhista, já foi percebida pelos investidores estrangeiros e, com o portfólio de ativos atraentes para leilões no país; a trajetória de recuperação fiscal; e a queda da taxa básica de juros (Selic), representa um conjunto de fatores que colocam o Brasil na mira dos investidores.

Freitas disse que toda essa conjuntura permitirá que, até o final do mandato, mais de 100 leilões de ativos sejam implementados pela pasta e destacou os projetos de concessão das rodovias BR-116/101 (a Nova Dutra, entre Rio de Janeiro e São Paulo) e a BR-163, no Pará, e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, além da sexta rodada de concessão de 22 aeroportos.

“Se colocarmos em um gráfico países de dimensão continental, acima de 5 milhões de quilômetros quadrados (km²), com uma população gigantesca, acima de 200 milhões de habitantes, portanto, com grande mercado consumidor, e PIB [Produto Interno Bruto] acima de US$ 1 trilhão, veremos que, na intersecção desse diagrama, teremos apenas três países: Brasil, China e Estados Unidos”, disse Freitas, ao participar do webinar Invest Brasil Infraestructure 2020, promovido pela Apex-Brasil. “Isso, por si só, já chama a atenção dos investidores estrangeiros.”

“E tem mais ainda: a trajetória em que nos encontramos, tendo passado por crise severa; e, a partir daí, a mudança estrutural onde os principais riscos percebidos pelos investidores foram atacados, como a questão trabalhista”, acrescentou o ministro, ao reiterar que, com a reforma, o país conseguiu superar os gargalos que envolviam direitos trabalhistas. “Houve uma diminuição extraordinária dos processos trabalhistas após a reforma.”

Atratividade

Ainda segundo o ministro, o cenário ficou mais atrativo com a aprovação do teto dos gastos, que iniciou uma trajetória de recuperação fiscal, e com a reforma da Previdência. Além disso, a queda dos juros teve continuidade, com a taxa Selic em 2,25%, o que é “extraordinário” para os investimentos em infraestrutura. “Temos o maior programa de concessão do mundo, que trará avalanche de dinheiro privado à nossa economia, transformando nossa infraestrutura nos próximos anos”, destacou Freitas, ao lembrar que o Brasil tem também “um histórico de respeito a contratos”, que é bem visto pelos investidores.

De acordo com Freitas, o país aprendeu a estruturar suas concessões e, por isso, tem hoje, provavelmente, “a estrutura mais sofisticada do mundo, no que diz respeito a compartilhamento de riscos”. Como exemplo, citou o risco cambial, um assunto que, apesar de aparecer como preocupação dos investidores, sempre foi “jogado para debaixo do tapete”.

Para superar tal problema, o ministro disse que a estratégia adotada nos leilões foi a “outorga variável”, medida que, segundo ele, amortece as variações de câmbio nas situações em que o investidor tem de tomar dinheiro no exterior. “Vamos abater, do valor da outorga variável, a perda com eventual desvalorização de câmbio, ou acrescentar o ganho com eventual valorização. Vamos trabalhando com débitos e créditos numa conta gráfica até o final do período do financiamento, deixando um período de calda para o acerto de contas”, explicou o ministro.

Matéria alterada às 22h45 para correção do texto. Os 100 leilões de ativos ocorrerão até o final do mandato e não até o fim do ano, como estava na matéria.

Edição: Nádia Franco

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